No ano do Senhor de 1182, o jovem Karl da Baviera, que contava vinte e seis anos, foi combater com sua gente na Península Ibérica a serviço do Kaiser reinante, um homem mui bondoso e compassivo que sempre levava em conta o bem-estar de todos os seus súditos.

Desde que Karl se tornou o braço direito do Kaiser já entrado em anos, este passou a vê-lo como um filho.

O jovem bávaro havia sofrido uma seriíssima contusão na coxa direita devido a constantes lutas, mas, mesmo assim, o Kaiser depositava total confiança nele. O problema é que sua liderança passou a ser duramente contestada por alguns, como os cavaleiros de Colônia.

Chegando ao Reino de Espanha há muito invadido pelos infiéis muçulmanos, Karl da Baviera e seu poderoso exército foram surpreendentemente derrotados por uma tribo de berberes, que eram originários da África do Norte, importante centro comercial.

Inconformados inicialmente mas depois refeitos da derrota para os berberes, uma outra tribo proveniente de terras longínquas foi duramente massacrada por Karl da Baviera, tendo ele se destacado bastante nessa batalha.

Houve um momento em que o jovem duque precisou se voltar contra seus congêneres e reduzi-los à vassalagem, e isto aconteceu com muita dificuldade graças a um pacto de não-agressão e aliança com o principal objetivo de expulsar os berberes da Península Ibérica.

É mister ressaltar que todas estas batalhas ocorreram na cidade de Gijon, onde o exército de Karl havia se fixado inicialmente.

Tendo se deslocado para Madrid, o exército de Karl lamentavelmente não conseguiu infligir derrota aos bretões, precisando recuar e poupar-se para abater, dias depois, a gente local, isto não sem bastante dificuldade.

Na Batalha de Sevilha, ocorrida a 8 de julho, os francos, liderados pelo temível Cavaleiro Azul, de quem falarei mais adiante, começaram a pôr em risco os planos de Karl no Reino de Espanha. Este, embora muito machucado, teve permissão do Kaiser para guerrear e mostrar todo o seu valor. Os francos, vendo a bravura do jovem duque da Baviera e sua resistência à dor causada pela contusão na coxa direita, tiveram que recuar, sendo afinal derrotados, e um dos seus, chamado Patrick, foi ferido por Harald, o Horrível, que na realidade não via Karl com bons olhos e invejava a sua influência junto ao Kaiser nas questões mais importantes do Sacro Império. Devido à gravidade dos ferimentos de Patrick, Harald passou a ser cognominado “Monstro de Sevilha” pela população local.

A 11 de julho, novamente tendo se deslocado para Madrid, o jovem Karl foi vencido pelo exército da Península Itálica, mas, apesar da derrota, ele ganhou o respeito de toda a Europa.

O destino fará com que Karl e Alessandro, o homem que o derrotou na Batalha de Madrid, mais tarde se tornem grandes aliados, tendo aquele partido temporariamente para Milão no ano do Senhor de 1184, mas isto é uma outra história.

 

 

1997

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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