
Mulher briegeliana nascida e criada na América Latina tem suas singularidades. Não é alta, não é loura de olhos azuis e tem corpinho de Galderisi. Nem precisa dizer que torce pelo Verona. É católica, enquanto que o próprio Briegel é inclinado ao ateísmo.
O ex-técnico da Seleção Alemã, Jupp Derwall, disse que qualquer menino brasileiro controla uma bola por intuição. O panzer apanhou muito da bola até aprender a controlá-la. Derwall, assim, já estava apontando as singularidades do nosso futebol.
Se uma mulher briegeliana nascida e criada na América Latina por acaso jogasse futebol, privilegiaria a arte do futebol-força ou afirmaria a força do futebol-arte que ficou na nossa história e que jamais será esquecida?
O negócio dela é sair com seu corpinho de Galderisi (peraí! Se ela realmente insiste nessa idéia de torcer pelo Verona e faz questão de ser eurocêntrica, tudo bem, é pertinente afirmar que tem corpinho de Galderisi. Mas e se é uma briegeliana flamenguista? Tem mais é que ter corpinho de Romário e pronto!) desfilando pelas defesas adversárias sem dó nem piedade e marcando muitos gols.
O argentino Diego Maradona, vendo as façanhas da mulher briegeliana, morreria de inveja e perguntaria:
- O que aconteceu com a engenharia genética? Como uma mulher clone do Briegel consegue ser tão diferente dele em tudo?
Historicamente, a América Latina sempre se caracterizou pelas suas singularidades, Dom Diego! Por que temos que imitar a Europa e os EUA em tudo, nos colocando em situação de inferioridade a eles?
Na América Latina e, particularmente no Brasil, a arte do futebol-força nunca terá vez. Temos mais é que afirmar a força do futebol-arte para o resto do mundo!
9/04/98