O
Santa Cruz até que tentou evitar o pior, mas não conseguiu. Apesar de
ter realizado uma partida razoável, o time de Muricy Ramalho perdeu
para o ainda lanterna Botafogo/SP por 1x0, ontem à tarde, em Ribeirão
Preto. O resultado manteve o vice-campeão pernambucano na zona de
rebaixamento do Campeonato Brasileiro, com 20 pontos, na 26ª posição.
O próximo jogo do Tricolor será contra o América/MG, no feriado
nacional da quinta-feira, no Arruda.
Por ironia do
destino, ou não, desta vez o Santa Cruz até que fez um primeiro tempo
elogiável. A rigor, o que atrapalhou os corais foi a morosidade do meia
Luizinho Vieira mas articulações das jogadas. Sem falar das conclusões,
é óbvio. Só o atacante Joãozinho desperdiçou umas três a quatro
oportunidades de abrir o placar.
Do lado dos
“iluminados” donos da casa, o Botafogo chegou a irritar aos
torcedores que foram prestigiar um futebol fadado à Segundona, em 2002.
Como o Santa Cruz tomou a iniciativa do jogo, restava ao adversário
explorar os pífios contra-golpes. Nílson pouco foi acionado nos
primeiros 45 minutos.
Há várias
rodadas que a defesa mais vazada do Brasileirão não virava para o
segundo tempo sem levar gol. Diante disso, houve uma esperança concreta
de que os defensores tricolores iriam segurar a peteca e garantir este
recorde até o final. Mas os meio-campistas e atacantes não souberam
balançar as redes e deram fôlego ao Botafogo.
O ritmo imposto
pelos visitantes deixou a entender que o gol de abertura do Santa Cruz
era questão de tempo. Ledo engano. Depois dos atacantes desperdiçarem
sucessivas chances, veio o castigo fatal. Num contra-ataque, Marco
Denner mostrou como é que se faz para calar a boca dos críticos.
Com a desvantagem
no placar, o treinador resolveu fazer duas alterações de uma só vez:
Túlio e Evando. Tarde demais... Agora é “levantar a cabeça e tentar
a reabilitação no próximo jogo”.
Muricy Ramalho: “Quem não mata, morre”
Nos
vestiários do Santa Cruz, o técnico Muricy Ramalho lamentava mais um
revés no Campeonato Brasileiro. Desta vez, não foi para qualquer
equipe, pois se trata do ainda laterna da competição e que conseguiu
uma vitória depois de 75 dias. “No futebol acontece destas coisas:
quem não mata, morre. Pecamos muito no aspecto finalização e eles
foram felizes na chance que tiveram”.
Sem meias
palavras, o treinador coral disse que agora é pensar no próximo
compromisso do Tricolor, o América/MG, quinta-feira à tarde, no
Arruda. “Temos que trabalhar nestes três dias e lutar para ganhar do
adversário na rodada seguinte. Não adianta fazer cálculos ou entrar
em desespero porque, no futebol, você só muda alguma coisa com
resultado”.