O Nacional Futebol Clube, ou Eleven Nacional(como era chamado na década de 10), foi fundado oficialmente no dia 13 de Janeiro de 1913.
A sua Sede por muito tempo ficou estabelecida na Rua Saldanha Marinho, Centro antigo comercial de Manaus, Zona Sul.
Décadas depois, houve a definitiva localização na rua São Luís, na Vila Municipal de Manaus, antigo "Bairro dos Ingleses", quase em frente ao famoso "Castelinho", atual bairro de Adrianópolis.O Nacional fez a primeira partida Oficial do Primeiro Campeonato Amazonense de Futebol no dia 8 de Fevereiro de 1914 contra o Manaós Sporting.
Conseguiu entre 1916 e 1920 um inédito pentacampeonato amazonense. Anos mais tarde, o termo "Onde tem taça é do Naça" ganhou mais força com os inúmeros títulos regionais do Leão.O "Naça" , assim como é comumente conhecido pelos amazonenses e nortistas, tem como símbolo um "Leão azul" e possui no Rio Negro, seu histórico e mais ferrenho adversário. Nos últimos anos, também o São Raimundo tornou-se um grande rival.
Sendo uma clube de grande carisma durante todo esse tempo, fez crescer, inclusive no Interior do estado do Amazonas a sua imensa Torcida, que ainda é considerada a maior do Estado do Amazonas.
Grande revelador de talentos, fez surgir uma gama de estrelas do futebol nortista, tais como Marcolino, Gatinho e Paulo Onety, na época do amadorismo da FADA (Federação Amazonense de Desportos atléticos).
Já nos 60, com a mudança no futebol amazonense para o profissionalismo, detinha o maior número de títulos do estado.
No final dos anos 60 (1969) o Nacional teve a primazia de fazer uma partida preliminar do jogo entre a Seleção Brasileira (que viria a ser tri-campeã mundial no México em 1970)e a Venezuela,em jogo válido pelas eliminatórias.
Nesse jogo amistoso, mas para a época de cunho muito importante, o "Naça" enfrentou o Maringá (PR) onde venceu o time paranaense por 1 x 0 gol de Pretinho.
Na sua chegada em Manaus, aos jogadores e Comissão Técnica, além dos dirigentes houve bastante festa e comemorações pelo feito. Manaus possuía então 300 mil habitantes. Em 2009 s~eoa 2 milhões.
Com a sua tradição de conquistas, nos anos 70 conseguiu um inédito hexa-campeonato (1976-1981),antes, porém, revelou para o Brasil, os jogadores Toninho Cerezzo e Paulo Izidoro, que eram juniores do Atlético Mineiro e aqui vieram fazer um "estágio" voltando para Minas para o estrelato futuro. Jogadores como Alfredo Banana, Antenor (campeão brasileiro em 1977 com o São Paulo) calçaram as "chuteiras" nacionalinas também. Campos, o ídolo de meados de 70 também fez história no Leão do Amazonas.
Por volta de 1979 o Nacional realizou a intensa campanha: "O leão dá sorte" quando por meio de carnets, distribuía prêmios aos compradores dos bilhetes do evento, fazendo fortalecer seu lado patrimonial, inclusive com a construção de sua imensa piscina na sede.
O matemático e ex- Deputado estadual, Manoel do Carmo Chaves Neto (Maneca), para muitos, é o eterno presidente do Naça, pois foi em sua longa gestão, que o "leão" conheceu suas maiores glórias.
Em 1984 o Nacional fez uma excursão ao Marrocos no Norte da África, onde participou do Torneio REI DO MARROCOS, sagrando-se campeão.
Antes porém, em 1980, foi campeão do Torneio PACTO AMAZÔNICO, que reuniu equipes como Fast Clube, Tuna Luso, Milionários (Colômbia), Alianza e Cristal (Peru), dentre outras equipes sulamericanas.
Em meados dos anos 80 (1985-1986) O Nacional realizou memorável campanha no Brasileirão, onde conseguia vencer equipes consideradas grandes e bem formadas do Brasil como Palmeiras (SP), Inter (RS), Atlético (MG), Santa Cruz(PE), dentre outras.
Após um jogo de 1986 no Caio Martins, no Rio, empate contra o Bota Fogo carioca, um comentarista de uma rádio local (Luiz Mendes) afirmava após a partida, que "os amazonenses estavam de parabéns, pois o merecedor da vitória era o Nacional que envolveu totalmente o clube da "estrela solitária"."
Aderbal Lana era o técnico daquele time que contava com a experiência de Reginaldo (ex- goleiro do Payssandu(PA), China (ex- lateral do Bota fogo(RJ)), Dario maravilha (ex - seleção brasileira), Edu (ex - Santos (SP) e Seleção Brasileira), Carlos Alberto Garcia (ex- Palmeiras(SP)), Cládio Barbosa (In memorian), Sérgio Duarte (amazonense), Camarão (amazonense) , Bendelack (O craque mokorongo, de Santarém-PA), Marinho Macapá, Murica (zagueiro Que ainda jogou nos últimos anos 90 pelo São Raimundo), Paulo Galvão (talvez o maior zagueiro do Norte do Brasil nos anos 70 e técnico do Nacional em 2002),Sarará, Fernandinho, Hidalgo, Ademir, Pavão (goleiro), dentre outros. Não se deve também deixar de recordar do Técnico Barbatana e de Laerte Dória, nomes que ajudaram o "Naça" a ir mais adiante.
A última grande revelação do Nacional foi a do jogador França do São Paulo, que inclusive jogou na Seleção Brasileira,e que surgiu no profissionalismo do Time da Estrela Azul em 1994. A última e grata revelação é do jogador Garanha, que nos últimos anos tem se destacado e inclusive jogado fora do estado.
Mas, falando de revelações para o exterior é bom ser mecionado o nome de Lima, ou Pifó, amazonense vindo do Interior do estado, que jogou um bom tempo no Nacional, sendo posteriormente ido para o São Paulo em 1996 e que jogou brilhantemente na Europa durante uma década.
Alfredo Barbosa Filho foi um nome único no Nacional, onde nos seus últimos tempos fora treinador das categorias de base do Clube e por isso mesmo, pela sua dedicação, foi homenageado emprestando o seu nome ao CENTRO DE TREINAMENTO do Nacional na entrada da estrada do V-8, no bairro do Coroado.
O Nacional tem hoje um invejável Patrimônio, sendo sua Sede hoje, bem concorrida com piscinas, Salão de danças e Academia de Ginástica, sem contar com Um Salão nobre para eventos sociais.
É um clube que, mesmo estando afastado da Primeira Divisão do Brasileirão desde 1987 continua entre as 40 melhores equipes ranqueadas na CBF. Em 2009 coleciona 40 títulos estaduais, um dos maiores campeões regionais do Brasil.
Solicitamos a todos que copiarem este texto, que divulguem seu autor, DANIEL SALES, ou a empresa SALLES GATTO PRODUÇÕES. Manaus/AM.