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Pedro Sympson (1840-1892) |
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Tupinólogo brasileiro, um dos fundadores do Instituto Histórico e Geográfico do Amazonas (IHGA). Pedro Luiz Sympson nasceu na Vila da Barra do Rio Negro, atual cidade de Manaus, em 22 de junho de 1840. Seu pai, há época de seu nascimento, era chefe da Missão Indígena do rio Juruá que trabalhava com 25 etnias distintas. Estudou em colégio católico e, após a morte do pai, embora desejasse entrar para a carreira militar, trabalhou como negociante e explorador, entrando em contato direto com as comunidades indígenas tribais, ribeirinhas e indiomestiças. Isso lhe propiciou o pleno domínio do tupi. Com a eclosão da Guerra do Paraguai, alistou-se espontaneamente. Seus conhecimentos do idioma tupi permitiram-lhe comunicar-se com os indígenas paraguaios, apesar das variações lingüísticas regionais. Por sua atuação na guerra, recebeu como homenagem póstuma, em 1899, a Medalha de Ouro do Governo Argentino. Participou da Batalha de Tuiuti, em maio de 1866, sendo ferido e afastado. De volta ao Amazonas, permaneceu na carreira militar exercendo várias funções no interior da província. Em 1876, entrou para a carreira política como deputado provincial conservador. Em 1876, entregou ao Imperador D. Pedro II, que passava por Belém, no Pará, em direção aos EUA, um exemplar de sua Gramática da Língua Brasílica. Membro de oposição da Assembléia Legislativa Provincial, no períodos de 1882 a 1885, comentou sobre a escravidão negra, em 12.04.1883, num discurso cujo tema principal era o abastecimento de Manaus, "Faça-se a libertação, mas de acordo com a lei, com os interesses da Província, com o estado das nossas finanças". Defendeu que fosse impedida a entrada de novos escravos, não por lei, mas por ação do governo - do qual era oposição. Adotando a antiga estratégia das elites escravistas de retardar o processo de abolição, Sympson defendeu que fossem aplicados 100 contos de réis na libertação dos escravos locais, para um processo de libertação paulatina. A maioria dos deputados, porém, entre eles o presidente Theodureto Carlos de Faria Souto, defendia uma libertação imediata. No final, decidiu-se elevar as verbas para 300 contos de réis. Faleceu em Manaus, em 24 de setembro de 1892. |
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Leia também: SYMPSON, Pedro Luiz. Gramática da língua brasileira (brasílica, tupi ou nheengatu). Organização e estudo introdutório: Robério Braga. 5.ª edição - Manaus: Editora Valer/Governo do Estado do Amazonas, 2001. |
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