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Gavião real |
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Também denominado gavião real, uiruuetê, uiraçu, cutucurim e harpia - do grego hárpyia (agarrar), pelo latim harpya. Espécie de ave, Harpia harpyja, que vive do México ao Norte da Argentina, mas tem sua principal morada na Floresta Amazônica, onde faz ninho nas mais altas árvores das margens dos rios, atacando veados, macacos e galinhas. É um dos maiores gaviões brasileiros, ao lado do gavião-de-penacho. Tem a parte superior do corpo cinzento-clara, peitoral cinza e cauda parda com listras pretas. O bico é forte e adunco. Mede cerca de 1 metro de comprimento e 2,5 metros de envergadura; suas garras medem 10 centímetros. É considerada a ave de rapina com as garras mais fortes - o famoso naturalista francês Alcides Dessalines d'Orbigny (1802-1857) teve um braço perfurado lado a lado pelas garras de uma harpia que julgava morta. Sinônimos: gavião real, uiruuetê, uiraçu, cutucurim. A imagem de uma harpia decora o brasão do Estado do Amazonas. Mitologia: as harpias eram seres alados com rosto de mulher e corpo e garras de abutre; simbolizavam a tempestade. Há várias versões para sua origem: eram filhas de Taumas e de Oceanida Electra, ou de Poseidon (Netuno) ou Tifon e Ozemene, ou ainda de Netuno e da Terra. Provinham de terras longínquas: praias do Oceano, Sicília e Creta, p. ex. Delas nasciam os corcéis dos heróis, das quais herdavam a velocidade. Eram divindades mensageiras de Hades. As principais eram Belo, Ocípete e Celeno. Juno as enviou para arrebatar e envenenar as iguarias de Fineu. Após expulsas por Zeter e Calais, Iris as fez voltar à Trácia sob ordens de Juno. Os troianos que acompanhavam Enéas as enfrentaram por terem matado o gado delas. Camões faz referência a elas n'Os Lusíadas ("O Leão Cleonaeo, Harpias / O porco de Erimanto, a Hidra haver", IV-80"). Heráldica: Figura de uma mulher com asas abertas no lugar dos braços, pés de abutre e cauda lembrando a da águia heráldica. Às vezes apareciam com asas nos pés e orelhas de urso.
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