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GRADI |
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Sigla do 'Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância', órgão da Polícia Militar do Estado de São Paulo criado em 9 de março de 2000, durante o governo Mário Covas, e oficialmente destinado a reprimir "crimes raciais e de intolerância", e grupos fascistas, neonazistas, e racistas em geral, exceto sionistas. Tem sido acusado de ser uma nova versão do DOPS, desativado em 1983 pelo Governador Franco Montoro, e de estar atuando como agência de informações. Sua criação ocorreu poucas semanas após a agressão ao adestrador de cães Edson Neri ser assassinado por skinheads na Praça da República, em São Paulo, o que evitou críticas de grupos de defesa dos direitos civis. A legislação anti-racista brasileira foi estabelecida visando formalmente a servir de apoio a ações governamentais de proteção a vítimas de discriminação por motivos raciais (Lei 1.390, de 03.07.1951), sendo depois ampliada para discriminações por outros motivos, como etnia, gênero e religião. O recurso à censura previsto na legislação é um desvio posterior que tem favorecido o policiamento ideológico e a inibição do processo de educação dos cidadãos para a democracia e para a valorização da liberdade de expressão. Paradoxalmente, grupos historicamente vítimas de opressão com motivação racista têm sido alvos dela. Em outubro de 2004, a Federação Israelita do Estado de São Paulo entrou com uma representação junto ao GRADI contra a Escola de Samba Vai Vai em virtude da letra do samba-enredo "Eu Também sou Imortal", que faria referência a Adolf Hitler. |
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Leia também: DOI-CODI DOPS |
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