Conde de Gobineau

(1816-1882)

Joseph Arthur, Conde de Gobineau, é um dos mais conhecidos teóricos do racismo. Gobineau nasceu numa família aristocrática, em Ville d'Avray, próximo a Paris, França, em 1816. Entre 1848 e 1877 serviu como diplomata no Irã, Alemanha, Grécia, Brasil e Suécia. Defendeu que a miscigenação racial levará à absorção da raça ariana e, em conseqüência, à decadência da Humanidade; e que a miscigenação racial debilita a raça. Calculou que em 270 anos os brasileiros desapareceriam. Gobineau foi um dos principais representantes do preservacionismo racial - atualmente às vezes apresentado sob disfarces do tipo "valorização da diversidade". Por ironia da história, e para seu grande desgosto, foi enviado ao Brasil como representante do governo francês há época do II Império, onde permaneceu de abril de 1869 a maio de 1870. Fez uma grande amizade com D. Pedro II (1825-1891), cuja erudição, rara entre monarcas, facilitou a aproximação entre eles. Isso não desfez o enorme desagrado do Gobineau pelo Brasil, cuja miscigenação racial, já entre a nobreza, era quase insuportável para ele e sobre o que deixou comentários. Gobineau escreveu novelas, e livros abordando teologia, filosofia e história. Sua obra mais famosa é o Ensaio sobre a Desigualdade das Raças Humanas (1853-1855), que influenciou outros teóricos racistas, como Houston Stewart Chamberlain (1855-1927), e serviu de base para as teorias supremacistas do Nazismo - destituídas de comprovação e hoje amplamente desacreditadas no meio científico. Gobineau faleceu em 1882.

Leia também:

RAEDERS, Georges. O Inimigo Cordial do Brasil - O Conde de Gobineau no Brasil. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988

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