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Extraído do CORREIO AMAZONENSE, quarta feira, 3 de agosto de 2005 |
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Raimunda Gomes afirma que o movimento dos trabalhadores tomou outros rumos, que não o da luta pela melhoria salarial, por conta das disputas internas no sindicato e pelas influências de setores que não fazem parte do Sinteam, mas que, de alguma forma, teria buscado "promoção pessoal" com a paralização, e tumultuado o movimento. O Sinteam é composto por duas linhas de pensamento: a Corrente Sindical Classista (CSC), grupo que se denomina seguidor dos preceitos de Marx e Lênin, do qual a atual Presidente do Sinteam faz parte; e o Movimento e Luta dos Trabalhadores em Educação (MLTE), que diz seguir os conceitos de Trotski. O segundo grupo é formado por pessoas ligadas ao P-Sol, e, o primeiro, por membros filiados ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB). As duas correntes brigam pela direção do sindicato, cuja eleição para a presidência ocorrerá até outubro deste ano. Outros setores organizados, que não fazem parte da direção do Sinteam, tiveram participação decisiva nas assembléias da categoria: PSTU e o Movimento Libertário Candiru (de "defesa intransigente dos direitos humanos") setores a quem "Doquinha"[1] denomina de "sem escrúpulos". Membro do Movimento Candiru, o professor de filosofia Ivan Guimarães[2] refutou as declarações de "Doquinha". "Não há escrúpulo por parte de uma direção em que a base diz uma coisa e a direção outra. Eles sempre andaram em contradição às decisões da assembléia. O Sinteam enterrou a greve e não pôs a estrutura do sindicato em favor da paralisação. Vendeu-se para o governo. Está interessado em preservar os cargos do PCdoB na prefeitura e no governo". |