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SIONISTAS PROTESTAM CONTRA FILME DE MEL GIBSON |
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Um filme sobre um famoso judeu – na verdade, o mais famoso deles – está provocando câimbras nas línguas dos responsáveis pela máquina de propaganda sionista. Como toda ideologia racista intolerante, o Sionismo precisa tornar inaudíveis e invisíveis aqueles que lhes são indesejáveis. Eles sabem que numa guerra – e como eles gostam de guerra! – pintar o inimigo com todos os defeitos, e a si mesmo com todas as qualidades e virtudes, granjeia simpatias e inspira seus soldados e militantes. Verdade é um luxo, e como eles estão em guerra há mais de um século, já possuem um kit completo para seu ofício, que inclui, entre outros, muitas parafernálias eletrônicas e “respeitáveis” instituições, cujo uso se dá por pessoal competente nesse ramo de atividade. Rostos fechados, músculos tesos, rígidos, frios como o muro do racismo, dirigem sua máquina contra a mais nova versão da história de um judeu que foi trucidado exatamente por defender tudo aquilo que os sionistas odeiam: amor ao próximo, ao estrangeiro, ao ser humano, isso num mundo no mínimo tão irracional e fanático quanto o de hoje. Ao contrário dos racistas sionistas, para esse judeu ‘ser humano’ não tinha sentido restrito. A
máquina vai em frente: “– Hei, nós somos as vítimas, sempre fomos
e sempre seremos; o algoz é ‘o outro’. Pense em mim, chore por mim,
liga pra mim. Não, não liga pra ‘ele’...” Dopados
por seus narcisismos, etnocentrismos, racismos, os sionistas são seres
humanos que vêem a si mesmos como pertencentes a outra casta. Aproximação
ou mistura são repelidas e aqueles que demonstram a “fraqueza” de
sensibilizar-se com o estrangeiro devem ser eliminados, condenados, a
fim de preservar a pureza nacional – isso não lembra o Nazismo por
acaso, os racismos têm a mesma fisiologia. Os
sionistas têm várias faces. Nem sempre você os verá como um Begin
terrorista, ou um carrancudo Ariel Sharon; você também os encontrará
“despojados”, como o marxista Shimon Peres; “avançados”, como
Isaac Rabin; e até mesmo “solidários”, como Spielberg, o defensor
da guerra do W. Bush, que fez um filme de gratidão a Schindler, o
“bom” nazista, purificando-o de sua colaboração com o Reich –
pois para o Sionismo, o pecado dos nazistas não está naquilo que eles
fizeram, mas contra quem eles fizeram; genocídio, que o diga Jabotinsky, faz parte. O
diretor, intocável até a pouco em suas produções bem dentro do
figurino do American way of life, o modo estadunidense de ser,
está sendo agora descrito como católico fanático pela mídia
sionista. Prefeririam vê-lo continuando pulando meio a bombas, dando
caratipapos em grandalhões ou sendo retalhado por tiranos cristãos em
filme de época. A
ADL – Liga Antidifamação, uma organização sionista estadunidense
que se tem dedicado, entre outras coisas similares, a difamar autores
negros que escrevam sobre o escravismo de uma forma que considerem,
digamos, inconveniente, afirma que não teve sucesso em tratar com Mel
Gibson sobre o filme e que teme que nas versões em vídeo sejam
acrescidas cenas, digamos, mais inconvenientes ainda. Os sionistas
desejam fazer-se donos da história e desejam que todos dêem uma
passada antes lá em seus escritórios para pedir suas bênçãos sobre
os livros e produções que fizerem. No Brasil já se escuta o barulho que vem lá do norte – eles são rápidos e já correm na frente indispondo os espíritos contra o filme e seu produtor. O diretor de teatro judeu Gerald Thomas (Folha Online ilustrada, 28.02.2004)* classificou o filme como sendo “declaradamente anti-semítico (não resta a menor duvida)”. Não resta a menor dúvida, porém, que a palavra “anti-semita” seja racista, tanto na sua origem quanto em seu emprego atual. Ela foi moldada pelo líder racista alemão Wilhelm Marr que, em 1879, fundou a Liga Anti-Semita, a primeira organização antijudaica do tipo na Alemanha. Ela era dedicada a remover os judeus do país, baseada na descrença de seu fundador de que os judeus, por alegados motivos raciais, pudessem ser germanizados, como defendiam outros antijudeus alemães da sua época. Embora ser judeu e ser semita sejam coisas distintas, a expressão foi adotada com especial carinho pelos sionistas que, assim, puderam dispor de uma palavra que lhes serviria para estabelecer o monopólio do “ser semita” (descartando, p. ex., os árabes); que dava ares de racialidade à nação judaica; e que também facilitava a pichação indiscriminada tanto dos racistas quanto dos críticos do Sionismo ou do Judaísmo enquanto ideologia. Numa má disfarçada crítica à crença do católico Mel Gibson de ser o judeu Jesus “o” Cristo, ou seja, o profetizado Messias que os atuais fiéis do Judaísmo aguardam, o diretor de teatro criticou o nome do filme, “que em inglês levou um título estranho e que soa quase que como um erro ‘The Passion of THE Christ’” – literalmente, A Paixão dO Cristo –, complementando “como se dado por um desses tradutores de terceiro mundo”. Esse é o (pré)conceito que ele tem dos tradutores dos países de terceiro mundo, irmãos africanos e latino-americanos... Contrastando com esse descaso pelo terceiro mundo, no início de seu artigo, o diretor, preocupado com o bom nome dos EUA, enfatiza, “Eu odeio aqueles que tentam generalizar os EUA como sendo uma coisa ou outra. Geralmente tenho uma resposta na ponta da língua: ‘de qual América vocês estão falando?’”. Então, de qual tradutor do terceiro mundo ele está falando? Mas a metralhadora do diretor continuou seu trabalho, fazendo mais barulho e ventilando mais gases do que poderia igualar ou superar uma região pudenda, como a recentemente exibida pelo renomado intelectual ao seu público que ficou sem saber se ‘enxergava aquilo como um cartoon, ou se fechava os olhos’. Não foi, porém, só o diretor Gerald Thomas quem acusou o filme e seu diretor de serem “homófobos”; sionistas têm divulgado isso, embora seja uma raridade um filme sobre campos de concentração nazistas (eu não conheço nenhum) em que os diretores, produtores ou autores sionistas, ou seus simpatizantes, tenham aproveitado a oportunidade para representar as vítimas homossexuais, trajadas com triângulos cor-de-rosa ao peito. “A Vida é Bela”? Não. “Holocausto”? Não. “A Lista de Schindler”? Não. Isso tem uma explicação simples: a propaganda sionista precisa concentrar toda a atenção no sofrimento judeu, base da justificativa da criação do Estado de Israel. Considerando o modo como os sionistas tratam mulheres e crianças palestinas, não seria de esperar que eles lamentassem sinceramente a sorte de adultos homossexuais. A metralhadora foi em frente dando tiros para todos os lados, sobrando uma bala de preconceito até para o Schwarzennegger, agora governador da Califórnia e cuja mulher é da família católica Kennedy; suas origem austríaca o fez merecedor do título de “filho do Terceiro Reich”. Se aversão a judeus merece o título de “anti-semitismo”, aversão a austríacos merece que nome? Anti-arianismo? Parecem-me os dois termos infelizes e, no fundo, similares. São
muitas as apresentações, mas a base do discurso é a mesma: toda a crítica,
toda reação, é “anti-semitismo”, palavra racista tão bem aceita
por eles. Lá estão os sionistas posando de moderninhos, interpretando
o papel de defensores dos gays, dos negros, da democracia, do
pluralismo, do mundo livre e liberal, enquanto exibem suas vítimas como
cúmplices, promovem o ódio inter-religioso, para, enfim, inspirados
por seus acalentados nacionalismos racistas, defenderem uma das mais
fechadas e belicosas teocracias que o mundo já conheceu. Algum simpático
sionista reclamará que os romanos não bateram tanto assim no
judeu-problema, que o filme exagera, mas toda licença dramática seria
dada se se tratasse de um infeliz apanhando de um sujeito com uma suástica
no braço ao som do mal afamado Wagner. Opa, não falemos sobre Wagner... O
filme de Mel Gibson parece indicar que o cinema estadunidense não está
de todo perdido na repetição. Parece que se deu o milagre de um
estadunidense produzir um filme em língua que não o inglês – o
primeiro, e único, grande sucesso do cinema latino, digo, em latim. O filme é já um clássico, não precisa de Oscar, que os sionistas da Academia de Hollywood certamente jamais lhe concederiam, nem suas casas de exibição. Como lá, ao contrário do Brasil, não possuem uma lei de censura onde possam buscar uma brecha, vão ter de usar outros instrumentos de seu kit. Coração Valente que se cuide... Leão
Alves é médico e presidente do Movimento Nação Mestiça
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* Vide http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u41892.shtml (visitada em 04.03.2004). |