Aristóteles

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Aqueles que são muito negros são covardes como, por exemplo, os egípcios e os etíopes. Mas os excessivamente brancos também são covardes, como podemos ver pelo exemplo das mulheres; a coloração da coragem está entre o negro e o branco. 

Aristóteles, filósofo macedônio. Em Fisionomia, 6. Citado por Cheikh A. Diop, Origem negra do Egito. In História Geral da África, vol. 2. 

De http://blackfamily.com.sapo.pt/CADiop2.htm

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Em primeiro lugar, é necessário que se unam, aos pares, aqueles seres que são incapazes de existir um sem o outro: esse é o caso do homem e da mulher, em vista da reprodução (o que não é neles o efeito de uma escolha deliberada mas, como em todas as outras espécies animais e as plantas, resulta de uma tendência natural (physikón) para deixar atrás de si um outro ser a eles semelhante); esse também é o caso da união de um homem cuja natureza é comandar com outro que por natureza obedece, visando a conservação de ambos. Pois aquele ser que, graças à sua inteligência, tem a capacidade de prever é, por natureza, um chefe (árchon) e um senhor (despózon), ao passo que o ser que é capaz de executar as ordens do outro por meio de seu corpo, é um subordinado e um escravo por natureza; daí vem que o escravo e o senhor têm o mesmo interesse. A distinção entre a mulher e o escravo foi, portanto, imposta pela natureza, pois esta não procede jamais à maneira mesquinha dos cuteleiros de Delfos mas faz cada objeto para um único uso; e, de fato, cada instrumento só pode cumprir perfeitamente suas funções se servir não para muitos usos mas para um só. Entre os bárbaros, contudo, a mulher e o escravo confundem-se na mesma classe; a razão disso é que não há entre eles quem seja capaz, por natureza, de comandar, e sua associação é a de um escravo com uma escrava. Daí a fala dos poetas:

“O Heleno tem o direito de comandar o Bárbaro”**

como se, por natureza, o bárbaro e o escravo fossem a mesma coisa.

Dessas duas associações [entre homem e mulher, senhor e escravo] surge inicialmente a família (oikía); e é com razão que escreveu Hesíodo:

“Primeiro a casa, a mulher e o boi para o arado”***

pois o boi serve de escravo aos pobres.

Política, Livro I, cap. II. 

De http://www.feranet21.com.br/livros/resumos_ordem/aristoteles_politica_cap_1_e_2.htm

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"Aprendi a considerar fundamental a diferença entre raça e cultura; a discriminar entre os efeitos de relações puramente genéticas e os de influências sociais, de herança cultural e de meio",

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