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Louis Agassiz |
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Algumas palavras apenas bastarão para mostrar o quanto estão profundamente enraizadas as diferenças primordiais que existem entre as raças puras. Assim como as distintas espécies de animais, as diversas raças humanas produzem mestiços por cruzamento, e os mestiços nascidos dessas raças apresentam grande diferença. O híbrido entre o branco e o negro, chamado mulato, é por demais conhecido para que eu precise descrevê-lo; tem os traços elegantes e a tez clara; tem plena confiança em si mesmo, mas é indolente. O híbrido entre o índio e o negro, chamado cafuso, é muito diferente: seus traços nada têm da delicadeza do mulato; sua tez é escura e os cabelos são longos, finos e encacheados; sua personalidade apresenta uma feliz combinação do humor jovial do negro e da enérgica rusticidade do índio. O híbrido entre o branco e o índio, chamado no Brasil de mameluco, é pálido e efeminado, fraco, preguiçoso, e um pouco teimoso. Parece que a influência do índio teve força apenas para aniquilar os elevados atributos do branco, sem nada transmitir de sua própria energia ao produto. É extremamente notável que nas duas combinações do índio, seja com o branco, seja com o negro, o primeiro imprime sua marca ao rebento muito mais profundamente do que o progenitor da outra raça. Nos cruzamentos seguintes, os traços do puro índio realçam, e os das outras raças esfumam-se com uma rapidez digna de registro; conheci o filho de dois mestiços, um indo-negro, outro indo-branco, que reassumiu quase completamente os caracteres do índio puro. Louis Agassiz, Voyage au Brésil, Hachete, Paris, 1869, p. 515, Apêndice V, 'Permanence des Traits Caractéristiques Dans les Différentes Races Humaines'. Citado por Georges Raeders em O Inimigo Cordial do Brasil - O Conde de Gobineau no Brasil, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988, p. 124, 125. |
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Biografia de AGASSIZ |
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