Revolução Islâmica


       Em 1978 as diversas correntes de oposição ao xá (esquerdistas, liberais e muçulmanos tradicionalistas) se unem sob a liderança do aiatolá (sacerdote) Ruhollah Khomeini , exilado na França. As greves e manifestações de protesto se espalham rapidamente, apesar do grande número de mortes causadas pela repressão policial. O governo não consegue controlar a insurreição e, em janeiro de 1979, o xá Reza Pahlevi foge do país.

 O poder - ou o que restou dele - é transferido ao primeiro-ministro Chapur Baktiar. As Forças Armadas aderem aos revoltosos. Khomeini regressa triunfalmente a Teerã em 1/2/1979 e, dez dias depois, assume efetivamente o poder, com a renúncia e fuga de Baktiar. Em 1/4/1979, o Irã é declarado oficialmente uma república islâmica, cuja autoridade suprema é um chefe religioso (inicialmente, o próprio Khomeini) apontado pelo alto clero xiita. Para a presidência é eleito, em janeiro de 1980, Abolhasan Bani-Sadr, um dos líderes da oposição laica. Os chefes da polícia política do xá (a Savak) são executados.








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