Lenin








"É preciso sonhar
mas com a condição de crer em nosso sonho
de observar com atenção a vida real
de confrontar a observação com nosso sonho
de realizar escrupolosamente nossas fantasias
sonhos, acredite neles"











        Lenin ( Vladimir Ilitch Ulianov Lenin ), nasceu em Simbirsk na atual Ulianovsk em 1870 . Estudante de direito em St. Petersburg, entrou em contato com os círculos marxistas e tornou-se discípulo de Plekhanov, que encontrou na Suíça em 1895.
       Condenado a três anos de exílio na Sibéria (1897-1900) por sua ação revolucionária, casou com a militante marxista Nadejda Krupskaia e redigiu diversas obras, entre as quais Razvitie kapitalizma v Rossii (Desenvolvimento do capitalismo na Rússia) (1899).
       Posto em liberdade, instalou-se na Suíça (1900), onde fundou o jornal Iskra (A centelha); separou-se de Plekhanov, por causa de tática a seguir (Lenin defendia um partido centralizado democraticamente e com militantes profissionais) , o que, em 1903, provocou uma cisão entre os bolcheviques (maioria), sob sua direção, e os mencheviques (minoria), que seguiram Plekhanov.
       Por ocasião da revolução de 1905, retornou à Rússia (novembro) e apoiou a greve geral de Moscou.
       Forçado a deixar a Rússia (dezembro de 1907), residiu a maior parte do tempo em Genebra ou em Paris.
       Fundou o jornal Pravda (A verdade). Contra o revisionismo dos sociais-democratas alemães, redigiu sua obra Materializm iempiriokritcism (Materialismo e empírio-criticismo) (1909).
       Encarou a primeira guerra mundial como uma luta entre os imperialistas rivais pela partilha do mundo (Imperializm kak noveichikh etap kapitalizma [O imperialismo, etapa superior do capitalismo], 1917) e desejou fazer da guerra entre nações uma guerra entre classes.
       Após a queda do czarismo, voltou à Rússia através da alemanha (3 de abril de 1917).
       Publicou no Pravda as "teses de abril": paz imediata, o poder para os sovietes, as fábricas para os operários e as terras para os camponeses (com o famoso slogan Paz, Pão e Terra! e Todo Poder aos Soviets).
       A repressão das sublevações bolcheviques pelo governo provisório obrigou Lenin a fugir para a Finlândia, onde escreveu Gossudarstve i revolutsia ( O Estado e a revolução [ agosto e setembro de 1917] ), em que prediz o desaparecimento do Estado depois da vitória da ditadura do proletariado.
       Em face do agravamento da situação política na Rússia, assumiu a direção da insurreição bolchevique (7 de novembro ou 25 de outubro pelo antigo calendário russo).
       Nomeado presidente do conselho dos comissários do povo, nacionalizou as grandes propriedades rurais e as indústrias, estabeleceu a ditadura do proletariado e assinou a paz em separado de Brest-Litovsk (3 de março de 1918).
       Transferiu a capital para Moscou (12 de março de 1918) e inaugurou a política dita "comunismo de guerra"; depois, em julho de 1918, fez aprovar pelo V Congresso dos Sovietes a primeira constituição da república federativa dos sovietes da Rússia.
       Enfrentou a contra-revolução, que recebeu apoio do exterior (1918-1921). Tornou-se o chefe do movimento revolucionário mundial e constituiu a 1ª Internacional (março de 1919).
       As dificuldades internas obrigaram-no a aplicar, a partir de 1921, a mova política econômica (a N.E.P.* [Novaia Ekonomitcheskaia Politikaj), que permitia sob controle algumas formas de atividade capitalista.
       Em 1922, transformou o antigo império russo em União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (U.R.S.S.).
       Morreu em 1923, conseqüência dos efeitos de um atentado que sofrera em 1922.


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