Além de tradição religiosa, o confucionismo é considerado uma filosofia, ética social, ideologia política, tradição literária e um modo de vida. Confúcio, forma latina de Kung Fu Tsé, filósofo chinês do século VI a.C, compila e organiza antigas tradições da sabedoria chinesa e elabora uma doutrina assumida como oficial na China por mais de 25 séculos. Combatido como reacionário durante a Revolução Cultural chinesa (1966-1976), o confucionismo toma novo impulso após as recentes mudanças políticas no país. Atualmente, 25% da população chinesa declaram-se adeptos do confucionismo.
      Doutrina confucionista – Aprender a viver em harmonia com a natureza e com o Céu é o objetivo do confucionismo. A doutrina está baseada na crença da transformação criativa da condição humana como ato comunitário e como resposta ao cosmo. Resulta da integração das quatro dimensões que compõem o ser humano: o eu, a comunidade, a natureza e o céu, fonte da auto-realização definitiva. Cinco clássicos do confucionismo.
       Confúcio compila a sabedoria chinesa em cinco obras principais: Shu Ching (Livro dos documentos), sobre a organização política; I Ching (Livro das mutações), a metafísica; Li Ching (Livro dos ritos), a visão social; Shih Ching (Livro dos versos) que traduz a visão poética, e Chun-chiu (Anais das primaveras e outonos), sobre a história.



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