EXAME BACTERIOSC�PICO

 
A presen�a de bact�rias no s�men � um achado comum no exame e, assim como a leucocitospermia, � indicativa de infec��o genital, embora esta n�o seja totalmente caracterizada na maioria dos exames. Em meu exame este procedimento � efetuado de rotina, atrav�s de um simples pesquisa  bacteriosc�pico, em esfrega�o seminal corado pelo Gram, que detecta as seguintes estruturas bacterianas: 

Cocos gram positivos - S�o indicativos de bact�rias aer�bicas (estafilococos, estreptococos) e anaer�bica (Peptococcus sp e Peptostreptococcus sp).

Bacilos gram positivos - geralmente s�o bact�rias anaer�bicas ou aer�bicas facultativas, por exemplo, Lactobacillus sp, Corynebacterium sp, Bifidobacterium sp, Eubacterium sp, Clostridium sp, Propionibacterium sp.

Bacilos gram negativos - s�o bact�rias aer�bicas (enterobacteri�ceas) e anaer�bicas ( Bacteroides sp + Fusobacterium sp)

Cocos gram negativos - indicativos de Veillonella sp .

Bacilo gram negativos pleom�rficos - caracter�sticos de Gardnerella vaginalis. Tamb�m s�o detectados aderidos �s c�lulas do epit�lio uretral.

Bacilos curvos gram negativos - s�o rar�ssimos e indicativos de Mobiluncus sp.

Diplococos gram negativos - s�o indicativos de Neisseria sp..

Formas de leveduras - S�o tamb�m encontradas com certa freq��ncia no exame na forma de hifas e mic�lios e sugerem Candida sp (Candida albicans, Candida tropicalis e Torulopsis glabrata). Algumas vezes tamb�m s�o vistos con�dios sugestivos de Rhodotorula sp.

Inclus�es t�picas de Chlamydia trachomatis - Em alguns exames podem ser visualizadas, principalmente, em semens com leucocitospermia.

Trichomonas sp - Esporadicamente s�o encontradas na rotina do exame.

A freq��ncia destas bact�rias no s�men � muito vari�vel. De um modo geral, na maioria das amostras s�o encontrados alguns cocos gram positivos. Outras estruturas morfol�gicas aparecem �s vezes em maior ou menor intensidade. Em algumas amostras a freq��ncia bacteriana � grande e v�rios tipos morfol�gicos s�o detectados, nas mais variadas estruturas morfol�gicas, como citado acima.. Quando indicativos de infec��o, altera��es podem ser encontradas em alguns marcadores funcionais, caracterizando seus efeitos nocivos na fisiologia seminal. Entretanto, a presen�a de infec��o assintom�tica, com altera��es seminais bem caracter�sticas, mas com reduzida flora bacteriana tamb�m � comum. Portanto, a caracteriza��o destes processos infecciosos usando a bacteriospermia como referencia � relativa e bastante limitada. Muitas vezes detecta-se uma bacteriospermia acentuada sem uma resposta inflamat�ria. Em termos de diagn�stico � muito importante a associa��o de todos os fatores envolvidos (leucocitospermia, altera��es em marcadores funcionais, bacteriospermia, altera��es em caracter�sticas esperm�ticas, etc.), para se chegar a uma conclus�
o.
Hosted by www.Geocities.ws

1