Eu cresci ouvindo meu pai falar, tocar e ouvir Beatles, entre outros artistas que hoje eu adoro. Lembro-me de que eu sempre tentava falar o nome de um artista que meu pai adorava, o “Paul Macarne”. Nunca soube muito bem de onde vinham as músicas que meu pai tocava no violão para mim, só sabia que gostava. E muitas delas eram dos Beatles e/ou do Paul, como Let it Be, Another Day…
Quando eu estava na Sexta
série, na metade do ano passado, aprendi a tocar uma música
chamada Hey Jude na aula de música, na flauta doce. Gostei tanto
daquela música que fui mostrar para o meu pai.
--Conhece? – perguntei.
--Claro. Hey Jude, dos Beatles.
– disse ele, fazendo uma cara feia enquanto eu tocava. Realmente, hoje
quando toco vejo que fica muito diferente da música.
Depois desse dia eu estava
sempre procurando essa música. Mas meu pai não tinha em CD!
Como ele pode ter todos os CDs dos Beatles e não ter Hey Jude? –
perguntava indignada.
Meu pai viu que eu podia
começar a gostar, já que me interessava por algumas músicas
dos anos 60 e 50. ( Já tinha roubado uma coletânea dos Hits
do Pop dos anos 60 dele). Então começou a me emprestar alguns
CDs, a tocar outras músicas para mim. Foi quando descobri que Twist
and Shout, que eu tanto amava, estava no Please Please Me, dos tais Beatles.
Isso, se não me engano, foi em dezembro de 2000.
Daí, não parei: fui de CD em CD, me interessando, conhecendo. Ouvia primeiro os que mais me chamava a atenção. O primeiro foi o A Hard Day’s Night. Fui também ver o filme com meus pais quando relançou nos cinemas. Já estava sendo contagiada pelo beatle-vírus.
Enchi o saco dos meus pais e eles compraram o “1” pra mim. A primeira música que eu fui ouvir foi Hey Jude, claro! Depois escutei o CD de cabe a rabo e de traz pra frente. Já não tinha mais volta, os Beatles já tinham pego um lugarzinho no meu coração. Comecei a pesquisar sobre eles na internet, queria saber mais sobre o “Paul is Dead”.
O último CD que peguei para conhecer foi o Sgt. Pepper’s, que até hoje não tenho muita paciência para escutá-lo inteiro. Muitos dizem que é o melhor CD, mas eu não concordo. É muito doido. Meus favoritos são Rubber Soul, Revolver e Abbey Road. As músicas? São muitas… Hey Jude é a minha queridinha até hoje e vai ser para sempre. Mas têm muitas outras maravilhosas: For No One; Here, There and Everywhere; I Will; Free as a Bird, I’ve Just Seen a Face; Real Love…
Em 2001 já podia ser considerada uma beatlemaníaca de carteirinha. Já sabia mais sobre os Fabs e sua carreira do que meu pai! Gravava tudo que passava na televisão sobre eles, guardava recortes de revista, pedia filmes e documentários emprestado para um dos meus raros amigos beatlemaníacos para copiar, pendurava pôsteres no meu quarto… Comecei também a ganhar presentes de um amigo da minha mãe que também é beatlemaníaco. Ele me deu uma fita e um CD do Paul ao vivo, na Get Back Tour, onde ele passou pelo Brasil. ( Não pude ir pois era muito pequena. ) Recentemente, ganhei dele um DVD do Paul – Live at The Cavern Club e uns vinis de aniversário.
Mas eu me sentia muito sozinha. Nenhuma amiga minha gostava de Beatles e me achavam uma anormal, problemática. Foi quando descobri o Beatles Brasil. No começo, só visitava o site, todos os dias. Até que descobri as maravilhosas colunas da Audrey e entrei para a Lista Beatles para poder conversar com ela. Mas não sabia que ia encontrar tantas pessoas legais que gostassem de Beatles em um só lugar! Desde esse dia nunca mais quis sair da Lista. Não me lembro direito, mas devo ter entrado faz uns seis meses…
Depois de conhecer alguns
Cds do Paul solo, comecei a gostar de Wings e da carreira solo do John.
Então, além de roubar os Cds dos Fabs do meu pai, roubei
logo os solos também! Do John ele só tinha o Shaved Fish.
Do Paul ele tinha o Off The Ground ( que nunca ouço, hehe), o Flowers
in The Dirt ( muito bom) e o Unplugged ( maravilhoso). Só as músicas
do Wings que não tinha como escutar. Ou pegava na internet ou pedia
para meu pai tocar pra mim as músicas.
No meu aniversário
ganhei, depois de muito pedir, o Wingspan e o Double Fantasy. Simplesmente
amei! Do amigo da minha mãe, ganhei uns vinis e o DVD do Paul ao
vivo no Cavern Club. De Natal, pedi o Driving Rain e o Anthology ( uma
boa beatlemaníaca não pode deixar de ter o livro, né?).
No final desse ano vou para a Inglaterra comemorar meus 15 anos. Já não posso esperar, pois além de conhecer a terrinha dos meus amados Beatles, vou conhecer ao lado de três amigas da Lista, a Audrey, a Bea e a Sarinha! Vai ser 10!
Nossa! Como eu escrevi! Realmente,
os Beatles mudaram a minha vida. Eu não consigo mais viver sem um
CD deles do meu lado! E não ligo mais para quem não gosta
e me chama de chata. Sobra mais para mim e para os outros fãs!