| Parasitologia | ||||||||||||||||
| Explica��es relevantes para o bom entendimento do material bibliogr�fico. Obs: Antes de come�ar a ler sobre os parasitas, procure entender primeiro as esplana��es iniciais. |
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| Defini��o de Parasitas: Seres que estabelecem rela��o de benef�cio unilateral com organismos de diferentes esp�cies (apenas um tem vantagem com a rela��o). | ||||||||||||||||
| Tipos de parasitas: 1- Quanto a localiza��o: * Endoparasitas: Vivem dentro do corpo do hospedeiro * Ectoparasitas: Vivem fora do corpo do hospedeiro 2- Quanto a necessidade de c�lulas hospedeiras: * Intracelulares: Vivem dentro das c�lulas * Extracelulares: Vivem fora das c�lulas 3- Quanto � sobrevida fora de c�lulas hospedeiras: * Obrigat�rios: Sempre est�o no hospedeiro * Tempor�rios: Intervalos de tempo regulares * Facultativos: Parasita ao acaso 4- Quanto ao n�mero de esp�cies hospedeiras: * Monoxenos: Uma esp�cie hospedeira para completar seu ciclo biol�gico * Heteroxenos: Duas ou mais esp�cies hospedeiras para completar seu ciclo biol�gico 5- Quanto a especificidade de hospedeiros: * Estenoxenos: Infectam apenas uma esp�cie de hospedeiro * Eurixenos: Capazes de infectar v�rias esp�cies de hospedeiros |
Para que ocorra transmiss�o de uma doen�a parasit�ria, existe a necessidade da presen�a simult�nea de hospedeiros suscet�veis (corpo para o parasita habitar), agentes causadores (o parasita) e eventualmente agentes transmissores (vetores). Tamb�m existe a necessidade da jun��o geogr�fica (mesmo lugar) e temporal (ao mesmo tempo) dos tr�s listados acima. Esp�cies simp�tricas s�o aquelas que compartilham ao menos parcialmente uma regi�o geogr�fica (habitam em um lugar em comum). Infec��o: Processo patol�gico causado por organismos capazes de se multiplicar. Fase aguda: Resposta imunol�gica baixa e multiplica��o parasit�ria alta. Geralmente sintom�tica (apresenta sintomas). Fase cr�nica: Resposta imunol�gica alta e multiplica��o parasit�ria baixa. Geralmente assintom�tica (n�o apresenta sintomas). Recrudescimento: Retorno da fase cr�nica a fase aguda. Cura cl�nica: Sumi�o dos sintomas. Cura microbiol�gica: Sumi�o do agente causador. Patog�nico: Capaz de causar doen�as. Apatog�nico: Incapaz de causar doen�as. |
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| Regras da nomenclatura cient�fica: 1- O nome das esp�cies � escrito em latim. 2- O nome das esp�cies � um termo binominal, onde o primeiro termo refere-se ao g�nero e o segundo termo refere-se a esp�cie. 3- A nomenclatura cient�fica deve ser destacada do restante do texto. 4- sp: refere-se a todas as esp�cies |
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| AMEBA Protozo�rio assexuado (n�o h� troca de material gen�tico para a reprodu��o). Classificado em 3 grandes g�neros: 1- G�nero Acantamoeba: Apatog�nicos. 2- G�nero Endolimax: Apatog�nicos. 3- G�nero Entamoeba: Sub-divis�o em 4 esp�cies. G�nero Entamoeba: 4 tipos. Entamoeba gengivalis: Apatog�nica, habita a mucosa oral (pele que reveste a boca). Entamoeba coli: Apatog�nica, mucosa intestinal. Entamoeba hartmanni: Apatog�nica, mucosa intestinal. Entamoeba histolytica: Patog�nica, mucosa intestinal. |
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| Classifica��o: Endoparasita, Extracelular, Tempor�rios (existem facultativos), Monoxeno, Estenoxeno. Formas biol�gicas: Cistos: O parasita apresenta baixo metabolismo (quase n�o gasta energia) e um revestimento externo bastante espesso (semelhante a uma capa de prote��o. Trofozo�tas: Apresenta alto metabolismo e se multiplica intensamente. A Ameba � transmitida por via feco-oral. O parasita � eliminado pelas fezes, fora do corpo humano a forma trofozo�ta se diferencia em cistos (a forma trofozo�ta n�o infecta) e ent�o retorna ao trato gastrointestinal atrav�s de �gua e alimentos contaminados pelos cistos. Quando chegam ao est�mago, os �cidos g�stricos degradam o revestimento externo e liberam a forma trofozo�ta, ent�o o parasita se instala no Duodeno (primeira parte do intestino delgado). A Entamoeba histolytica, � capaz de produzir proteazes (enzimas proteol�ticas, isto �, quebram as prote�nas) que degradam a mucosa intestinal. No imunodeficente (pessoa com baixa resist�ncia a doen�as), esse parasita pode ir para o ba�o, rins, ap�ndice vermiforme e sist�ma nervoso central. A principal complica��o da ameb�ase (doen�a causada pela ameba) n�o tratada, � a forma��o de absse�os hep�ticos (feridas no f�gado). As outras esp�cies de entamoeba s� trazem complica��es ao imunodeficiente. |
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