História de algumas Cidades

 

 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Cidade de Russas – Ceará – Brasil

 

História: Suas origens remontam ao terceiro quartel da segunda metade do Século XVII, havendo como referência a chamada Guerra dos Bárbaros. Nesse turbulento final de século, em que a Capitania do Ceará achava-se ameaçada pelas hordas nativas, instalou-se no reduto uma sede de guarnição, tendo como dispositivo de segurança a paliçada a que se denominou de Forte do Jaguaribe (1701).


Em termos de colonização, tem-se como precedente gregário o assentamento de fazendas das quais constam como proprietários o médico pernambucano Luciano Cardoso da Veiga e os portugueses Francisco Ribeiro e Gaspar Rebouças de Malheiros, além de outros (1690). A partir de 1707, ano em que o Desembargador e Corregedor da Paraíba Cristóvão Soares Reimão (Tubarão) iniciou a demarcação de terras jurisdicionais da Capitania, o reduto começou a tomar feição comunitária, surgindo as primeiras casas residenciais. Nessa oportunidade, multiplicaram-se as doações de Sesmarias e vários investidores foram atraídos, dentre estes, Gregório Gracisman de Abreu, destacando-se pelo trabalho realizado em favor do povoamento do reduto.Evolução Política: A elevação do Arraial à categoria de Vila provêm de Ordem Régia de 15 de junho de 1801, com a denominação São Bernardo do Governador, tendo sido instalada a 6 de agosto do mesmo ano. Nessa relação toponímica, em que Bernardo Manuel de Vasconcelos era o Governador, existe qualquer coisa de pessoal, faltando apenas o Manuel e o Vasconcelos. Ainda a manter resíduos de individualidade, elevou-se a Vila à Categoria de Município com o nome de São Bernardo de Russas.

 

 

 

Cidade de Ribeirão Pires – São Paulo – Brasil

 

Ribeirão Pires, devido a sua posição geográfica, foi usada como passagem obrigatória àqueles que pretendiam chegar aos campos de Piratininga (em tupi, peixe seco), que vinham da região portuária de Santos. A partir de 1558, o território do atual município de Ribeirão Pires foi incorporado a São Paulo do Piratininga, formando uma vasta área territorial.


    Nos limites da Vila de Moji, em 1663, havia uma estrada chamada estrada de Guaió, que era passagem daqueles que pretendiam sair de São Paulo rumo a Mogi das Cruzes ou vice-versa, bem como daqueles que se dirigiam a Santos. Com a invasão de terras na Aldeia do Ururai - depois São Miguel - muitas pessoas se espalharam por este território alcançando a região de Ribeirão Pires nos fins do século XV Ribeirão Pires, que se chamava Caaguaçú (Mata Grande ou Mata Virgem), mantinha uma integração com os moradores de São Miguel.
    No decorrer dos anos, os caminhos foram aperfeiçoados por bandeirantes, garimpeiros, milícias, todos com o objetivo de estarem chegando ao seu destino mais rapidamente.

 

No século XVII, as terras nas proximidades da Serra do Mourão, passaram a ser cobiçadas, passando a existir um novo processo de povoamento, com o principal objetivo de explorar as minas de ouro. Caaguaçú passou a ser conhecida, pois até então era quase inexplorada.
    Houve a formação de um núcleo de povoamento na região decorrente da exploração do ouro, mas que não durou muito tempo.
    No dia 25 de março de 1714, Ribeirão Pires começou seu povoamento, atraindo muitas famílias, que se fixaram ao redor da Igreja Nossa Senhora do Pilar, construindo casas, igrejas, comércio. A área era tida como passagem entre São Bernardo e Moji das Cruzes.
    Durante o século XIX, a produção cafeeira expandia-se pelo Estado, exigindo a implantação de uma ferrovia, que ligasse as áreas produtoras ao porto de Santos. Em 1885, a estação de Ribeirão Pires é inaugurada. As margens da ferrovia cresciam núcleos de povoamento e comércio, desenvolvendo a região.
    A presença da cultura italiana na região também foi marcante. A criação da colônia italiana em 1 887, superou a ocupação em torno da Igreja do Pilar. A demarcação da área central ocorreu em 1 893, contando com 149 famílias, a maior parte em lotes urbanos. Na parte alta da cidade, onde se localiza a Igreja de São José (1895), foi traçada a sede do núcleo. Nas áreas próximas à ferrovia também foram implantados lotes.

   Já na segunda metade do século XIX, a São Paulo Railway & Co, impulsionou o crescimento e desenvolvimento da extração de madeiras destinadas à produção de dormentes e à fornalha, além da produção de tijolos e telhas em olarias, produto cuja matéria-prima é farta na região, devido à presença de solo argiloso.
   Na década de 40, ocorre uma nova fase de expansão, com a implantação de chácaras de veraneio, para moradores provenientes da baixada Santista, em busca de áreas de lazer.
    Em 1953, Ribeirão Pires possuindo cerca de 15.000 habitantes é emancipada de Santo André, o que provoca uma onda especulativa que resulta em rápida expansão da mancha urbana.

 

 

 

 

Vila de Paranapiacaba

Santo André - São Paulo – Brasil

No século XIX, a economia brasileira baseava-se quase que exclusivamente em um único produto de exportação: o café. Este, gradativamente, ganhou espaço como um bem de grande valor comercial e possibilitou o surgimento, aqui, da "single enterprise" ferroviária. Assim, em 1854, por iniciativa do Barão de Mauá, a concessão da ferrovia a ser construída foi cedida a São Paulo Railway Company pelo prazo de 90 anos. A ferrovia trouxe da Europa toda uma tecnologia inaugurada a partir da invenção do vapor, mas, aqui em São Paulo, enfrentou o desafio de vencer o grande desnível que separava o planalto paulistano da Baixada Santista, ou seja, a ligação das principais regiões produtoras de café ao seu terminal exportador, o porto de Santos. A solução desse problema exigiu muito tempo e demandou grandes capitais bancados pela Inglaterra.

A 15 de maio de 1860, as obras foram iniciadas. Durante os trabalhos de preparação do leito e instalação da linha com 139 km foi necessário que se constituísse um acampamento no alto da serra do Mar a 796 m de altitude. O local escolhido para o acampamento principal ficava no topo da serra e era próximo das obras. Esse local - que era um vale circundado por morros onde a Companhia, circunstancialmente, instalou o pessoal operacional, técnico e administrativo do sistema ferroviário - denominou-se Alto da Serra.

Não se pode afirmar com precisão quando se formou a Parte Alta, mas sabe-se, com certeza, que ela nasceu através da implantação da ferrovia e, quando esta foi inaugurada em 1867, uma pequena aglomeração já existia na Parte Alta. Era um pequeno povoado de casas de pau-a-pique e palha, quando Bento José Rodrigues da Silva, saindo de Mogi das Cruzes, construiu uma picada que finalizava no Alto da Serra. No local de chegada, em 1889, foi erigida a igreja matriz.

"Nesta fase inicial da construção, houve a ocupação dos locais hoje correspondentes à Vila Velha a partir da Parte Alta, por um acampamento de operários. (…) Foi determinado um eixo principal - Rua Direita que dava acesso aos depósitos e oficinas, distribuindo-se desordenadamente em torno desta rua as construções dos operários: ainda os mesmos casebres de pau-a-pique ou pau roliço amarrado, cobertos de sapé. A Companhia tinha suas construções (…) cobertas com folhas de ferro galvanizado ondulado."

No período que vai de 1860 ao final de 1899, Alto da Serra, na Parte Baixa, manteve, basicamente, as características e a feição de acampamento que serviu de alojamento à construção da ferrovia.

Prof. Issao Minami
Departamento de Projeto FAUUSP

 

 

Santa Anna Pélago – Modena – Itália

 

Nosso ancestral da família Nannini era Domenico Nannini. Em seu passaporte, emitido em 1894 encontra-se a informação de que ele veio de S. Anna Pélago, Modena, Itália. Ele casou em São Paulo com uma Italiana (veja certidão de casamento).

 

Até o ano passado eu não tinha muitas informações, porém, em função desta página na Internet, recebi a carta abaixo da Senhora Caterina Nanini Pighetti. Ela conta um pouco da história de S Anna Pelago, da família Nannini e também enviou as fotografias ao lado.

 

O Texto abaixo está em Italiano.

 

Primeiro e-mail:

De: silvia nardini [mailto:[email protected]]
Enviada em: Segunda-feira, 29 de Julho de 2002 10:33
Para: [email protected]
Assunto: S'ANNAPELAGO

Carissimi Alessandro e Cintia io mi chiamo silvia e mia nonna di s'annapelago  (Caterina Nannini) era cugina o parente con Domenico Nannini..... volevo sapere se in brasile ci sono altri Nannini e altri cugini che in quegl'anni vennerò li che fu del loro destino. Spero che riusciate a capire l'italiano e di aver presto una vostra risposta baci Silvia

 

Segundo e-mail:

----- Original Message -----

From: Nadia Pighetti

Sent: Monday, November 25, 2002 5:38 PM

Subject: I: Famiglia Nanini...

From: Alessia Pighetti

To: Silvia Nardini

Sent: Monday, November 25, 2002 3:58 PM

 

S.Annapelago il 26 dicembre 1896 fu distrutta da una frana e dopo quel disastro il paese fu sia dagli abitanti rimasti sia dagli emigranti d'America e Brasile che mandarono offerte in denaro.

Tuttora nel campanile di S'Anna c'è una grossa campana di bronzo offerta da uno zio di mio padre che si chiamava Battista Nanini residente nei dintorni di San Paolo del Brasile.

Nel 1946 tramite una signora di S'Anna che si trasferì in Brasile, mio padre venne a sapere che in Brasile vivevano tanti suoi cugini, ed essendo ancora viva una mia zia di nome Caterina Nanini lei si mise in contatto con questi nipoti.

Da questa corrispondenza mandarono una foto e uno di loro si chiamava Giacomo Nanini e aveva 2 figli maschi e 2 femmine di cui una si chiamava Marta, probabilmente il nome della nonna paterna dato che la moglie di Battista Nanini si chiamava Marta e se ben ricordo era di Genova.

Qui a S'Anna rimase solo il mio nonno Ferdinando e tre sorelle Lucia, Annunziata e Caterina.

Mio padre Giuseppe (detto in familia Iuffa) era figlio di Ferdinando e l'unico maschio con 4 sorelle e ora di questo ramo dei Nanini sono rimasta solo io e una mia sorella e non avendo figli maschi la nostra dinastia continua in Brasile.

Mi farebbe molto piacere ricevere le foto dei Nanini residenti in Brasile.

Io mando le foto di me e la mia famiglia. Lo sposo di questa foto è pure lui pronipote di una Nanini residente negli USA e questa estate si è venuto a sposare nella chiesa di S'Anna.

Tanti saluti a tutti i Nanini

Caterina Nanini Pighetti

 

 

 

 

 

 

 

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