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A história do lenço do gaúcho é contada no Acampamento Farroupilha
O lenço é parte essencial da indumentária do gaúcho. Inicialmente, era utilizado na cabeça, mas a partir de revoluções políticas no Rio Grande do Sul passou para o pescoço com uma conotação mais representativa. O projeto cultural do Piquete Parceria Gaudéria remonta a história deste adereço, que começa a partir da Revolução Federalista. Os gaúchos utilizavam o lenço como forma de distinção partidária. Ainda hoje as cores mais usadas são branco e vermelho, mas sem conotação política.
Segundo Carlos Alfredo Santos da Silva, mais conhecido como patrão Machado, o lenço representa uma parcela importante na história dos usos e costumes do gaúcho. Ele ensina que existem distinções de cores e nós. O lenço vermelho era identificado com os revolucionários farroupilhas (maragatos) e posteriormente com o Partido Federalista (1893). A cor verde era dos partidários do Império (pica-paus), mais tarde o general Flores da Cunha, ao fundar o Partido Republicano Liberal, adotou o lenço branco (chimango). O preto representa o luto. Todos os lenços devem ser lisos, com exceção do carijó (xadrez miúdo).
São muitas as formas de atar o lenço. O nó quadrado é o mais comum, e foi consagrado com o presidente Getúlio Vargas, por isso recebe também o nome de nó getulista. Alguns sugerem sentidos maiores, como o nó do namoro, que, quando separado, indica que o peão está solteiro. O nó cruz utiliza-se em cerimônias religiosas. Além destes, muitos foram sendo criados ao longo do tempo, mas muitos são apenas variações.
Como o tema do Projeto Cultural do Piquete é Usos e Costumes do Gaúcho, o galpão mostra mais do que os tipos de lenços. Nas paredes do galpão encontram-se quadros que ilustram a evolução da indumentária do gaúcho desde do início do século 19 até os dias de hoje. Além disso, o piquete conta com tertúlias musicais à noite.