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português padrão
normativa da AGAL

cortesia de Gz-Editora

FÓRUM DA LÍNGUA
"o mínimo comum múltiplo"


novas estratégias para um
novo reintegracionismo


Um espaço para o debate sobre a situação
actual e as estratégias de futuro
do reintegracionismo



Na revisão, correcção e posta em comum das ideias apontadas no Fórum da Língua participaram:

Sílvia Capom
Teresa Carro
Antia Cortiças
Carlos Figueiras
Luís Fontenla
David González
Germám Hermida
Vítor Meirinho
José Ramom Pichel
Bruno Ruival

Agradecimentos:
A todas as pessoas pelo seu trabalho ao longo de todos estes anos e a todas as pessoas que continuam a trabalhar hoje na defesa da língua própria da Galiza. A todas por fazerem possível a celebração deste Fórum da Língua.

FÓRUM DA LÍNGUA: "o mínimo comum múltiplo"
Um espaço para o debate sobre a situação actual e as estratégias de futuro do reintegracionismo.

Compostela, 28 de Fevereiro, Faculdade de Filologia da USC
Sob o slogan o mínimo comum múltiplo celebrou-se hoje em Compostela o Fórum da Língua, um espaço para o debate sobre a situação actual do movimento luso-reintegracionista e as suas estratégias para o futuro. A organização correu da conta do Movimento Defesa da Língua (MDL).
Mais de cento e cinquenta pessoas participaram neste fórum para debater, apresentar as suas linhas de trabalho e procurar novas ideias para melhor defender a língua e cultura galega da óptica daqueles colectivos que apostam pela reintegração da língua da Galiza no espaço linguístico da Lusofonia (Portugal, Brasil, PALOP, Timor, etc.).
O Fórum iniciou o seu andamento com a apresentação de mais de 20 colectivos participantes no bloco das experiências, do mundo da cultura, da universidade, da política e estudantis. A seguir, celebrou-se uma palestra onde participaram o professor da Faculdade de Filologia da USC, Elias Torres; a escritora e professora de ensino secundário, Raquel Miragaia; o livreiro e editor Xavier Paz, e o empresário Jesus Sanches.
Elias Torres destacou a necessidade de o movimento reintegracionista abandonar definitivamente o que definiu como «tom apriorístico, messiânico e essencialista» para caminhar para a «adesão de toda a sociedade galega, até de espaços ideológicos não afins». O académico da USC defendeu a vigência do reintegracionismo como uma proposta global de normalização da cultura galega, com a reintegração no âmbito linguístico ao que pertence: a Lusofonia.
Por outro lado, Raquel Miragaia, referiu-se à necessidade de o reintegracionismo desvincular-se dos preconceitos com os que se costuma associar: como um discurso intelectual e ligado a partidos políticos à margem do sistema.
Nesse sentido, Miragaia falou de levar o reintegracionismo «a todos os âmbitos populares», reivindicando como principal argumento as possibilidades comunicacionais para as e os galego-falantes. «O reintegracionismo vai muito além de uma norma ortográfica: é dispor de uma enorme quantidade de recursos de uma cultura tão de actualidade como a luso-brasileira, sem ter de passar-nos ao castelhano», assegurou.


«Criar espaços»
Na mesma linha, Xavier Paz, editor e proprietário da livraria Torga, em Ourense, levantou na sua exposição a necessidade de «abrir novos espaços de imersão linguística» com especial atenção ao colectivo da infância e por estender o diálogo a todas as pessoas e colectivos comprometidos com a língua, «fugindo do protagonismo de políticos e intelectuais e com uma cara amável e aberta ao diálogo».
Por último, Jesus Sanches, proprietário da empresa Bacalhau da Loira, negou qualquer limitação comercial para uma empresa pelo feito de empregar qualquer norma reintegrada, e insistiu em que «somos donos das nossas empresas, não necessitamos a permissão de ninguém».


Um jornal na nossa língua
Já de tarde, celebraram-se quatro mesas sectoriais em que se analisou a situação da língua, de uma perspectiva reintegrada, nos âmbitos do ensino, os locais sociais, as novas tecnologias e os mass-média.
Na mesa dos mass-média, evidenciou-se o mínimo intercâmbio de informação nos meios de comunicação entre a Galiza e Portugal, através de um estudo realizado pela Faculdade de Ciências da Comunicação da USC, em que se reflecte que apenas 0,7% das notícias que aparecem em jornais portugueses fazem referência à Galiza, uma percentagem que nos meios do nosso país incrementa até 1%. Além disso, as e os convidados da mesa coincidiram na necessidade de criar um jornal na nossa língua.
Na mesa de novas tecnologias, fez-se menção das enormes possibilidades que se abrem para a língua se houver uma aproximação à Lusofonia, quer no software chamado livre (Linux), quer no proprietário (Microsoft).
«O Brasil é uma enorme potência em software livre, algo que na Galiza se ignora e que nos permitiria preencher o espaço das novas tecnologias que actualmente ocupa o castelhano, através do galego reintegrado, quer dizer, o português do Brasil», afirmou José Ramom Pichel, fundador de Imaxin|Software.
Ramom Flores, professor de Informática da USC, incidiu, pela sua parte, nas possibilidades que existem na televisão digital para receber na Galiza as TVs lusófonas, nomeadamente as portuguesas. Neste sentido, destacou que os únicos impedimentos que existem «são de falta de vontade política das autoridades autonómicas, não de carácter técnico ou económico», uns obstáculos que se podem superar através da televisão via Internet.


Ensino
No que diz respeito ao ensino, os e as convidadas coincidiram no incumprimento generalizado da legislação sobre o uso da nossa língua nas aulas, «um incumprimento que mesmo é visto com bons olhos pela maior parte das e dos docentes e algumas mães e pais»; no caso de uma escrita reintegrada «deve enfrentar-se com fortes preconceitos sociais, não exactamente por parte do alunado».
Neste sentido, as e os participantes defenderam quebrar as fronteiras mentais que existem com respeito à língua «já que é um instrumento de comunicação que permite fazer do galego uma língua extensa e útil, ao comunicarmo-nos com mais de 200 milhões de pessoas e aceder a uns ingentes recursos científicos e culturais».
Por último, a mesa de locais sociais, ressaltou a excelente função que cumprem estes centros como elementos de imersão linguística para jovens não galego-falantes, através da realização de actividades culturais e desportivas. Também se fez menção à necessidade de tentar conseguir uma unidade ampla entre todas aquelas pessoas que defendemos a língua da Galiza deixando de lado dogmatismos e ideias preconcebidas, tentando aproveitar o contributo que todas e todos podemos fazer para poder trabalhar na sua defesa.
O Fórum da Língua finalizou com a intenção de começar um novo movimento reintegracionista mais unido e forte para conseguir o objectivo comum de fazer da língua da Galiza o referente de cultura, além de conseguir uma plena introdução cultural na Lusofonia, no caminho do monolinguismo social e a reintegração linguística.


CONCLUSÕES DA PALESTRA


CONVIDADAS(OS):

· Raquel Miragaia, professora de ESO e escritora.
· Xavier Paz,
livreiro e editor.
· Jesus Sanches,
empresário.
· Elias Torres,
professor da Universidade de Santiago de Compostela.

Moderador: Carlos Figueiras, estudante de Filologia.

PROPOSTAS DE ACTUAÇÃO:

Os participantes na palestra do Fórum concordaram em que o reintegracionismo deve ser um movimento social aberto e atraente para o comum da população. Foi assinalado que para isso, deve tratar de conseguir a sua renovação em seis aspectos fundamentais:
1. A sua imagem e os projectos que oferece socialmente.
2. A delimitação e análise do tipo de público que pretender atingir.
3. A formação qualitativa das e dos participantes no movimento reintegracionista.
4. A ponderação da eficiência económica das suas actividades.
5. A abertura ao debate e diálogo públicos com os vários sectores sociais.
6. A construção de espaços comunicativos próprios.

1. Relativamente ao primeiro destes aspectos, consideraram que o reintegracionismo necessita uma imagem pública mais moderna e dinâmica, para o qual é preciso superar o excesso de politicismo e de filologismo no seu interior, oferecendo à população uma visão utilitária da nossa língua, que não fique exclusivamente ligada a referentes do imaginário nacional galego nem ao âmbito académico. O movimento reintegracionista deve ter vontade de hegemonia social, e alargar a sua visão linguística a toda a Galiza, à Lusofonia, à Espanha, e se for possível ao mundo. Destarte, precisa abandonar qualquer estética e imaginário periféricos.

2. Em relação a isso, o reintegracionismo deve saber analisar consequentemente a sociedade em que vive, e não ser uma colectividade para o consumo próprio, mas procurar a intervenção dinamizadora nessa sociedade. A utilidade do reintegracionismo será testada pelo facto de que a extensão social das suas propostas signifiquem uma melhora na qualidade de vida humana.

3. Sobre a necessidade da formação qualitativa das pessoas reintegracionistas, foi destacada a importância de que os diversos trabalhos que cada colectivo ou pessoa produz sejam recebidos pelo resto num clima de respeito e valorização animadora no possível.

4. A profissionalização ou semi-profissionalização do pessoal qualificado é fundamental para o reintegracionismo atingir objectivos de peso, e proporcionará uma dinâmica de trabalho que será impossível de conseguir enquanto se confiar apenas no voluntarismo individual. Daí que seja imprescindível a formação de recursos humanos e o investimento em projectos a longo prazo e economicamente rendíveis. Uma das actividades importantes será oferecer suportes técnicos e apoio ao uso das normas reintegradas na Galiza.

Foram considerados no Fórum os dois planos económicos a ter em conta para a exigência de eficiência: o interno e o externo. No plano interno indicaram que o reintegracionismo não pode continuar com recursos mínimos gerados apenas pelo investimento individual e desinteressado. É necessário investir dinheiro que, mediante uma gestão adequada, gere mais recursos. No plano externo, consideraram que o reintegracionismo deve saber implementar os projectos empresariais nascidos à sua volta: projectos feitos para o obtenção de benefícios económicos que aliás impliquem a normalização linguística da sociedade. Afirmaram que só com a criação de empresas próprias é que se atinge o grau de independência que permite geri-las com liberdade linguística. Foi salientada a importância da continuidade dos projectos que se fizerem.

5. O reintegracionismo deverá participar nas relações com os sectores sociais com um talante amável e útil, sem procurar o convencimento pessoal nem ter a auto-afirmação como comportamento reitor das suas condutas. Devem ser criados espaços de diálogo com os sectores sociais e organizações mais próximas, para neles interagirmos em favor da língua.

É preciso um debate estratégico sobre o panorama aberto pela reforma de 2003 das normas da Real Academia Galega, assim como sobre as estratégias implícitas ao uso, dentro do reintegracionismo, da norma padrão portuguesa ou das normas da Associaçom Galega de Língua. As conclusões desse debate deverão revalorizar uma certa disciplina e auctoritas como factor de coesão do movimento e contributo à sua eficácia social.

6. Necessitamos da criação de espaços instituídos socialmente que contribuam à imersão linguística galega e reintegracionista. Estes espaços devem ser cómodos para as pessoas que provêm do seu exterior, assim como também devem oferecer às e aos reintegracionistas a possibilidade de fazerem agradavelmente a sua acção social neles. O desfrute da actividade reintegracionista é uma exigência para o êxito e para a continuidade.

No que diz respeito a esses espaços, é fundamental pensar na infância, pela qual passa toda a possibilidade de futuro para a língua. Aliás, a criação e importação de meios de comunicação -audiovisuais e escritos- lusófonos também será prioritário.



CONCLUSÕES DA MESA DE MASS-MÉDIA


CONVIDADOS(AS):

· José Pereira, investigador da Faculdade de Ciências da Comunicação da Universidade de Santiago de Compostela.
· Belén Puñal,
redactora da revista Tempos Novos.
· Guillermo Rodríguez,
director do jornal comarcal A Peneira.
· Ramom Gonçales,
director do jornal Novas da Galiza.
· Vítor Lourenço,
locutor de Rádio Kalimero.

Moderador: David González, jornalista.

ANÁLISE DA SITUAÇÃO:

1. Os intercâmbios comunicacionais entre a Galiza e Portugal são praticamente inexistentes nos meios e não reflectem uma tendência para um crescente intercâmbio económico e social entre as duas margens do Minho. Segundo um estudo da Universidade de Santiago de Compostela, a presença da Galiza em jornais portugueses supõe tão só 0,75% das notícias, enquanto em meios galegos esta percentagem é de 1%. Aliás, o conteúdo das notícias em jornais galegos coloca uma imagem negativa de Portugal, tratando-se na maioria dos casos de "crónicas de sucesos"[sic].

2. Os subsídios da Junta da Galiza para a promoção do galego nos mass-média continuam destinados para meios que fazem um uso esporádico da língua, pois atende unicamente a critérios de tiragem. Nos últimos 7 anos a Administração galega destinou 6,6 milhões de euros para promover o uso do galego. Muito além disto, não incrementou o uso nem o espaço que lhe dedicam estas publicações à língua. Ainda, o uso da língua continua centrado nas secções clichés de cultura e agro.

PROPOSTAS DE ACTUAÇÃO:

1. Promover a criação de um espaço de referência informativa Galiza-Norte de Portugal. Maior importância das notícias galegas em Portugal e vice-versa.

2. Desligarmos língua e opção política.

3. Proposta de um novo sistema de subsídios para a promoção da nossa língua, exclusivamente para os jornais redigidos integralmente na nossa língua.

4. Proporcionar ao público meios de informação temática que respondam aos interesses de todos os sectores da sociedade e que recolham as tendências de actualidade. Neste sentido, propõe-se a distribuição na Galiza de revistas temáticas portuguesas para complementarmos a nossa oferta informativa.

5. Profissionalização dos actuais meios de comunicação que trabalhem na nossa língua.

6. Promover a criação de meios próprios.

7. Fomentar a participação do público nos meios, como forma de conseguir uma maior credibilidade e confiança. Desta maneira, os mass-média podem até constituir espaços de imersão linguística.

8. Caminhar para um maior entendimento económico e empresarial entre a Galiza e Portugal.

9. As iniciativas de posta em andamento de novos meios podem partir tanto de pequenas iniciativas de carácter local como de futuras associações para a criação de meios de âmbito mais amplo. Ambas linhas são complementares.


CONCLUSÕES DA MESA DE ENSINO OBRIGATÓRIO


CONVIDADAS(OS):

· José Counhago, professor de língua galega na EOI de Vigo
· Rosário Fernandes-Velho,
professora de língua galega no IES de Ordes
· Eduardo Garcia Parada,
director do IES das Neves
· Helena Pousa,
chefa do departamento de português no IES São Paio de Tui
· Valentim Rodrigues Fagim,
professor de língua portuguesa na EOI de Ourense

Moderadora: Sílvia Capom, professora na EOI de Vigo.

ANÁLISE DA SITUAÇÃO:

1. A extensão da nossa língua no ensino enfrenta três tipos de dificuldades: as referidas à atitude da administração, as referidas ao professorado e as referidas às mães e pais dos alunos e alunas.
Por parte dos órgãos políticos autonómicos e das escolas primárias e secundárias existe um voluntário incumprimento da legislação e do número mínimo de aulas exigidas na nossa língua. As inspecções administrativas não garantem em absoluto o cumprimento da legislação, pois não se comprova a sua observância. Contrariamente, a inspecção administrativa consiste apenas em que as e os directores dos centros respondam um questionário que depois não é testado, com o qual podem mentir sem consequências, o que acontece frequentemente.
Os pais e mães das alunas e alunos têm atitudes negativas a respeito do galego-português, e procuram conscientemente castelhanizar as suas filhas e filhos. Essa continua a ser a tendência dominante.
Porém, as atitudes das e dos alunos são muito mais positivas, inclusive a respeito do reintegracionismo.

2. Contudo, as despesas que a administração faz para a promoção do galego são muito grandes. Observamos nessas despesas a ausência de critério e de uma planificação tendente a uma autêntica extensão social no uso da língua, assim como a sectorialização da língua, confiado às matérias e actividades consideradas mais humanísticas.

3. Cada vez é mais difícil leccionar de uma perspectiva reintegracionista, por causa da atitude das directoras e directores dos centros e das mães e pais, mas não por causa do alunado, que é mais aberto.

4. As alternativas à situação são incertas, porquanto de uma parte não se pode confiar em que a administração pública intervenha eficazmente numa maior extensão, pois não é a sua vontade, e pela outra, a acção social de base acha-se limitada pelos factores considerados anteriormente.

5. A acção em favor da língua no ensino obrigatório não pode apenas ser deixada aos esforços de um sector do professorado comprometido e voluntarioso, pois isso bateria com boa parte da base social. Daí que o estabelecimento eficaz de um plano de galeguização no ensino poderá vir definitivamente quando a actual administração política for substituída por outra favorável à língua da Galiza.

PROPOSTAS DE ACTUAÇÃO:

1. A extensão do português padrão no ensino é útil para abrir nas e nos escolares novas perspectivas mentais em relação com a língua. A introdução mais fácil é como segunda língua no ensino secundário obrigatório e pós-obrigatório (por enquanto, depois possivelmente também como opção na primária), possibilidade que já está a ter realização prática. Existem diversas hipóteses legais para o fazer, mas tem de haver as seguintes condições básicas:
a) professorado qualificado e disposto a fazê-lo.
b) espaço livre no desenho curricular do centro para ofertar a disciplina de português, ou no seu defeito inclusão desta matéria mediante o plano experimental em colaboração com a Escola Oficial de Idiomas.
c) a adscrição, como hipótese alternativa, dos centros educativos a uma Escola Oficial de Idiomas, com o qual o português poderia ser ensinado fora do horário lectivo.

2. Uma alternativa no presente à política da actual administração seria a criação de escolas privadas cuja língua dominante fosse a galego-portuguesa; porém, estas iniciativas não deveriam preterir uma acção geral para o futuro. As cooperativas privadas galeguizadas não recebem ajuda das instituições, e sem ajuda não se podem estender ao ponto de serem consideradas como instrumentos gerais de normalização. Uma alternativa para solventar o peso económico que devem suportar as famílias seria a constituição de uma entidade, uma organização não governamental, que arrecadasse dinheiro para isto e o distribuísse em escolas cooperativas dispersas em diferentes pontos do país.

3. No âmbito público, a planificação geral educativa da comunidade autónoma galega deveria fundar um sistema escolar com diferentes módulos (ao estilo basco) ou um sistema unitário em que houvesse diferentes fases de imersão linguística.


CONCLUSÕES DA MESA DE LOCAIS SOCIAIS:


CONVIDADOS(AS):

· Álvaro Franco, representante da Reviravolta.
· João Fontenla,
representante de Alto Minho.
· Ignácio Sánchez Orero,
representante de Artábria.
· Ester Marinho Costales,
representante da Revolta
· Píli González Rodríguez,
representante da Casa Encantada

Moderador: Germám Hermida, jornalista

ANÁLISE DA SITUAÇÃO:

1. Em geral a experiência dos locais sociais de cara a difusão do reintegracionismo é muito positiva, sobretudo entre as e os participantes das actividades e as e os assistentes aos locais mais do que é a projecção exterior, ainda que em experiências prolongadas como a de Artábria sim atingiram resultados positivos.

2. Esta difusão faz-se fundamentalmente através do desenvolvimento de actividades lúdicas, culturais ou desportivas em reintegrado. Como actividades de formação ou puramente linguísticas realizam unicamente cursos de língua e actos concretos com ocasião do Dia das Letras ou homenagens concretas.

3. À hora de organizar cursos, as pessoas acodem com muito mais interesse aos cursos anunciados como de português dos que aos que se anunciam como de galego.


4. Todos os locais sociais se declaram reintegracionistas mas não restritivos pois contam com sócias e sócios não reintegracionistas, isto ajuda a não haver um rejeitamento por parte da gente que se aproxima à associação.

5. Um problema destacado é o das crianças, demonstra a dificuldade de tirá-las do monolinguismo em espanhol embora tenham capacidade para a nossa língua.


6. Em boa medida os centros funcionam como centros culturais lusófonos ao projectar filmes, dispor de bibliotecas ou passar música na nossa língua.

PROPOSTAS DE ACTUAÇÃO:

1. Considera-se muito positivo para os locais sociais a diversificação de actividades (não estritamente sobre língua) que possam atrair um público mais amplo que entre em contacto com o reintegracionismo através delas e veja como é empregado de um modo normal em acções lúdico-festivas e culturais, afastando o luso-reintegracionismo de uma imagem politizada.

2. Completar este contacto com a organização de cursos de língua e aproveitar sobretudo a imagem do português como língua internacional e o seu maior atractivo para as pessoas.

3. Apoiar o potencial da Lusofonia através do intercâmbio de produtos culturais e da difusão destes.

4. Neste sentido, propõe-se uma permuta sistemática de material entre os diferentes locais sociais e entre as próprias sócias e sócios criando um tipo de rede galega de intercámbio de produtos culturais. Aliás, aponta-se para a possibilidade de desenvolver permutas semelhantes com locais portugueses.



CONCLUSÕES DA MESA DE NOVAS TECNOLOGIAS:

CONVIDADOS:

· José Ramom Flores d'as Seixas, doutor em Ciências Físicas, professor na Escola de Óptica da USC. Activista do Software Livre na Galiza.
· Raul Marinho,
director de arte e R.H. de Dinahosting e director geral de Dinaweb Networks.
· Alberto Garcia,
participa do movimento do software livre, que é o ponto de referência da empresa corunhesa Igalia, da que é um dos fundadores e onde trabalha actualmente.
· Miguel R. Penas.
Faz parte da Comissom Informática da AGAL trabalhando no desenho de elementos gráficos e na gestão de conteúdos do Portal Galego da Língua. Também faz parte do Conselho da AGAL.
· José Ramom Pichel Campos,
engenheiro informático pela UDC, fundador da plataforma pelo galego na informática no ano 1994. É o coordenador da área de linguística computacional da empresa imaxin|software. Membro do Conselho do MDL.

Moderador: José Ramom Pichel, engenheiro informático.

ANÁLISE DA SITUAÇÃO:

1. O reintegracionismo não avança, principalmente entre a juventude, porque não faz uso da vantagem das novas tecnologias.

2. A Internet na Galiza tem até o de agora pouca implantação, o Linux (software livre) ainda menos.

3. O idioma tem de ser útil, devemos fazer ferramentas úteis no reintegracionismo.

4. Devemos aproveitar o software livre que já existe. O Brasil é uma potência mundial do software livre para além da documentação técnica.

5. Bibliografia não é viável só focada na Galiza (só em galego-português) porque não há mercado, é preciso um Centro de Recursos Lusófonos.

PROPOSTAS DE ACTUAÇÃO:

1. Apostar pela recepção das TVs e Rádios portuguesas na Galiza, como também apostar pelos canais privados que tenham canais lusófonos em tecnologias de telecomunicação emergentes como a TVs digitais.

2. Apostar por incorporar a nossa língua a novas tecnologias emergentes que têm futuro imediato: como o software livre

3. Ter uma dupla estratégia de apostar pela importação de software proprietário e freeware em português e pelo software livre distribuições próprias e em colaboração.

4. Como medida complementar facilitar a importação de materiais tecnológicos lusófonos em centros de recursos lusófonos.

5. Fomentar na cidadania galego-falante a ideia de o software português ser software na sua língua.

6. Fazer campanhas de sensibilização para a juventude do software criado na Galiza e no resto da Lusofonia.

7. Importação de bibliografia lusófona que cubra o vazio de falta de bibliografia técnica na nossa variedade.

8. Uso do reintegracionismo de uma óptica lúdica como medida mais eficaz para fazer ver às e aos galego-falantes que pertencemos a um mundo de milhões de falantes.

9. Criar portais como o PGL (Portal Galego da Língua) para todos os âmbitos da vida, não apenas para a língua.

10. Devemos apostar por criar ferramentas software úteis tanto para software livre como para proprietário da Galiza para nós e para o resto da Lusofonia

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