Abrir as portas
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Abrir as portas
Há muito que não me sopra o vento,
Há muito que não me cheira a terra.
Ficou-me a saudade. Magia etérea,
Que me fecundava o pensamento.
Há muito que não me bate a brisa,
Há muito que mal me sinto.
Sonâmbulo neste imenso labirinto,
Cego da luz que me ilumina.
Há muito que não me enxergo,
Corro, procuro e não me encontro.
Pareço-me perdido. Sem dono.
Caído num sono de que não desperto.
...Mas ainda o Sol se há-de pôr,
Na penumbra dos dias tristonhos,
Aquecê-los. Fazê-los risonhos,
E à vida direi: "- Ao seu dispor!"
Vou abrir as portas â vida,
Deixá-la entrar, se faz favor,
Atear-me fogo, num calor,
Que a vida seja em mim a VIDA!
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Autor: João Matos
Enviado por: João Matos - Portugal
Home Page: www.joaomatos.online.pt
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Se me permitem, faço letras e músicas em Portugal. Pensadas e sentidas em português.
Querem visitar o meu site e tecer comentários?!
Cumprimentos,
João Matos
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