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ARTIGOS SAMPAIO
CONTESTADO SOBRE MACAU,
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Sampaio contestado sobre Macau
O "tufão" da Fundação Jorge Álvares (FJA), criada pelo último governador de Macau, Rocha Vieira, ameaça continuar a "varrer" a vida política portuguesa. Um dia depois de o Presidente da República, Jorge Sampaio, ter garantido, em entrevita à SIC, que só soube da criação da FJA em Janeiro, quase três meses depois de ter sido asinada a escritura em Lisboa, uma fonte da última administração portuguesa de Macau garantiu ontem, em declarações ao DN, exactamente o contrário. Ou seja, o Presidente não levantou obstáculos à Fundação quando o governador lhe comunicou a intenção de avançar com o projecto. Na entrevista a Margarida Marante, quinta-feira à noite, na SIC, o Chefe do Estado deixou, no ar uma pergunta reveladora de algum desconforto relativamente ao general: "Acha que, perante o mundo inteiro, a dois dias da transferência de poderes [de Macau para China, em Dezembro de 1999], eu ia demitir o senhor governador? Eu era crucificado... já não estava aqui!" Pela primeira vez desde que estalou a polémica - a transferência de verbas da administração portuguesa para a fundação está no centro da questão -, Sampaio abriu o jogo e pronunciou-se, com mais pormenor, sobre o assunto. Primeiro, garantiu, e por diversas vezes, que não soube da constituição da fundação. Com Rocha Vieira, falou três vezes no assunto - a 1 de Outubro, a 25 do mesmo mês e a 30 de Novembro. E sempre, assegurou o Chefe do Estado, desaconselhou o último governador a não avançar. Porque tinha experiência da tensão entre Portugal e Pequim por causa de outra fundação, a Fundação Oriente. Jorge Sampaio diz que sempre notou a falta de interesse da parte chinesa pelas fundações e desaconselhou "claramente" Rocha Vieira a avançar, apesar de reconhecer que os objectivos da FJA até poderiam ser interessantes - cooperação de Portugal com a China através de Macau. "Eu disse-lhe: não deve fazer isso [a fundação]. Se o fizer, eu não tenho nada a ver com isso", afirmou o presidente português que acrescentou que "não vale a pena invocar" as testemunhas da conversa. Na entrevista, o Presidente Sampaio disse que a escritura da fundação foi feita em Lisboa a 14 de Dezembro de 1999, que a primeira reunião de curadores foi a 18 de Dezembro, "na véspera da transferência de poderes" de Portugal para a China. Num primeiro momento, disse o Chefe do Estado à SIC, fez "diligências" junto do general, mas não esclareceu quais. A fonte da administração macaense afirmou ao DN que Jorge Sampaio fez chegar ao general a opinião de que seria conveniente que fundação tivesse uma administração nomeada pelo Governo português. Só depois de o Executivo não ter demonstrado interesse em fazê-lo, é que, de acordo com a mesma fonte, Rocha Vieira decidiu avançar com o projecto da fundação. Agora, Sampaio espera que "o assunto arrefeça" e se "volte à normalidade". A polémica em torno da fundação nasceu
em Novembro de 99. Como presidente da Fundação para a Cooperação e
Desenvolvimento de Macau, deu ordem de tranferência de uma verba de 50
milhões de patacas para a comissão constitutiva da Fundação Jorge Álvares,
que viria a liderar até há poucas semanas.
Macau desmente tratamentos
sumptuosos Um jornal de Hong Kong, o Apple Daily, noticiou que dinheiros
públicos de Macau foram utilizados nas operações de implantação de
próteses dentárias - alegadamente construídas com safiras revestidas a
porcelana - em Leonor Rocha Vieira. Tais intervenções teriam sido feitas
por um especialista de Hong Kong.
Em comunicado emitido ontem, os referidos Serviços de Saúde dizem que
somente foram pagos tratamentos no valor de 4310 contos, entre 1992 e
1995.
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