Não é segredo para ninguém que os evangélicos vêm crescendo no Brasil a taxas assustadoras. O crescimento dos evangélicos é da ordem de 7,5% ao ano. Estima-se que cerca de 40 milhões de brasileiros já são evangélicos, majoritariamente das seitas pentecostais e neo-pentecostais.
Trata-se de um fenômeno que deve preocupar todos aqueles que não querem que o Brasil caminhe para o obscurantismo, fanatismo, conservadorismo político, social, cultural e de costumes.
O maior perigo das seitas evangélicas é o seu fanatismo exacerbado. Os evangélicos consideram-se porta-vozes do criador. Acreditam que a salvação está reservada somente àqueles que aceitam sua doutrina. Acreditam que o fogo do inferno é o destino daqueles que não se convertem às suas crenças. Para os evangélicos todos nós somos ímpios que, na impossibilidade de conversão, devemos ser combatidos, isolados e, por que não, eliminados!
Para os evangélicos, o combate aos materialistas, aos católicos, aos umbandistas, aos que consideram devassos, àqueles que acreditam em teorias heréticas, aos laicos, aos reformadores, aos liberais não é crime. É o bom combate para a glória de Deus!
No Brasil os movimentos evangélicos pentecostais e neo-pentecostais aproveitam-se da miséria material e intelectual da imensa maioria brasileira para extorquir dinheiro fácil de milhões de fiéis que vêem nas promessas miraculosas dessas religiões a derradeira esperança para seus problemas de saúde, financeiros e emocionais.
Assistam um culto em algum dos milhares de templos evangélicos espalhados pelo Brasil. É assustador a lavagem cerebral e a extorsão praticada contra os fiéis. 90% do culto destina-se à sedução e a utilização de sofisticadas práticas de constrangimento social para extorquir dinheiro. Passam-se sacolas e mais sacolas entre os fiéis. A primeira sacola é para quem pode doar R$ 500 e a última para quem pode doar R$ 0,05 O constrangimento é geral. Ninguém quer doar apenas R$ 0,05. A fiscalização coletiva é incrível. Em que saco o irmão Valdecy vai doar? Puxa! Ele doou no saco de R$ 50. A irmã Jurema doou no saco de R$200. É uma abençoada! Coitado do irmão Joaquim! Doou no saco de R$ 1. Ele está com problemas. Deve estar sendo castigado por Deus.
Os pastores chegam a estimular os irmãos sem dinheiro a pedirem emprestado aos irmãos mais abençoados, para que possam igualmente doar e, assim, serem também abençoados.
Vendem-se nesses templos desde caroços no pescoço, dores na coluna e tumores, até empregos bem remunerados ou a devolução do marido roubado pela vizinha que se utilizou de macumba ou de encostos providenciados em terreiros de umbanda.
Tudo é oferecido mediante pagamento de contribuições, dízimos, contribuições especiais, carnês de milagres, venda de óleo santo, venda água do rio Jordão, trombetas de plástico de um anjo qualquer para exorcizar o demônio, envio de bilhetes para serem queimados na fogueira sagrada no Monte Sinai, etc.
As práticas de constrangimento são perfeitas. Se um irmão terminar de pagar o carnê do desemprego e não tiver conseguido um emprego a culpa não é Deus. É dele, que não teve fé! É preciso orar, é preciso participar da obra de Deus. É preciso doar mais!
Vendem-se nesses templos livros de última categoria a preços exorbitantes, CDs de música gospel e até roupa adequada para o evangélico. Aqui em São Paulo, no templo da Igreja Internacional da Graça do nefasto pastor R. R. Soares, ternos de microfibra vagabunda e gravatas de nylon são vendidas para os incautos fiéis, para que se vistam de acordo com as regras de deus.
A venda de indulgências feita pela Igreja Católica na Idade Média foi um ato de criança, se comparado ao que hoje é praticado pelos novos herdeiros de Lutero.




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