VELAS SOLTAS
Quero romper amarras,
velas soltas,
e singrar meu destino,
sem destinos;
onde houver águas plácidas
ou revoltas,
onde houver sensatez
ou desatinos.
Quero que me ames louca,
douta,
e ver o mundo com olhos
peregrinos,
por onde houver presenças
desenvoltas;
A vida,
com seus gritos,
com seus hinos.
O amor não se prenderá
com grilhões,
fenece nas Galés
do dia-a-dia;
não sobrevive
a sombras,
a prisões.
O nosso amor
é como Nau
que não tem guia,
levada pelos ventos,
vagalhões,
Quais sonhos,
velas soltas e poesia
um amor
Cesar Costa
Enviado por "SKYHAWK" - Novos Mensageiros