VALSA DA SAUDADE

Essa valsa, simbólica e dolente,
Lembra-me o alvorecer da minha vida,
O meu tempo feliz de adolescente,
Primavera de há muito fenecida,

Feliz te vejo, e sonho comovente,
Eu - apoiada em ti, enternecida...
E assim dançamos amorosamente
Essa valsa de amor, enlanguescida.

Quando a valsa termina, tudo passa...
Tudo se esvai, mais leve que a fumaça...
Vão com ela meu sonho e mocidade.

E fico trauteando o som dolente,
Melodia que foi como um presente
Para viva tornar minha saudade!

Aurora Cury
Enviado por Schyrlei Pinheiro - Novos Mensageiros
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