Na edi��o de maio pr�ximo passado (n� 9), o texto FOLHA DE MOMBA�A PEDE SOCORRO, saiu incompleto, motivo pelo qual acrescentamos a seguir sua complementa��o: juntamente com xerox do comprovante de dep�sito de R$ 9,60 ( R$ 6,00 + 3,60 para porte de correio)- para fora do munic�pio de Momba�a : conta n� 56.201-9 - Ag�ncia 004 - Banco 35 (Banco do Estado do Cear�) . Colabore tamb�m com mat�rias.
PORQUE PERDEMOS A ESCOLA AGR�COLA
� comum encontrarmos na rua, pessoas que ainda nos perguntam o porqu� do fim da Escola Agr�cola. Na verdade, o que elas querem perguntar mesmo � sobre a extin��o do curso de T�cnico Agr�cola (ou T�cnico em Agropecu�ria, como queiram). A nossa resposta � que n�o h� uma explica��o plaus�vel para isso. Mas h� ! Um dos motivos geradores dessa extin��o foi a falta de vontade pol�tica dos nossos governantes em resolver os problemas existentes no campo, para que tenhamos uma agricultura, sen�o altamente rent�vel, pelo menos capaz de oferecer condi��es adequadas para sua auto-sustenta��o. Claro que para que isso fosse poss�vel, haveria necessidade de m�o de obra qualificada, entre as quais, sem d�vida alguma, estaria o T�cnico Agr�cola. Outro motivo, foi a conclus�o desastrosa dos governantes de que o custo de um "t�cnico agr�cola" era muito alto. Com rela��o a esta ultima afirmativa, faltou senso social conclusivo ao Governador Tasso e seu Secret�rio de Educa��o Naspoline, ao n�o entenderem que para se formar um T�cnico Agr�cola, o custo financeiro � aproximadamente SEIS VEZES MENOR que o custo para se manter um presidi�rio, sem ainda ser levado em considera��o o chamado custo social, vez que os alunos dos cursos de forma��o profissional como este, s�o oriundos, em sua grande maioria, de fam�lias rurais que, jamais teriam condi��es de manter seus filhos num curso desses, quer por, simplesmente falta de dinheiro para suas despesas essenciais, quer por falta de acomoda��es para que os mesmos possam permanecer fora de suas casas enquanto estudam. Sabemos que as chamadas Escolas Agr�colas mantinham o regime de internato, o que possibilitava - como realmente possibilitou - que alunos carente pudessem ter uma profiss�o. Sabemos que muitos desses alunos, sem essa oportunidade real, jamais teriam estudado, e sem perspectivas de uma vida melhor no meio rural, rumavam para os grandes centros do pa�s, principalmente S�o Paulo, onde alguns desses, em virtude da falta de qualifica��o para o trabalho, iriam engrossar as fileiras dos desocupados nas periferias dessas cidades, sendo quase sempre um candidato � marginalidade, at� mesmo por falta de op��o.
Para dar andamento ao processo de extin��o dos Col�gios Agr�colas, foi nomeado � �poca um sub-Secret�rio chamado Paulo Lira, que era formado em engenharia de pesca, mas n�o exercia sua profiss�o. Vejam a incoer�ncia desse exterminador quando visitava os Col�gios Agr�colas, preparando-os para a extin��o. Dizia esse senhor que o curso de T�cnico em Agropecu�ria n�o estava atingindo seus objetivos, preparando mal os t�cnicos, pois muitos desses n�o estavam exercendo a profiss�o, existindo uns que eram motoristas de t�xis, outros que eram vendedores ambulantes etc. O Sr. Paulo Lira, como se observa, n�o via seu pr�prio exemplo, pois n�o exercia atividades sequer ligadas � sua forma��o. Portanto, se esses ex-alunos desses col�gios, estavam trabalhando dignamente para seu sustento e at� mesmo, crescimentos pessoais, objetivos haviam de terem sido atingidos, como os sociais, ao serem evitados os ingressos na poss�vel marginalidade, desses jovens. Somos a favor de que os futuros governantes repensem esta forma de ensino e que possamos ter o retorno dessa forma de profissionaliza��o.
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