Grade de Programa��o
Como parte dos objetivos e do desenvolvimento conceptual, pr�tico, t�cnico e social de uma emissora de baixa pot�ncia. Toda programa��o deve utilizar o m�ximo de equipamentos t�cnicos que estejam a disposi��o da emissora permitindo a experimenta��o e capacita��o t�cnica de diversas pessoas. Dessa maneira pode-se desenvolver um sonoplasta, um locutor, um roteirista etc.
A programa��o da emissora deve ser bastante variada evitando preenche-la somente com "musicais", porem toda programa��o tem que ter m�sica entre uma fala e outra, entre um quadro e outro, a n�o ser os programas jornal�sticos. As not�cias ou fala dos programas jornal�sticos devem ocupar o tempo necess�rio para que uma informa��o n�o se transforme em um discurso e uma orienta��o encontre dificuldades de ser assimilada pelo ouvinte pelo tempo de exposi��o e a varia��o da tem�tica sem interrup��es. Intercalando-se uma fala da outra com m�sica ou com pessoas de vozes diferentes, ainda que aborde a mesma not�cia.
Inicialmente pode-se cobrir a falta de programadores com m�sica, por�m � necess�rio buscar programadores para que a emissora atenda a expectativa da popula��o e a finalidade de um meio de comunica��o de baixa pot�ncia e caracter local..
Dividindo o gosto musical, o interesse e o vocabul�rio em faixa et�ria pode-se organizar um programa que abranja a maioria da popula��o. Pode-se, por exemplo, criar um programa para ser dirigido por jovens de at� 16 anos.
1) Para um programa de jovens � preciso que os mais velhos n�o interfiram no gosto, devem, no entanto, interferir na disciplina e uso t�cnico do meio. Cabe orientar os jovens na busca de informa��es para rechear a programa��o. � costume dos jovens comportarem-se passivamente diante da m�sica como se ela lhe desse satisfa��o plena. Portanto, al�m da m�sica, esse programa deve abordar temas esportivos e de lazer ligados ao interesse dessa faixa et�ria. ( essa � uma maneira de selecionar os jovens para a elabora��o da programa��o, por�m n�o pode ser um valor restritivo e antecipado na avalia��o, deve sim ser um dado a ser avaliado no decorrer dos trabalhos, observando-se os que demonstrarem interesse em buscar, pesquisar etc. ) ( s�bados � tarde e domingos � tarde)
2) Os mitos folcl�ricos que povoavam as cidades e, principalmente, as �reas rurais sofreram uma modifica��o na sua interpreta��o devido o desenvolvimento da sociedade e as rela��es da sociedade atrav�s da m�dia. Portanto o Saci Perer� e a mula sem cabe�a v�o sendo substitu�dos por novas interpreta��es desses fen�menos da imagina��o. Novos s�mbolos e interpreta��es aparecem no cen�rio do imagin�rio popular fundido a informa��es de car�ter cient�fico. Um exemplo atual desse "sincretismo" � o mito do Chupa Cabras que vem associado � figura de extraterrestres.
Hoje um programa de r�dio local pode ser idealizado a partir de propostas alternativas de trabalho. Um exemplo � o interesse que grande parte da popula��o tem por temas ligados a Ufologia ou OVNIS. Com certeza essa discuss�o atende o interesse da grande maioria das pessoas ainda que subjetivamente. Um programa musicado com discuss�es, brincadeiras e informa��es sobre ETs e OVNIS vai trazer uma faixa de ouvintes interessantes para a emissora. E servir ao lazer e a criatividade da popula��o.( programas dessa natureza devem ser realizado a partir das 22 horas nos dias de semana)
3) Um programa esportivo local tem boa resposta da popula��o. O programa n�o deve ser feito a partir dos acontecimentos nacionais ou dos grandes clubes e atletas, mas sim dos atletas da cidade em que est� situada a emissora e dos esportes ali praticados. Alguns esportes podem ser relacionados: skate, patins, bicicleta, marcha, bolinha de gude, motocross, v�lei de rua, enfim tudo o que exercita a competi��o na cidade ou na rua ou em uma esquina qualquer de um bairro qualquer. Isso chama a aten��o do ouvinte e o identifica com a cidade, com a r�dio. No campo os esportes podem estar relacionados � v�rzea, corrida de cavalo, campeonatos de truco, domin� e qualquer atividade que influencia a competi��o sadia. ( s�bados a partir das 9 horas da manh� at� as 18 horas)
4) Outro programa deve estar relacionado com a produ��o cultural local. Se for no interior pode-se fazer um programa com m�sica sertaneja aos domingos de manh� para os compositores locais. Deve-se fazer tamb�m um programa com compositores locais que n�o estejam ligados a musica sertaneja nos domingos � tarde ou nos s�bados � tarde. Esses programas devem ser dirigidos para os compositores e interpretes de m�sicas in�ditas. O que for mostrado nos programas deve ser gravado em fita cassete para posterior utiliza��o pela pr�pria emissora. Assim a emissora ganha identidade e se aproxima da popula��o local. ( domingos pela manh� entre 9 e 11 horas) Com uma somat�ria de fitas gravadas a emissora evita o uso indevido de material da industria fonogr�fica da grandes emissoras e evita a��es judiciais por direitos autorais ou press�o de �rg�os de arrecada��o como o ECAD.
5) Outro programa deve ser feito com profissionais liberais como m�dicos, dentistas, advogados, enfermeiros, assistentes sociais, t�cnicos em agropecu�ria etc. Sempre abordando temas relativos a realidade do munic�pio o programa deve ser dirigido por um profissional liberal local desde que n�o seja pol�tico profissional ou candidato declarado. O programa n�o deve ser realizado para a cr�tica de servi�os, mas para apontar problemas e orienta��es e at� mesmo solu��es. A cr�tica a indiv�duos, pol�ticos ou autoridades desvia o conte�do e divide tamb�m os ouvintes. ( Esse programa pode ser feito no hor�rio do almo�o ou janta.)
6) Outro programa pode estar relacionado as quest�es da educa��o individual e meio ambiente. Falar sobre a natureza local, a fauna e a flora valorizando o meio ambiente, identificando as �rvores, flores e frutos da regi�o bem como os animais silvestres e a import�ncia disso tudo no bem estar e na qualidade de vida. Discutindo e mostrando maneiras de fazer hortas, cultivos de alimentos em pequenos espa�os instrumentalizando as pessoas para a auto-sufici�ncia e para o prazer de cultivar e produzir al�m de apresentar novas t�cnicas de produ��o e cria��o. Esse programa � fundamental para integrar a realidade rural e urbana no contexto da emissora. Assim � poss�vel passar endere�os para que os interessados obtenham recursos e orienta��o t�cnica detalhada para o cultivo e cria��o nos �rg�os espec�ficos do munic�pio, da regi�o, do Estado, do Pa�s ou at� mesmo de entidades internacionais.( entremeado com m�sica esse programa pode ser realizado em hor�rios do caf� matinal, almo�o ou jantar ou especificamente pelo domingo entre 6 e 8 horas da manh�.
7) As mulheres devem ter um programa especifico feito por elas para elas. A voz feminina � fundamental no r�dio. Esse programa pode abordar problemas com a higiene e a sa�de na maternidade e p�s-parto al�m de outras no��es de comportamento para as mulheres do campo e da cidade. Sup�em-se que esse programa deve estar voltado para uma classe social despojada dessas informa��es, e desses recursos. Portanto � preciso que o programa tenha identidade com essas necessidade de forma que o fundamental � a preciosidade da informa��o e a simplicidade que ela � passada.. As mulheres podem tratar sobre a educa��o infantil, a sa�de infantil etc. O hor�rio desse programa deve combinar com o momento de prepara��o do almo�o, janta etc..
8) Notici�rios devem evitar somente a leitura dos grandes jornais ainda que locais pela defazagem da informa��o e pela redund�ncia em informar o que j� foi informado. Para tanto � necess�rio buscar a noticia atrav�s dos ouvintes utilizando as suas reclama��es ou verificando em loco como condi��es de estrada de acesso, buracos de rua, bueiros, lixo, mosquitos, pra�as, materiais p�blicos danificados, transito, servi�os locais, quest�es �ticas e est�ticas que envolvem o coletivo evitando sempre citar nomes de pessoas, para que o ser humano, ainda que praticante de um delito n�o caia em desgra�a p�blica. A abordagem dos problemas deve se identificar com o material e n�o com o indiv�duo. Fala-se do buraco na rua tal e n�o da prefeitura que n�o conserta o buraco na rua tal. Esse cuidado evita que a r�dio se torne um objeto meramente pol�tico imediato dos respons�veis ou de interesse de um ou outro participante, coisa que o ouvinte percebe e acaba desacreditando. Aponte o problema e deixe que o ouvinte, por conta pr�pria, identifique os respons�veis, ainda que subjetivamente. Essas informa��es devem estar misturadas com as regionais, estadual, nacional e internacionais.
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