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Outros Autores (Parte 1)
1.Toda luz projeta uma sombra e quanto mais intensa a luz mais negra ser� a sombra. (Desconhecido)
2.O olho � a janela do corpo humano, atrav�s da qual ele sente a sua maneira de apreciar a beleza do mundo. Gra�as ao olho, a alma se contenta em permanecer numa pris�o corporal; pois sem ele tal aprisionamento seria torturante. (Prince Darkness).
3.Eu queria ver o escuro do mundo, onde est� tudo aquilo que voc� quer, pra me transformar no que te agrada. No que me fa�a ver quais s�o as cores e as coisas pra te prender. Eu tive um sonho ruim e acordei chorando, por isso eu te liguei. Ser� que voc� ainda pensa em mim? �s vezes te odeio por quase um segundo e depois te amo mais. Teu corpo, teu gosto e teu rosto. Tudo que n�o me deixa em paz! (Charles JR)
4.Que Deus olhe para a terra, porque estamos abaixo do c�u mas bem acima do inferno. (Em mem�ria de Rodolfo)
5. .::Brinquedo da Morte::.
6.O pior momento � quando temos que matar algu�m que est� dentro de n�s e n�o temos for�a para
fazer isso. (Leticia M.)
7. Como algu�m que num caminho solit�rio anda com medo e pavor. E tendo virado um vez continua a andar; e n�o vira mais sua cabe�a, pois sabe que um dem�nio pavoroso caminha pr�ximo dele... (-�- _Zer�_-�-)
8. Se voc� continua vivo, � porque ainda n�o chegou aonde devia. (Pedro Henrique)
9. A furia � a �nica liberdade que me resta. (-�-_Zer�_-�-)
10. S� existe uma pessoa � quem devo total lealdade e eu � vejo todos os dias no espelho.
(-�-_Zer�_-�-)
11. Sil�ncio! O baile dos mortos vai agora come�ar!
Das tumbas surgem gigantes para o tremendo valsar...
J� soberbos se agitaram. G�nios que outrora habitaram neste mundo como n�s;
Por seus cabelos poeirentos os vermes passeiam lentos...
(Carlos Ferreira, O Baile das M�mias de 1867).
12.Nossos pensamentos s�o nossos, mas nossos fins em
nada s�o nossos. (-�-_Zer�_-�-)
13. Eu miser�vel! Para que lado devo voar? Infinito �dio e infinito desespero sendo que para qualquer lado que eu voe, voarei para o inferno, pois eu sou o inferno. E nas mais baixas profundazas; profundezas ainda mais baixas amea�am me devorar abrindo-se largas... Porque o inferno que sofro parece ser o c�u? (-�-_Zer�_-�-)
14. Os ideais s�o como as estrelas; n�o conseguimos toca-las com as m�os mas se as conseguirmos, como o marinheiro na solid�o das �guas, chegaremos ao nosso destino. (Desconhecido)
15. Por que busca o vivo entre os mortos? (Var�es)
16. Chegar� o dia em que talvez as maquinas pensem, por�m elas nunca poder�o sonhar. (Theodor
Heuss)
17.Em uma imensid�o povoada encontra-se abandonado, vagando no mundo, em busca do mundo desfeito num quebra-cabe�a.
Enquanto caminham os sons, os versos o confortam; contemplando e analisando... Indigna-se com atos hip�critas e mesquinhos que fazem ao mundo.
Na aridez dos pensamentos os passos ressoam nesta paisagem sem palavras. (Elton Hip�lito 20.04.03)
18.Meu ser � abandonado e esquecido assim como os mendigos e as constru��es do passado; vazio... As paredes s�o poucas e em estado deplor�vel. Portas; somente algumas se abrem e
possuem luz em seu interior. O andarilho percorre por ruas e edif�cios quase que a esmo. (Elton Hip�lito 21.04.03)
19. Aqui o ar � outro, as sensa��es de calma e tormento se confundem.
Um clima temperado, que lembra muito a Europa.
Mesmo com o ar cortante de doer os ossos o dia est� limpo, o c�u azul e com muita luminosidade. Tapetes de folhas secas revestem o ch�o... (Elton Hip�lito 03.05.03)
20.Possu�mos um instrumento fundamental para nossa sobreviv�ncia. Na maioria das vezes n�o nos damos conta de que existem, passando despercebidas no decorrer dos dias.
Ao mesmo tempo em que s�o simples em forma, tornam-se complexas em movimentos.
Por�m, as mesmas que constroem com gestos precisos e suaves a nossa hist�ria, podem destruir num instante o que levou uma vida inteira para ser feito.
As maltratamos, usamos e abusamos de seu ser, quase que independente de n�s.
Falam sem dizer nada. Id�nticas a primeira vista, por�m �nicas e insubstitu�veis. (Elton Hip�lito 15.04.03)
21..::Beijo da Morte::.
22. Estranho � querer algo como a morte.
Morrer parece ser a �ltima e �nica solu��opara mim. Muitas vezes me perguntei o que era a morte. Mas quando ia me olhar no espelho via a face da morte com pr�pria face...
Por noites me perguntei se eu era meu pr�prio deus, mas quando me dei realmente consciente, vi que eu era minha pr�pria morte. (Roberto Blackened 21.05.03)
23.Meus pesadelos s�o como sonhos; vejo sangue escorrendo dos corpos podres, me imagino na mesma situa��o, assim ficaria "feliz" em apodrecer e em ver o lixo que sou. (Roberto Blackened
21.05.03)
24..::Inoc�ncia Maldita::.
25. Preciso de algo para aliviar a dor,
algo que anestesie meu corpo inteiro
que eu sinta o gosto de estar sozinho
im�vel com meus pensamentos f�teis.
Que eu sinta o orvalho bater em meu rosto.
A terra ajustando-se ao meu corpo
cheio de flores a minha volta
e ent�o saberei que o al�vio � estar morto e enterrado.
(Roberto Blackened 26.05.03)
26. .::Luxuria::.
27. Nas profundazas do escuro teatro
O som quase que massante
"A opera de um filho bastardo"
Que mandado as profundazas do inferno;
Surge ao seu piano infestado de �dio
Tal �dio consome sua pequena alma
Com notas devastadoras mostra sua ira.
Seu corpo mostra marcas e marcas de dor
e suas veias s�o colocadas no piano.
A cada nota o sangue se espalha
No final do conserto a �nica coisa que
sobra � seu corpo jogado ao lado do instrumento.
(Roberto Blackened 30.05.03)
28. Voc� desperta meu lado mais escuro, fazendo e demonstrando gestos que se importa com que eu sinto, n�o uso palavras, olho apenas nos seus olhos. Sei que quando voc� ver como eu sou ir� chorar, quando perceber que tudo o que fez de nada adiantou; apenas me fez crer que voc� simplesmente queria algo.
Mude-me para ter-me ao seu lado.
N�o gosto de ser eu mesmo, prefiro estar s� no meu mundo de pequenas ilus�es que estar enganando quem eu sou, apenas um algu�m sozinho... (Roberto Blackened 30.05.03)
29. Somente um l�quido f�tido e vermelho, mas quanto �dio h� nele.
Ser� que o diabo sabe do que estou falando? H� quem esteja cansado, mas eu me sinto viva.
Levarei a guerra adiante, assim como meu sangue venenoso.
O mais antigo de todos os livros ensinou-me Que quem for concebido do pecado, do pr�prio, nascer�s...
Ofertarei o meu sangue a todos que me desejarem o mal.
Maior que a dor da pe�onha,
S� a dor do desprezo.
Bendito sejam os vermes,
que no subsolo fazem sua morada.
Malditos sejam os meus filhos,
Que do meu sangue far�o a vida deles... (Ana Elize 31.05.03)
30. Estou apaixonado pela minha tristeza...
A pureza � algo de Deus e Deus � vazio igualzinho a mim.
Viver aqui � morrer cercado por m�goas.
D� pra ver o mundo consumido em sua pr�pria dor e grandes amores um dia se separar�o.
O tempo cura mas estou sempre arruinado... (-�-_Zer�_-�-)
31. Afogo-me em um grande cemit�rio oce�nico. Cai�ara do navios com suas energias negativas.
Me deixam mal, o oxig�nio esta acabando e quase posso sentir o ar faltando em meus pulm�es, agora a profundidade me deixa embreagado, sinto minha cabe�a girar e eu posso sentir minha vida acabar e agora sou apenas mais uma lembran�a do mar. (Roberto Blackened 13.06.03)
32. Estou com �dio;
� um �dio mortal e aquele que prov�-lo primeiro se libertar� do seu profundo sono eterno.
Agora eu sinto o sangue corroer minhas veias,
sinto a minha alma se purificar; sinto que o �dio est� se desfazendo,
pois o mal havia sido concebido por todos... (*Schu* 16.06.03)
33. As Cidades e os Mortos
...Chega um momento de vida em que, entre todas as pessoas que conhecemos, os mortos s�o mais numerosos que os vivos. E a mente se recusa a aceitar outras fisionomias, outras express�es: em todas as faces novas que encontra, imprime os velhos desenhos, para cada uma descobre a
m�scara que melhor se adapta.
Os descarregadores subiam as escadas em fila, cursos sob os barris e os garraf�es revestidos de
vime; os rostos estavam escondidos de baixo de capuzes de pano. Agora tiram os capuzes e eu os reconhe�o, pensava com impaci�ncia e medo. Mas n�o despregava os olhos deles; por menos que eu voltasse a olhar para a multid�o que lotava aquelas vielas, via-me assediado por rostos imprevistos, vindos de longe, que me fixavam como se quisessem ser reconhecidos, como se houvessem me reconhecido. Pode ser que eu tamb�m lhes recordasse algu�m morto. Acabara de chegar a Adelma e j� era um deles, passava para o lado deles, confuso naquele vacilar de olhos, de rugas, de trejeitos.
Talvez Adelma seja a cidade a que se chega morrendo e na qual cada um reencontra as pessoas que conheceu. � sinal de que eu tamb�m estou morto, � sinal de que o al�m n�o � feliz... (Italo Calvino)
34. Para que eu vou rezar para algu�m que j� morreu?! Para algu�m que n�o est� aqui, sendo que eu estou aqui e ele...l�!! (Ivan 29.07.03)
35. .::Alma Perdida::.
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