Orquídea (Ochidaceae)

De acordo com as regras de nomenclatura botânica,
o nome da família deve ser escrito em latim: Ochidaceae (derivado do grego
Orchis).
O Termo Orchis, que significa testículos, foi usado pela primeira vez por
Theophrastus (c. 372 - 287 a.C.), filósofo grego, discípulo de Aristóteles.
Theophrastus comparou as raízes tuberosas de algumas orquídeas mediterrâneas com
os testículos humanos. Por este motivo, desde a Idade Média, propriedades
afrodisíacas são atribuídas às orquídeas.
As orquídeas vegetam em diversos ecossistemas, sendo
encontradas em florestas, campos, cerrados, dunas, restingas, tundras e até
mesmo em margens de desertos.
São erroneamente chamadas de parasitas. Na realidade, as que vivem sobre
troncos, galhos e gravetos são epífitas, terminologia derivada do grego epi
(sobre) e phyton (planta), para denominar plantas que vivem sobre outras
plantas, sem causar danos ao hospedeiro. Uma orquídea epífita utiliza o galho da
árvore apenas como suporte, absorvendo nutrientes que são lavados pela água da
chuva e depositados em suas raízes.
Uma significativa parcela das espécies vive em ambientes bem diferentes dos
galhos e gravetos das árvores. Muitas vegetam sobre ou entre as rochas (rupícolas
e saxícolas), geralmente em pleno sol. Outras são terrestres, encontradas nos
solos das matas, campos e até mesmo na areia pura das dunas e restingas. Existem
casos raros de orquídeas subterrâneas (saprófitas), plantas aclorofiladas que se
alimentam de matéria orgânica em decomposição.
As orquídeas são consideradas a família mais evoluída do reino
vegetal. Isto se deve a modificações em suas extraordinárias flores, que, muitas
vezes, apresentam formas sinistras e bizarras.
O tamanho das plantas e suas flores é também muito variável, algumas tão
pequenas que, por isso, são conhecidas por microorquídeas, enquanto outras, como
a trepadeira baunilha (Vanilla), podem atingir vários metros de comprimento.
Existem flores pouco maiores do que a cabeça de um alfinete, e outras cujo
diâmetro alcança cerca de quinze centímetros.
Para que suas flores sejam fertilizadas, as orquídeas necessitam de um agente polinizador, geralmente um inseto ou pássaro, responsável pela transferência das políneas para o estigma, processo este denominado de polinização. A estratégia utilizada pelas orquídeas para atração de seus polinizadores é um fenômeno altamente complexo e fascinante. Em casos extremos, a flor da orquídea pode apresentar a forma de fêmeas de besouros ou abelhas, cujos machos, atraídos pela insinuante aparência, tentam "copular" com as flores, efetuando involuntariamente a polinização
Um fruto de orquídea pode conter mais de um milhão de sementes. Contudo, na natureza, somente uma pequeníssima fração germinará, e poucos indivíduos chegarão à fase adulta. As sementes das orquídeas estão entre as menores do reino vegetal. O tamanho reduzido e a leveza facilitam a dispersão pelo vento, em muitos casos a grandes distâncias. Ao contrário das sementes das outras plantas, elas são desprovidas de tecidos nutritivos, endosperma e cotilédone, responsáveis pela energia utilizada na fase inicial da germinação. Na falta de tecido nutritivo, essa energia é fornecida por certos fungos que vivem em simbiose com as orquídeas.
Infelizmente, no Brasil e outras partes do mundo, o cultivo e
comércio de orquídeas nativas teve como prática o extrativismo. Aliado à
destruição de seus habitat naturais, muitas espécies desapareceram ou foram
levadas à beira da extinção. Para mudar este cenário, é urgente o
estabelecimento de uma conduta conservacionista que seja seguida por indivíduos
e instituições.
Hoje, as orquídeas são facilmente reproduzidas artificialmente em laboratório a
partir de sementes, geralmente atingindo a maturidade em dois a quatro anos.
Espécies raras e ameaçadas vêm sendo reproduzidas com sucesso por alguns
estabelecimentos.
Dicas de Cultivo
Escolher a planta adequada para o seu ambiente e o local onde coloca-la: Não somente isto , como a experiência mostra apenas movendo uma determinada planta para um outro local pode determinar o sucesso ou não de seu cultivo.
Excesso de água: Orquídeas morrem mais de umidade do que de falta de água, portanto CUIDADO.
Vento em excesso mata a planta: Entretanto a ventilação é muito necessária para a orquídea.
Nunca plante orquídeas em terra: a não ser as
terrestres que são mais raras.
Orquídeas são epífitas , isto é vivem sobre outras plantas mas não danificam as
plantas suporte.
As orquídeas emitem as raízes para fora dos vasos ,estas não devem ser colocadas
para dentro ou cortadas pois as raízes retiram umidade e alimento do ar
Temperatura e luminosidade: A temperatura é agradável a você?
Então também é agradável a suas orquídeas.
Existem orquídeas que resistem mais ao calor e outras que resistem mais ao frio
há algumas que só florescem se houver uma temperatura mais fria durante um certo
período do ano (Cymbidiuns) aí esta o fato de se escolher a s plantas adequadas
ao seu ambiente pois se houver frio ou calor em excesso e pouca luminosidade as
plantas podem até se desenvolver porem não florescem.
Em dias muito ensolarados toque nas folhas de suas plantas se estiverem muito
quentes coloque-as mais a sombra.
Uma planta que se desenvolve razoavelmente porem não floresce coloque-a
progressivamente em local mais iluminado.
Regas: Use um método geral de rega para as orquídeas.Coloque o
dedo no meio de cultura , se estiver seco dê água se estiver úmido aguarde
.Lembre-se! Excesso de água mata as orquídeas.
Algumas plantas necessitam mais umidade que outras isso somente a experiência
vai demonstrar.
Existem alguns sintomas de ressecamento das plantas que podem ser observados ,
principalmente enrugamento de bulbos e folhas . Se este for o caso aumente a
freqüência de rega e umidade do ambiente.
Se o ambiente estiver muito seco existem algumas providencias para aumentar a
umidade. Coloque plantas em torno das orquídeas , principalmente plantas que
gostem de muita água como samambaias ; umedeça o chão, coloque as plantas em um
prato com pedregulho e água mas certifique-se de que a planta não fique em
contato com a água pois as raízes apodrecerão.
Floricultura Normanda