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Quarta-feira, 01 de Setembro de 2004                   www.cartacapital.com.br 

Entrevista CartaCapital ANO XI Nº306  página 30  

Nação e povo . na Praça

O presidente do BNDES, Carlos Lessa, e a busca por um projeto brasileiro de desenvolvimento e seus protagonistas

- por Bob Fernandes, Luiz Gonzaga Belluzzo e Mino Carta -

Não deixa de ver as matérias da revista 'CartaCapital' semanalmente.

Eleito reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o professor Carlos Lessa renunciou ao cargo: aceitou o convite do presidente Lula para comandar o BNDES. 

Lessa entrou no Banco disposto a recuperar o papel da instituição como protagonista ativo de uma nova etapa do desenvolvimento brasileiro. 
Na entrevista Carlos Lessa fala ...

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da cultura brasileira, 
da formação de novos atores no processo de desenvolvimento,
da necessidade de recuperar a praça pública como espaço de sociabilidade democrática.

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CartaCapital: Completamos 50 anos da morte do presidente Getulio Vargas. 
                 Qual é o legado do getulismo?
Carlos Lessa: O importante da era Vargas para o governante atual é recuperar a pauta de questões estratégicas, como a profunda convicção de Vargas de que era necessário robustecer e fortalecer a nação, associada à idéia de que era impossível uma nação sem o povo nacional. Vargas é o primeiro governante 'modernizador' do Brasil que dá à cultura uma importância estratégica e a trata de uma forma que nenhum outro governante brasileiro soube visitar. Vargas colocava todas as linguagens, todos os estilos e todas as manifestações dentro de um mesmo caldeirão cultural.
CC: E qual é a lição que sobra?
CL: Eu diria que as décadas de 80 e 90 compõem um período de desconstrução desse discurso.
CC: Qual é a ponte entre Vargas remido e o que se pensa e pretende hoje?
CL: ...confesso estar absolutamente encantado com a proposta de Gushiken e do Lula de lançar uma campanha que diz que o melhor do Brasil é o brasileiro, que emana de uma frase do Câmara Cascudo. 

(TV vídeo clip: " Sou Brasileiro e não desisto nunca.")

CC: Falemos de política prática.
CL:  Vou pegar por outro viés. 
Na visão Vargas é absolutamente claro que o movimento central da economia passa pela industrialização e que a industrialização tem de ser produzida por uma articulação de apoios, onde os interesses nacionais dão a pauta principal.  Como não havia empresariado brasileiro e nem a Krupp e nem a United Sates Steel mostraram interesse, a CSN saiu como empresa estatal. O interesse nacional era ter siderurgia de altos-fornos. Discurso esse que já estava impregnados nos tenentes Pré-Primeira-Guerra-Mundial.
CC: Na sua visão hoje ...
CL:  Eu acho que continuamos exatamente na mesma coisa, ou seja, nós não vamos poder incluir 50 milhões ou 60 milhões de brasileiros e dar as dimensões globais do processo civilizatório se perdermos intensidade nos vetores principais de desenvolvimento das forças produtivas. Nós vamos ter de fazer de novo um grande esforço para articular os interesses no Brasil, não vou nem dizer brasileiros, em torno de um projeto de transformação produtiva.
CC: Que hoje estão desarticulados.
CL:  Estão desarticulados. 
Eu fico me interrogando até que ponto é fácil ou difícil realizar essa articulação.  
... pois a política monetária não pode fazer duas coisas ao mesmo tempo: 
... ou seja, ser extremamente restritiva, diante do temor de uma ressurgência inflacionária, defrontando-se com a questão dos preços e dos salários e ser ao mesmo tempo sociável com a sociedade civil, promovendo junto ao setor público a articulação e o desenvolvimento das forças produtivas. 
CC: Desculpe a provocação, mas parece que no Brasil de hoje a preocupação é produzir dinheiro em lugar de bens.
CL:  Nos momentos de especulação você tem sempre o fascínio de que a compra e venda de qualquer coisa pode lhe gerar rentabilidade e ganhos colossais. Quanto você converte isso na grande fronteira de expansão, você desvia as forças todas nesse sentido. 
Agora, isso acontece também porque não se consegue uma alternativa.
CC: O campo das finanças não é um campo vasto demais no Brasil, em comparação com o campo da produção?
CL:  Quando você pega pelo volume de operações e pela massa de ganhos, quer dizer, pela porcentagem do PIB que essas operações capturam, é muito grande. Quando você vai ver pelo lado dos processos produtivos, é insignificante.
CL:  O enigma se revela, sabendo, que a imensa maioria dos nossos agentes financeiros não tem no crédito a sua motivação e a sua atividade principal, tem nas operações de tesouraria.  (* ou seja o governo alimenta e movimenta a ciranda financeira, lançando Letras e Títulos pré e pós-fixados, cobrindo seus rombos *)
Outrossim pode se explicar como a economia brasileira consegue funcionar com uma porcentagem de crédito tão pequena. (... todos as formas de crédito no Brasil não chegam a 26% do PIB, enquanto no Chile é de 60%, nos Estados Unidos 110%, na Alemanha 160% e na China 180%) sabendo, que existem poucas economias mais abertas do que o Brasil.

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"Temos uma economia aberta à cooperação com todos os países do mundo. 
Brasileiro não tem aversão às pessoas e coisas estrangeiras, muito pelo contrário. 
Das 500 maiores corporações do mundo, 400 estão no Brasil."

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... o processo de privatização desmantelou o bloco das empresas estatais.
... o que aconteceu foi um ato de transmutação (*do nacional *) em multinacional em diversos segmentos. (*captando poupança estrangeira para manutenção e investimentos e/ou aplicação no mercado financeiro brasileiro, realizando lucros, com posterior re-envio para o exterior *)

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"Aí  eu  me  pergunto  onde  é  que  estão  os  protagonistas  nacionais  particulares ?"

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O sonho da modernização na era Vargas passava por uma atividade bem lúcida do Estado. 
O Estado tinha de ser uma espécie de parceiro de novos protagonistas. 
E então esses protagonistas surgiram.

CC: O grande esquema era fabricar os fabricantes, como disse Antonio Gramsci.
CL:  Expressão magnífica. Veja bem, a maior parte dos grandes grupos nacionais nasceu durante o período Vargas, os grandes grupos de papel e celulose, Votorantim, Petróleo Ipiranga, os grupos de cimento.
 

"O desenvolvimento das forças produtivas de uma economia nacional são coisas que me preocupam muito."

 
A pergunta é a seguinte, que honestamente nesse momento não sei responder:  temos hoje condições de operar uma convocação das centrais sindicais e dos empresários que controlam processos formadores de preços, para juntos pactuarmos um processo de contenção ? 
 
O que posso dizer é o seguinte: temos de nos esforçar para que haja a consciência da necessidade de um pacto desse tipo.

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"Estou absolutamente convencido de que vamos ter de nos dedicar de novo a conseguir gestar novos protagonistas."

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CC: Quem são os protagonistas ou quem poderiam vir a ser.  Pessoas ?  Organizações ?
CL:  Precisamos de novos protagonistas ligados aos processos produtivos. 
CC: Exemplos.  CL:
É extremamente importante robustecer a pequena produção agrícola voltada para a economia de mercado. "agricultura caipira"
É extremamente importante multiplicar esses personagens que existem em algumas ilhas de prosperidade dentro do campo brasileiro.
Existe também a grande empresa agrícola ultra-eficiente no agrobusiness.

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Leia o Especial da VEJA de Sexta-feira, 24 de setembro de 2004

A civilização do campo

O moderno agronegócio brasileiro é justamente a feliz reunião de alta tecnologia, modernos equipamentos e crédito farto. 
Saiba quem são e como vivem os protagonistas dessa revolução.

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CL:  O meu problema é a "agricultura caipira", que tem milhões e milhões de famílias que produzem quase para autoconsumo, comercializam um excedente muito pequeno e não estão articuladas nem no circuito de crédito nem no circuito de mercado. No meu ponto de vista, a idéia do agrário tem no fundiário apenas uma dimensão necessário, porém inteiramente insuficiente. 

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O que vai permitir a constituição de um organismo nacional mais robusto é fazer com que esses centenas de milhares de agricultores que eu estou chamando de "caipiras" se articulem numa economia de mercado.

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... a idéia é de montar estruturas para fomentar colméias desses produtores que se articulem com cadeias mais integradas ao consumo ...
... a tarefa não é simples, porque você tem ao mesmo tempo de equacionar a questão destino para a produção e equacionar a questão do suprimento de crédito.
CC: Há bons exemplos internacionais ?
CL:  Industrialmente, sim. Experiências européias nos ensinam muito, especialmente a experiência italiana. Os italianos desenvolveram um conceito muito interessante, o conceito da cooperação entre as pequenas e médias empresas. Elas assumem as características de uma grande empresa, naquilo que for fundamental.

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"O grande exemplo italiano é o conceito de cooperação entre pequenas e médias empresas"

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CC: Compras, crédito ?
CL:  Pode ser compras, pode ser acesso ao crédito, capital de giro, pode ser certificação de qualidade, pode ser de Marca e Patentes, pode ser nas estratégias de comercialização, política de presença nas feiras, no desenvolvimento tecnológico, na manutenção de maquinário, no treinamento e capacitação de mão-de-obra, no controle. 
CC: No Brasil há exemplos de organizações similares ?
CL:  ... nós temos percebido a aparição de organizações com essas características.
Eu suspeito que por trás de cada arranjo sempre existe uma liderança que se confirma ante o conjunto dos atores. Essa liderança pode ser individual ou de um grupo que coordene os esforços. Algo que estamos tentando fazer é estimular a universidade a realizar pesquisas, vamos dizer, no processo histórico genético delas. 
Em Minas Gerais temos como exemplo a cidade de Nova Serrana, toda ela dedicada á produção de calçados esportivos, englobando 700 empresas com quase 17 mil empregados e não há desemprego na cidade.
Em rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves temos a Vinícola Aurora, que reúne mais de 1200 pequenos agricultores, em média com até 5 hectares.
Os produtores de ametista estão querendo organizar também algo parecida à Aurora.
Em Novo Hamburgo e São Leopoldo há uma empresa trading  que produz calçados, predominantemente femininos, nos mesmos moldes, apoiado pelo BNDES, que não para de crescer.
Em Santa Catarina, o Banco de Desenvolvimento  -BADESC- está organizando plantadores de banana.
No Espírito Santo há o negócio com rochas ornamentais.
Na região de Nova Friburgo (RJ), onde é feita um quarto da moda íntima brasileira, os fabricantes vão dar origem a um arranjo produtivo muito sólido.
Em Recife tem o porto digital, num mesmo prédio, 20 ou 30 pequenas empresas de software vivem numa economia de aglomeração utilizando instalações comuns etc. 
Em São Paulo está amadurecendo uma iniciativa belíssima, patrocinada pela FIESP, em São José do Rio Preto, para estabelecer um parque industrial especializado em produzir jóias.
CC: E a pinga mineira ?
CL:  A pinga é uma beleza. Tem a marca regional "Cachaça de Minas" (*Cognac na França*)
e o governo de Minas já cadastrou 8500 alambiques individuais e está sendo praticada uma nova tecnologia para produzir e exportar cachaça de alta qualidade.
Tudo isso é amostra. Tenho a impressão de que nós vamos entrar num período em que essas experiências vão se multiplicar, até porque, se não for assim, o espaço para o empresário nacional vai ficar circunscrito à pequena empresa isolada, personagem muito frágil.
CC: Falando da experiência italiana, e européia em geral. Houve muito cuidado na preservação do pequeno negócio, porque isso tem importância para o emprego e até para a democracia, na verdade esparrama a propriedade. No Brasil foi o contrário, é uma devastação, na crise se morre.
CL:  É algo que estamos introduzindo no banco, ...  talvez não na extensão que eu gostaria, ... começamos a discutir se os projetos (Exemplo Centro Comercial) são ou não são convenientes, ... estimando com bastante precisão a geração de emprego, ... fazendo também a estimativa da destruição. (Analisando seu entorno)*
CC: Predadores ou ...
CL:  ... Ou não. Você teria de qualificar um pouco esse tipo de coisa. Tudo isso vai passar muito pela orientação das prefeituras nos seus planos de desenvolvimento urbano.
Em cidades européias você encontra no entorno das  PRAÇAS uma estrutura bastante fortalecida, onde se desenvolve o pequeno comércio, servindo sobre tudo como área de lazer e socialização. (*Nós da
- EFN - constatamos, que nas noites de sábado, a PRAÇA-Brasileira de uma cidade menor se torna 'programa' para muita gente da cidade grande.*)
CC: Aqui, na cidade grande, as praças morreram.
CL:  Exatamente. O fato de a praça ter morrido é uma lacuna na convivência das pessoas. Estou absolutamente convencido de que é extremamente importante estudar o que as pessoas fazem nas horas do não-trabalho.
CC: Quanto produz o não-trabalho ?
CL:  Atrás do não-trabalho existem fantásticas cadeias. Nós chegamos à conclusão de que provavelmente entre 12% e 15% da força de trabalho opera para atender as horas do não-trabalho.
CC: Lazer e entretenimento. 
CL:  Exatamente. Lazer e entretenimento no sentido mais amplo. 
Aí então você descobre que o lazer pode ser ...
produzido como mercadoria e utilizado individualmente, 
o lazer pode ser produzido coletivamente e utilizado coletivamente, 
e pode ser produzido individualmente e utilizado individualmente. 

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Até o papo jogado fora, se não tem valor de mercado, tem imenso valor na construção das relações.
Acho que, com isso, vamos robustecer a cultura do pequeno comércio, espaço de trocas também aditivas de informação e de convivência. Se desaparecer, degrada imensamente a qualidade de vida das pessoas.
Vou dizer uma coisa para vocês, não entendo por que as nossas prefeituras não se lançam a fazer experiências nesse segmento. Essas experiências têm uma característica, exigem muita organização para ser bem-sucedidas, mas o gasto é baixo.
CC: E o retorno é grande.
CL:  O retorno é grande. Cito um exemplo: se você estimular baile ao ar livre, é um sucesso monumental. Se você começar a olhar o que alguns prefeitos conseguiram, teu queixo vai ao chão. Blumenau com a Festa da Cerveja. Parintins inventou aquele negócio do boi.
CC: Os carnavais no Nordeste for de hora ...
CL:  As festas de São João no circuito de Caruaru a Campina Grande, a queima de fogos na passagem do ano nas praias do Rio ...

A minha tese é a seguinte:

Brasileiro não tem medo de praça cheia. 
E o lazer popular exige que a praça seja de todos.

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No BNDES estamos trabalhando com uma experiência muito interessante de turismo e inclusão social, idéia óbvia. Toda grande metrópole desenvolve nas suas periferias áreas que recolhem as pessoas para o lazer de fim de semana. Algumas dessas áreas são ocupadas por grupos de alta renda, outras por grupos de renda muito mais baixa.
A nossa idéia é estruturar essas áreas de maneira a dar oportunidade às pessoas do local de viverem desse espaço de lazer e às pessoas que vão gozar do lazer, a tê-lo de primeira qualidade. 
Vamos fazer isso em Ilha Grande, na Baía de Angra dos Reis.
Ilha Grande foi preservada como espaço maravilhoso porque havia o presídio, o presídio impediu que a especulação imobiliária loteasse a ilha. Ela passou para os tempos atuais como um paraíso e é o povo que o ocupa. Então, fazer isso na ilha não é muito difícil, estamos com um grupo trabalhando para desenvolver esse projeto. Se pudermos realizar um projeto similar em todas as cidades brasileira de porte médio e grande, seria uma maravilha.
CC: Até que ponto essa destruição, que deságua na demolição da praça, não passa por uma elite incompetente ?
CL:  Eu diria com muita tranqüilidade que os melhores momentos da elite brasileira são quando ela conversa com o povo. Isso na história brasileira só aconteceu em alguns momentos. Quando isso acontece, tem uma explosão de reações inter-culturais fecundas. Eu acho que estamos tendo um apartheid. Mas o nosso povo tem uma característica que deve ser sublinhada, ele é resistente e sobrevivente. Sempre que se faz um catálogo das dificuldades do povo brasileiro, a lista é angustiante: emprego, renda familiar, deficiência de educação, cobertura de saúde. E, apesar de tudo isso, sobrevive e sobrevive, com uma criatividade espantosa.

***

*Encerramos a entrevista neste ponto, informando, que houve ainda um aporte sobre a implantação futura de um Canal de TV comum, abrangendo um eixo em formação entre Caracas, Brasil e Buenos Aires, ainda não muito bem definido, gerando tensões na mídia envolvida. 
* complemento comentado,  por nós da - EFN -

***

Fala > Ivan Bursztyn <
  http://www.ivt-rj.net/caderno/anteriores/10/bursztyn/bursztyn4.htm 
"Na América Latina, e no Brasil em particular, a cartilha da globalização tem sido lida acriticamente.
Na última década, implementaram-se políticas de estabilização monetária e equilíbrio fiscal alicerçadas no tripé "desregulamentação", "privatização", e " "abertura comercial".
O desmonte da estrutura estatal, como era de se esperar, não apresentou bons resultados e os sinais de seu esgotamento abrem espaço para novas proposições.
A atual crise politica-econômica pode ser entendida como "uma crise das utopias, que expressa desencanto e perda de confiança no futuro, incidindo de modo corrosivo sobre os próprios paradigmas de um desenvolvimento econômico que produziu fantásticos desperdícios, desigualdade, exclusão social e degradação ambiental".

***

Pesquisando o assunto, procurando mais matéria,

Depoimento do Professor Carlos Lessa

no 'Site' do

falando sobre sociedade e turismo no quadrante problemático de Rio de Janeiro.

http://www.ivt-rj.net/caderno/anteriores/1/depoimento/depoi.htm ]

***

Nós da - EFN - gostaríamos   saber,  dos  nossos nobres governantes e representantes municipais, estaduais e federais, o que eles  estão pensando,  para  fomentar o consumo, ou seja promover o desenvolvimento ou o progresso do pobre consumidor brasileiro,  além de  impor mais pedágios, taxas e  impostos, é claro .

***

 
 
Pergunta ao 'Internauta'

- Qual é a sua opinião sobre a entrevista  'Nação e povo.na praça' ?

- Porque precisamos um novo conceito operacional, nacional ? 

- Será que estamos sendo esmagados entre dois pólos, 
   um em decomposição e outro ainda em formação embrionário ?

- Trabalhar cada vez mais, tendo cada vez menos dinheiro e tempo, para lazer e família é um conceito justificável ?

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