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Artigo de relevante interesse público ! |
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| Entrevista
CartaCapital
ANO XI Nº306 página 30 |
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Nação
e povo . na Praça |
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O
presidente do BNDES, Carlos Lessa, e a busca por um projeto
brasileiro de desenvolvimento e seus protagonistas |
|
- por
Bob Fernandes, Luiz Gonzaga Belluzzo e Mino Carta -
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Eleito
reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o professor
Carlos Lessa renunciou ao cargo: aceitou o convite do presidente
Lula para comandar o BNDES. |
| Lessa
entrou no Banco disposto a recuperar o papel da instituição como
protagonista ativo de uma nova etapa do desenvolvimento
brasileiro. |
| Na
entrevista Carlos Lessa fala ... |
|
. |
 | da cultura
brasileira, |
|
 | da formação de novos
atores no processo de desenvolvimento, |
|
 | da necessidade de
recuperar a praça pública como espaço de sociabilidade
democrática. |
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|
. |
CartaCapital:
Completamos 50
anos da
morte do presidente Getulio Vargas.
Qual é o legado do getulismo? |
| Carlos
Lessa: O importante
da era Vargas para o governante atual é recuperar a pauta de
questões estratégicas, como a profunda convicção de Vargas de
que era necessário robustecer e fortalecer a nação, associada
à idéia de que era impossível uma nação sem o povo nacional.
Vargas é o primeiro governante 'modernizador' do Brasil que dá
à cultura uma importância estratégica e a trata de uma forma
que nenhum outro governante brasileiro soube visitar. Vargas
colocava todas as linguagens, todos os estilos e todas as
manifestações dentro de um mesmo caldeirão cultural. |
| CC:
E qual é a lição
que sobra? |
| CL:
Eu diria que as
décadas de 80 e 90 compõem um período de desconstrução desse
discurso. |
| CC:
Qual é a ponte entre
Vargas remido e o que se pensa e pretende hoje? |
| CL:
...confesso estar
absolutamente encantado com a proposta de Gushiken e do Lula de
lançar uma campanha que diz que o melhor do Brasil é o
brasileiro, que emana de uma frase do Câmara Cascudo. |
|
(TV vídeo
clip: " Sou Brasileiro e não desisto nunca.") |
| CC:
Falemos de
política prática. |
CL:
Vou pegar por outro viés.
Na visão Vargas é absolutamente claro que o movimento central da
economia passa pela industrialização e que a industrialização
tem de ser produzida por uma articulação de apoios, onde os
interesses nacionais dão a pauta principal. Como não havia
empresariado brasileiro e nem a Krupp e nem a United Sates Steel
mostraram interesse, a CSN saiu como empresa estatal. O interesse
nacional era ter siderurgia de altos-fornos. Discurso esse que já
estava impregnados nos tenentes Pré-Primeira-Guerra-Mundial. |
| CC:
Na sua visão
hoje ... |
| CL:
Eu acho que continuamos exatamente na mesma coisa, ou seja, nós
não vamos poder incluir 50 milhões ou 60 milhões de brasileiros
e dar as dimensões globais do processo civilizatório se
perdermos intensidade nos vetores principais de desenvolvimento
das forças produtivas. Nós vamos ter de fazer de novo um grande
esforço para articular os interesses no Brasil, não vou nem
dizer brasileiros, em torno de um projeto de transformação
produtiva. |
| CC:
Que hoje estão
desarticulados. |
CL:
Estão desarticulados.
Eu fico me interrogando até que ponto é fácil ou difícil
realizar essa articulação.
... pois a política monetária não pode fazer duas coisas ao
mesmo tempo:
... ou seja, ser extremamente restritiva, diante do temor de uma
ressurgência inflacionária, defrontando-se com a questão dos
preços e dos salários e ser ao mesmo tempo sociável com a
sociedade civil, promovendo junto ao setor público a
articulação e o desenvolvimento das forças produtivas. |
| CC:
Desculpe a
provocação, mas parece que no Brasil de hoje a preocupação é
produzir dinheiro em lugar de bens. |
CL:
Nos momentos de especulação você tem sempre o fascínio de que
a compra e venda de qualquer coisa pode lhe gerar rentabilidade e
ganhos colossais. Quanto você converte isso na grande fronteira
de expansão, você desvia as forças todas nesse sentido.
Agora, isso acontece também porque não se consegue uma
alternativa. |
| CC:
O campo das
finanças não é um campo vasto demais no Brasil, em comparação
com o campo da produção? |
| CL:
Quando você pega pelo volume de operações e pela massa de
ganhos, quer dizer, pela porcentagem do PIB que essas operações
capturam, é muito grande. Quando você vai ver pelo lado dos
processos produtivos, é insignificante. |
CL:
O enigma se revela, sabendo, que a imensa maioria dos nossos agentes
financeiros não tem no crédito a sua motivação e a sua
atividade principal, tem nas operações de tesouraria. (*
ou
seja o governo alimenta e movimenta a ciranda financeira, lançando
Letras e Títulos pré e pós-fixados, cobrindo seus rombos *)
Outrossim pode se explicar como a economia brasileira consegue funcionar com
uma porcentagem de crédito tão pequena. (... todos as formas de
crédito no Brasil não chegam a 26% do PIB, enquanto no Chile é
de 60%, nos Estados Unidos 110%, na Alemanha 160% e na China 180%)
sabendo, que
existem poucas economias mais abertas do que o Brasil. |
|
. |
|
"Temos
uma economia aberta à cooperação com todos os países do
mundo.
Brasileiro não tem aversão às pessoas e coisas estrangeiras,
muito pelo contrário.
Das 500 maiores corporações do mundo, 400 estão no
Brasil." |
|
. |
...
o processo de privatização desmantelou o bloco das empresas
estatais.
... o que aconteceu foi um ato de transmutação (*do
nacional *) em multinacional
em diversos segmentos. (*captando poupança estrangeira para
manutenção e investimentos e/ou aplicação no mercado
financeiro brasileiro, realizando lucros, com posterior re-envio
para o exterior *) |
|
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|
"Aí
eu me pergunto onde é que estão
os protagonistas nacionais particulares ?" |
|
. |
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O
sonho da modernização na era Vargas passava por uma atividade
bem lúcida do Estado.
O Estado tinha de ser uma espécie de
parceiro de novos protagonistas.
E então esses protagonistas
surgiram. |
| CC:
O grande esquema
era fabricar os fabricantes, como disse Antonio Gramsci. |
| CL:
Expressão magnífica. Veja bem, a maior parte dos grandes grupos
nacionais nasceu durante o período Vargas, os grandes grupos de
papel e celulose, Votorantim, Petróleo Ipiranga, os grupos de
cimento. |
| |
|
"O
desenvolvimento das forças
produtivas de uma economia nacional são coisas que me preocupam
muito." |
| |
| A pergunta é a seguinte, que honestamente nesse momento não sei
responder: temos hoje condições de operar uma convocação
das centrais sindicais e dos empresários que controlam processos
formadores de preços, para juntos pactuarmos um processo de
contenção ? |
| |
| O
que posso dizer é o seguinte: temos de nos esforçar para que
haja a consciência da necessidade de um pacto desse tipo. |
|
. |
|
"Estou
absolutamente convencido de que vamos ter de nos dedicar de novo a
conseguir gestar novos protagonistas." |
|
. |
| CC:
Quem são os
protagonistas ou quem poderiam vir a ser. Pessoas ?
Organizações ? |
| CL:
Precisamos de novos protagonistas ligados aos processos
produtivos. |
| CC:
Exemplos.
CL: |
 | É extremamente importante robustecer a pequena produção
agrícola voltada para a economia de mercado.
"agricultura caipira" |
 | É extremamente
importante multiplicar esses personagens que existem em
algumas ilhas de prosperidade dentro do campo brasileiro. |
 | Existe também a
grande empresa agrícola ultra-eficiente no agrobusiness. |
|
|
. |
|
Leia
o Especial
da VEJA
de Sexta-feira,
24 de setembro de 2004 |
|
A
civilização do campo |
|
O
moderno agronegócio brasileiro é justamente a feliz reunião de
alta tecnologia, modernos equipamentos e crédito farto.
Saiba quem são e como vivem os protagonistas dessa revolução. |
|
. |
| CL:
O
meu problema é a "agricultura caipira", que tem
milhões e milhões de famílias que produzem quase para
autoconsumo, comercializam um excedente muito pequeno e não
estão articuladas nem no circuito de crédito nem no circuito de
mercado. No meu ponto de vista, a idéia do agrário tem no
fundiário apenas uma dimensão necessário, porém inteiramente
insuficiente. |
|
. |
|
O
que vai permitir a constituição de um organismo nacional mais
robusto é fazer com que esses centenas de milhares de
agricultores que eu estou chamando de "caipiras" se
articulem numa economia de mercado. |
|
. |
| ...
a idéia é de montar estruturas para fomentar colméias desses
produtores que se articulem com cadeias mais integradas ao consumo
... |
| ...
a tarefa não é simples, porque você tem ao mesmo tempo de
equacionar a questão destino para a produção e equacionar a
questão do suprimento de crédito. |
| CC:
Há bons exemplos
internacionais ? |
| CL:
Industrialmente, sim. Experiências européias nos ensinam muito,
especialmente a experiência italiana. Os italianos desenvolveram
um conceito muito interessante, o conceito da cooperação entre
as pequenas e médias empresas. Elas assumem as características
de uma grande empresa, naquilo que for fundamental. |
|
. |
|
"O
grande exemplo italiano é o conceito de cooperação entre
pequenas e médias empresas" |
|
. |
| CC:
Compras, crédito
? |
| CL:
Pode ser compras, pode ser acesso ao crédito, capital de giro,
pode ser certificação de qualidade, pode ser de Marca e
Patentes, pode ser nas estratégias de comercialização,
política de presença nas feiras, no desenvolvimento
tecnológico, na manutenção de maquinário, no treinamento e
capacitação de mão-de-obra, no controle. |
| CC:
No Brasil há
exemplos de organizações similares ? |
CL:
... nós temos percebido a aparição de organizações com essas características.
Eu suspeito que por trás de cada arranjo sempre existe uma
liderança que se confirma ante o conjunto dos atores. Essa
liderança pode ser individual ou de um grupo que
coordene os esforços. Algo que estamos tentando fazer é
estimular a universidade a realizar pesquisas, vamos dizer, no
processo histórico genético delas. |
| Em
Minas Gerais temos como exemplo a cidade de Nova Serrana, toda ela
dedicada á produção de calçados esportivos, englobando 700
empresas com quase 17 mil empregados e não há desemprego na
cidade. |
Em
rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves temos a Vinícola Aurora,
que reúne mais de 1200 pequenos agricultores, em média com até
5 hectares.
Os produtores de ametista estão querendo organizar também algo
parecida à Aurora.
Em Novo Hamburgo e São Leopoldo há uma empresa trading que
produz calçados, predominantemente femininos, nos mesmos moldes,
apoiado pelo BNDES, que não para de crescer. |
| Em
Santa Catarina, o Banco de Desenvolvimento -BADESC- está
organizando plantadores de banana. |
| No
Espírito Santo há o negócio com rochas ornamentais. |
| Na
região de Nova Friburgo (RJ), onde é feita um quarto da moda
íntima brasileira, os fabricantes vão dar origem a um arranjo
produtivo muito sólido. |
| Em
Recife tem o porto digital, num mesmo prédio, 20 ou 30 pequenas
empresas de software vivem numa economia de aglomeração
utilizando instalações comuns etc. |
| Em
São Paulo está amadurecendo uma iniciativa belíssima,
patrocinada pela FIESP, em São José do Rio Preto, para
estabelecer um parque industrial especializado em produzir jóias. |
| CC:
E a pinga mineira
? |
CL:
A pinga é uma beleza. Tem a marca regional "Cachaça de
Minas" (*Cognac na França*)
e o governo de Minas já cadastrou 8500 alambiques individuais e
está sendo praticada uma nova tecnologia para produzir e exportar
cachaça de alta qualidade. |
| Tudo
isso é amostra. Tenho a impressão de que nós vamos entrar num
período em que essas experiências vão se multiplicar, até
porque, se não for assim, o espaço para o empresário nacional
vai ficar circunscrito à pequena empresa isolada, personagem
muito frágil. |
| CC:
Falando da
experiência italiana, e européia em geral. Houve muito cuidado
na preservação do pequeno negócio, porque isso tem importância
para o emprego e até para a democracia, na verdade esparrama a propriedade.
No Brasil foi o contrário, é uma devastação, na crise se
morre. |
| CL:
É algo que estamos introduzindo no banco, ... talvez não
na extensão que eu gostaria, ... começamos a discutir se os
projetos (Exemplo Centro Comercial) são ou não são convenientes,
... estimando com bastante precisão a geração de emprego, ...
fazendo também a estimativa da destruição. (Analisando seu
entorno)* |
| CC:
Predadores ou ... |
CL:
... Ou não. Você teria de qualificar um pouco esse tipo de
coisa. Tudo isso vai passar muito pela orientação das
prefeituras nos seus planos de desenvolvimento urbano.
Em cidades européias você encontra no entorno das PRAÇAS
uma estrutura bastante fortalecida, onde se desenvolve o pequeno
comércio, servindo sobre tudo como área de lazer e
socialização. (*Nós da - EFN
- constatamos, que
nas noites de sábado, a PRAÇA-Brasileira de uma cidade menor se
torna 'programa' para muita gente da cidade grande.*) |
| CC:
Aqui, na cidade
grande, as praças morreram. |
| CL:
Exatamente. O fato de a praça ter morrido é uma lacuna na
convivência das pessoas. Estou absolutamente convencido de que é
extremamente importante estudar o que as pessoas fazem nas horas
do não-trabalho. |
| CC:
Quanto produz o
não-trabalho ? |
| CL:
Atrás do não-trabalho existem fantásticas cadeias. Nós
chegamos à conclusão de que provavelmente entre 12% e 15% da
força de trabalho opera para atender as horas do não-trabalho. |
| CC:
Lazer e
entretenimento. |
CL:
Exatamente. Lazer e entretenimento no sentido mais amplo.
Aí então você descobre que o lazer pode ser ... |
 |
produzido como mercadoria e utilizado individualmente, |
 |
o lazer pode ser produzido coletivamente e utilizado
coletivamente, |
 |
e pode ser produzido individualmente e utilizado
individualmente. |
|
|
. |
| Até
o papo jogado fora, se não tem valor de mercado, tem imenso valor
na construção das relações. |
| Acho
que, com isso, vamos robustecer a cultura do pequeno comércio,
espaço de trocas também aditivas de informação e de
convivência. Se desaparecer, degrada imensamente a qualidade de
vida das pessoas. |
| Vou
dizer uma coisa para vocês, não entendo por que as nossas
prefeituras não se lançam a fazer experiências nesse segmento.
Essas experiências têm uma característica, exigem muita
organização para ser bem-sucedidas, mas o gasto é baixo. |
| CC:
E o retorno é
grande. |
| CL:
O retorno é grande. Cito um exemplo: se você estimular baile ao
ar livre, é um sucesso monumental. Se você começar a olhar o
que alguns prefeitos conseguiram, teu queixo vai ao chão.
Blumenau com a Festa da Cerveja. Parintins inventou aquele
negócio do boi. |
| CC:
Os carnavais no
Nordeste for de hora ... |
| CL:
As festas de São João no circuito de Caruaru a Campina Grande, a
queima de fogos na passagem do ano nas praias do Rio ... |
|
A minha
tese é a seguinte: |
|
Brasileiro não tem medo de praça
cheia.
E o lazer popular exige que a praça seja de todos. |
|
. |
| No
BNDES estamos trabalhando com uma experiência muito interessante
de turismo e inclusão social, idéia óbvia. Toda grande
metrópole desenvolve nas suas periferias áreas que recolhem as
pessoas para o lazer de fim de semana. Algumas dessas áreas são
ocupadas por grupos de alta renda, outras por grupos de renda
muito mais baixa. |
| A
nossa idéia é estruturar essas áreas de maneira a dar
oportunidade às pessoas do local de viverem desse espaço de
lazer e às pessoas que vão gozar do lazer, a tê-lo de primeira
qualidade. |
| Vamos
fazer isso em Ilha Grande, na Baía de Angra dos Reis. |
| Ilha
Grande foi preservada como espaço maravilhoso porque havia o
presídio, o presídio impediu que a especulação imobiliária
loteasse a ilha. Ela passou para os tempos atuais como um paraíso
e é o povo que o ocupa. Então, fazer isso na ilha não é muito difícil,
estamos com um grupo trabalhando para desenvolver esse projeto. Se
pudermos realizar um projeto similar em todas as cidades
brasileira de porte médio e grande, seria uma maravilha. |
| CC:
Até que ponto
essa destruição, que deságua na demolição da praça, não
passa por uma elite incompetente ? |
| CL:
Eu diria com muita tranqüilidade que os melhores momentos da
elite brasileira são quando ela conversa com o povo. Isso na
história brasileira só aconteceu em alguns momentos. Quando isso
acontece, tem uma explosão de reações inter-culturais fecundas.
Eu acho que estamos tendo um apartheid. Mas o nosso povo
tem uma característica que deve ser sublinhada, ele é resistente
e sobrevivente. Sempre que se faz um catálogo das dificuldades do
povo brasileiro, a lista é angustiante: emprego, renda familiar,
deficiência de educação, cobertura de saúde. E, apesar de tudo
isso, sobrevive e sobrevive, com uma criatividade espantosa. |
|
*** |
| *Encerramos a entrevista
neste ponto, informando, que houve ainda um aporte sobre a implantação
futura de um Canal de TV comum, abrangendo um eixo em formação
entre Caracas, Brasil e Buenos Aires, ainda não muito bem definido, gerando tensões na mídia envolvida. |
| * complemento
comentado, por nós da - EFN
- |
|
*** |
| Fala
> Ivan Bursztyn < |
| http://www.ivt-rj.net/caderno/anteriores/10/bursztyn/bursztyn4.htm |
| "Na
América Latina, e no Brasil em particular, a cartilha da
globalização tem sido lida acriticamente. |
| Na
última década, implementaram-se políticas de estabilização
monetária e equilíbrio fiscal alicerçadas no tripé
"desregulamentação", "privatização", e
" "abertura comercial". |
| O
desmonte da estrutura estatal, como era de se esperar, não
apresentou bons resultados e os sinais de seu esgotamento abrem
espaço para novas proposições. |
| A
atual crise politica-econômica pode ser entendida como "uma
crise das utopias, que expressa desencanto e perda de confiança
no futuro, incidindo de modo corrosivo sobre os próprios
paradigmas de um desenvolvimento econômico que produziu
fantásticos desperdícios, desigualdade, exclusão social e
degradação ambiental". |
|
*** |
|
Pesquisando o
assunto, procurando mais matéria, |
|
Depoimento
do Professor Carlos Lessa |
|
no
'Site' do |
|
falando sobre
sociedade e turismo no quadrante problemático de Rio de Janeiro. |
|
[ http://www.ivt-rj.net/caderno/anteriores/1/depoimento/depoi.htm
] |
|
*** |
|
Nós da
- EFN
- gostaríamos
saber, dos nossos nobres governantes e representantes
municipais, estaduais e federais, o que eles estão pensando, para
fomentar o consumo, ou
seja promover o desenvolvimento ou o progresso
do pobre consumidor
brasileiro, além de
impor mais pedágios, taxas e impostos, é claro .
|
|
***
|
| |
| |
| Pergunta ao 'Internauta' |
|
-
Qual é a sua opinião sobre a entrevista 'Nação e povo.na
praça' ? |
|
-
Porque precisamos um novo conceito operacional, nacional ? |
|
-
Será que estamos sendo esmagados entre dois pólos,
um em decomposição e outro ainda em formação embrionário
? |
|
-
Trabalhar cada vez mais, tendo cada vez menos
dinheiro e tempo, para lazer e família é um
conceito justificável ? |
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