| ainda sobre o ponto | ||||||||||||
| O que mais me incentivou a publicar O Ponto foi o fato de ter sinceramente me surpreendido com os amigos e professores que o liam; falavam sobre ele de forma autorit�ria, discutindo e argumentando com entusiasmo e determina��o determinadas passagens, ou O ponto em si; contrapunham-se as minhas opini�es deixando de lado os meus pontos de vista sobre est� obra que eu considerava at� ent�o minha. Ao mesmo tempo que uma estranheza tomava conta do meu ser, sempre a certeza da meta, assim deixava cada vez mais de falar sobre O ponto. N�o importava mais provar minha inten��o filos�fica e sim deixar cair por terra todas as minhas meras opini�es; passei ent�o a ouvir com mais aten��o o que era dito sobre a obra; entendi ent�o que O ponto , de carater impessoal acabava por dissolver a dualidade do pensamento,do pr�prio pensamento enquanto linguagem l�gica, surgindo da� uma linguagem fluente e significativa, no sentido em que fala a pr�pria exist�ncia, "tentando" captar outras dimens�es do pensamento, que j� n�o pensa por si a dualidade, a contradi��o e sim o pensamento aparente de uma unidade racional/emocional. Em outra palavras, a dualidade dos opostos bem e mal t�picos da racionalidade a� transgridem tomando uma nova forma entre sentir/pensar, uma outra "anatomia"numa nova dimens�o do ser, da sua pr�pria exist�ncia. A linguagem do Ponto abrange o indiv�duo pessoalmente penetrando tamb�m no campo da impessoalidade que � a universalidade do sentir/pensar; a unidade das qualidades que se apresentam expressas numa unidade entre micro e macrocosmos. Este campo do pensar que se aproxima da mitologia estaria intimamente ligado ao ser do homem; todo homem conhece aquilo que � seu, que lhe foi dado por alguma ess�ncia divina...A poesia, a voz da alma, enfim o eterno retorno de um livre pensar. Desta forma meus amigos me estimularam a publicar este livro escrito desde 1986, porque me fizeram acreditar que eu poderia escrever o que n�o era s� meu, mas deles tamb�m e por tabelinha de todos os homens que seguissem este tipo de procura. Isto me deu autonomia para me tornar um signo tamb�m da verdade, ou melhor, minha filosofia poderia vir a ser o portal para ultrapassagem de um est�gio humano � crian�a nietzschiana. Resolvi ent�o tornar p�blica esta obra e espero que o caro leitor possa dela retirar o seu tudo, ou seja, a luz do sol que brilha no peito de todo homem criador. natalicaseir |
||||||||||||
| In�cio | ||||||||||||
| O ponto | ||||||||||||
| voltar sobre o ponto por natalicaseir |
||||||||||||