Exposição/Instalação Retalhos do Cosmos


Foi um branco, uma falta de visão da realidade; aquela que quando piso no chão sei que estou viva e que só Deus (ou algo abstrato que não posso pegar) me ampara, para que eu obtenha maior segurança no andar, nos passos certos do meu destino: que é a minha realização como ser vivo, que cumpre ou cumpriu sua tarefa de ser um ser vivo e viver.
Este branco, que é esse apelo ‘Retalhos do Cosmos’, ou essa resposta à vida, num estado de estar; representa o meu desafio, o meu estado de ansiedade que procura ser plena no momento da obra. Esta linguagem é a mensagem, que é a minha visão, que sou eu, conjuntamente com o Todo, que é a minha certeza de estar viva para ser destino.
Esta realização é plena e segura e é humana. A humanidade fazendo parte do todo e o todo fazendo parte do meu todo, que faz parte da minha visão do mundo que se reflete nesta pintura que é o quase branco, uma visão, talvez ofuscada pelo sol refletindo caminhos e equilíbrios. Faiscando saídas e emitindo flores, segmentos e cores.
Este meu arsenal é o que apresento e espero respostas.
Esta minha penúltima referência artística revela um estado de alma; que fique à sabedoria de cada indivíduo revela-la a si próprio.
           Natali Caseir 2002








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