Marilena Chauí introdução a historia da filosofia

A política de Aristóteles segundo Marilena Chaui está no motor imóvel, a autarquia. Ela ressalta Deus como fonte de todo bem aventurado, porque Deus é auto-suficiente. O homem não tem essa plenitude mas pode deseja-la. O homem pode imitar essa plenitude pela amizade que é parte do divino e por isso faz parte da polis. Para começar a analisar a obra de Aristóteles Marilena Chauí parte da Ética a Nicomaco, na qual Aristóteles analisa  a diferenças entre as ciência produtivas e as ciências praticas. As praticas são superiores as produtivas.

 

A marca de Aristóteles está no pensamento ocidental em que a razão o logos   da lógica e da metafísica estão nas três teses aristotelicas    que permaneceram no pensamento político e que se destaca: o Estado justo ou perfeito é uma comunidade uma e indivisa. A finalidade do Estado é o sumo bem. Na época de Aristóteles, as principais cidade-Estados eram Atenas e Esparta. Para o povo grego, a noção de nacionalidade era de fundamental importância. Porque os cidadãos dentro do território nacional tinham garantia de vida e de liberdade. Ao passo que do território nacional o indivíduo poderia ser preso e vendido como escravo, tal como aconteceu com Platão, quando em u ma de suas viagens fora da cidade foi preso e vendido como escravo. O homem é um animal por natureza (zoon politikon) e por natureza o homem procura viver em comunidade. Anteriormente as comunidades eram apenas as famílias isto ates do surgimento da cidade. Existia então o lar (oikos), que é constituído pela relação conjugal, homem e mulher, senhor e escravo ou sobre pais e filhos. A comunidade política é o fim que tende a comunidade familiar e a aldeia. Toda comunidade se agrupa visando o bem do ser humano.

As constituições e o regimes políticos: os estados se distinguem pelo tipo de constituição ou de autoridade de governo. Neste caso temos a realeza. O governo de alguns, baseado na virtude ética do governante, é a aristocracia. O governo de todos, baseado na liberdade e na igualdade perante a lei. É o governo constitucional ou popular.

Os cidadãos. A vida ética e o bem viver se realiza na cidade. Segundo Marilena Chauí, esta é a posição de Aristóteles e de todos os gregos da Grécia clássica. São as atividades política que faz com que o homem seja virtuoso. Mais afinal quem são os cidadãos? são apenas 10% da população. São homens maiores de idade, livres e que nasceram em território da cidade ou do Estado. Os outros 90% da população não tem direitos políticos, são eles: mulheres, crianças e escravos. Neste caso o único, o único que não possui direito nenhum é o escravo. Este depende inteiramente do seu senhor. Os demais, mulheres, crianças e estrangeiros, não possui apenas os direitos políticos mas os direitos civis e sociais lhe são preservados.

Aqui a autora salienta a Grécia de Aristóteles no que se refere ao cidadão. Ser cidadão é participar diretamente do governo, das magistraturas, dos tribunais, e assembléias. Agora então será feita uma breve definição do que é ser escravo no mundo grego. Para Aristóteles é um instrumento dotado de voz, ou seja, o escravo também é um ser humano, no qual a alma não vai alem da imaginação. Para aceitá-lo estabelece uma serie de concessões, tais como: nenhum grego escraviza outro grego, os interesses do  senhor e do escravo são os mesmos, ou seja, o senhor garante a vida do escravo e o escravo garante o sustento e a riqueza do senhor. A todo escravo deve ser dado a esperança de emancipação.

O conceito da política de Aristóteles é a justiça, tal como na política de Platão. Quanto aos regimes políticas, podemos citar a realeza, aristocracia, tirania, oligarquia e democracia. Deste ultimo é um governo para todos. É popular e constitucional que promete a liberdade e a igualdade, parem é um governo anárquico com pobreza excessiva.  Independentemente da de sua constituição, toda cidade existe para cumprir um fim e esse tem que ser o mais perfeito possível em decorrência do tipo de constituição. 

Cidadania justa e perfeita e a corrupção dos regimes. Segundo Marilena Chauí, poucas vez Aristóteles foi contestado, principalmente depois que se trans formou em filosofo oficial da igreja católica romana. Julgava que as heresias iam contra as idéias do filosofo. Segundo Aristóteles os regimes vão degenerando, ou seja, a realeza degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia, o regime constitucional popular degenera para democracia. Deste ultimo as degenerações acontecem porque os dirigentes se transformam em demagogos. 

 

               

 

 

 

 

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