O legado - parte final
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Um dia se passa, os x-men dormem o sono dos justos, eles tem direito � pelo menos uma noite tranq�ila j� que o dia foi horr�vel. Vampira n�o olha na cara de Gambit, Jubileu est� muito magoada com Wolverine, Xavier tem um peso secreto na sua consci�ncia. Agora, � a chance de se recolocar tudo em ordem.
Narrador: Remy LeBeau vai conversar com o professor X.
Gambit: Bom Dia, professor, precisamos conversar...
Xavier: Sobre Vampira.
Gambit: Ora?! Pensei que fosse contra invadir mentes?!
Xavier: Eu n�o "invadi" a sua mente Remy, mas na situa��o atual, � previs�vel que voc� s� tenha Vampira em mente.
Gambit: Mas foi dela que vim falar mesmo. Quando o senhor vai apagar a crian�a da mente de Cherry?
Xavier: Eu n�o tenho certeza de que esse � um meio vi�vel para resolver a situa��o.
Gambit: Por favor professor. Cherre est� sofrendo, isolada, e me odiando cada vez mais. Fa�a isso por Vampira, por mim, por todos n�s.
Xavier: ...eu juro que vou pensar seriamente sobre o assunto Remy.
Gambit: ... Pensar n�o � o suficiente!!
Remy sai nervoso. Charles Francis Xavier n�o sabe mais o que � certo, ele s� sabe que essa intr�ga tem que acabar... hoje.
Narrador: Jubileu procura Wolverine nos bosques ao redor da mans�o, para conversar sobre o acontecimento do dia anterior.
Jubileu: Wolvi! Voc� t� ai? A gente tem que bater um papo!
Logan: Fala guria...
Jubileu: Ainda t� bravo comigo?
Logan: N�o, eu pensei e vi que tava errado crian�a, c� pode namora o Sam, ele � um bom garoto.
Jubileu: Eu n�o vim pedir o seu consentimento, a gente ia namora com ou sem a sua aprova��o.
Logan: Ent�o o que c� qu� aqui?
Jubileu: Dizer que te amo, que n�o quero voc� bravo comigo e que eu sou muito crescida para tomar minhas pr�prias decis�es...
Narrador: Jubileu abra�a Logan.
Jubileu: ...j� atravessei o universo, estive a beira da morte, enfrentei terr�veis vil�es, sei o suficiente sobre ser respons�vel e eu tenho que te agradecer...
Logan: Por que?
Jubileu: Por que foi voc� que me ensinou tudo isso, bobinho.
Logan: E n�o tem id�ia de como estou orgulhoso
Narrador: Mas o que ser� que a Vampira vai fazer no quarto do Gambit? Ela entra sorrateiramente. A su�te do Gambit � bem arrumada, mobiliada do jeito que o Gambit gosta. A cama bem espa�osa, de casal, � claro! Televis�o 29 polegadas, DVD, ch�o frio. Um div�! E � claro, o super arm�rio de m�gno. Se tem uma coisa que o Gambit sabe fazer,� se vestir bem. Ela abre o arm�rio, tira uma tesoura do bolso e come�a a rasgar e cortar as roupas do pobre cajun. O banheiro da su�te se abre. Gambit sai do chuveiro com uma toalha enrolada na cintura. Assim que v� Vampira, "esperando ele no quarto", esbo�a um sorriso maldoso. Mas logo depois v� o que trouxe vampira ao seu quarto:
Gambit: Loucura!!!!! Mon Dieu, minhas roupas!!!
Vampira: Como voc� n�o vai embora dessa casa, eu estou tendo que tirar as suas coisas pouco a pouco. Quem sabe assim voc� n�o se manda?
Gambit: Ai, minha camisa social de seda branqu�ssima do Yves Saint-Lourent!!! Eu vou sentir a sua falta, minha querida cal�a caqui do Georgi Armani... Tadinhas das minhas cuecas da Calvin Klein... Um dia eu compro voc� de novo, meu sobretudo preto do Givanchi. Meu Deus, cad� o meu sobretudo verde musgo de estima��o?
Vampira: No al�m. Que � para onde voc� vai tamb�m!!!
Vampira levanta v�o em dire��o a Gambit com a tesoura na m�o com a certeza de que al� acabar� sua dor, com a morte daquele terr�vel homem. Faltando 50 cent�metros para cravar a tesoura no peito de Gambit, ela para no ar e deixa a tesoura cair no ch�o, gra�as a um comando ps�quico de Xavier.
Xavier: Vampira, chega!!
Vampira: O que voc� quer? Voc� nunca fez nada de util! Nunca fez nada pelos meus poderes, ou pelo meu bebe, ou por nenhum de n�s! Voc� � uma grande farsa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Xavier: Acredite crian�a, isso vai doer mais em mim do que em voc�.
Xavier entra na mente de Vampira, � dificil ver alguma coisa
numa mente t�o pertubada, mas ele v�. V� Remy cercado por fogo � beira de um
precip�cio, representa o �dio, mas n�o � a origem dos problemas.
Ele v� M�stica, Joseph brigando
com Magneto, os x-men numa �rea pac�fica, o amor pelos amigos persistiu, ele v� uma
vida de magoa, tristeza e alegria, v� seus sentimentos mais profundos, talvez depois de
tudo isso, Vampira o odeie. Finalmente encontra... a forma astral de Vampira. Para a
surpresa de Xavier, ela segura um beb� no colo. Agora tudo se encaixa: no momento do
nascimento, a vida do beb� foi sugada por Vampira, logo sua mente tamb�m. Ele estava
persistindo dentro da cabe�a dela, tanto que ela acreditava que o pequeno Charles estava
vivo. Quando Gambit convenceu Vampira de que o beb� estava morto, a mente da pequena
criatura sentiu essa atitude como um poderoso repelente, criando um sentimento de �dio em
rela��o ao Cajun. Agora, depende do professor separar m�e e filho.
Xavier: [Deixe-o ir Vampira, ele n�o pertence mais a esse mundo.]
Vampira: [N�o professor, ele � meu, ele precisa de mim.]
Xavier: [Ele n�o existe mais, ele est� morto, voc� est� sustentando um alma transtornada, assim como Carol Denvers. Ele n�o quer a sua companhia, ele quer te dominar.]
Vampira: [N�o � verdade, voc� est� com ci�mes porque Legi�o est� morto e voc� n�o tem mais nenhum filho.]
Xavier: [Vampira, eu sei que n�o � voc� falando, tem que se livrar da crian�a.]
Vampira: [Eu n�o consigo... me ajude professor!!!!!!!]
O Professor X em sua vasta experi�ncia psicocin�tica, toma a crian�a dos bra�os de Vampira e a coloca num ber�o que evapora no ar criando uma forte descarga energ�tica, expulsando os dois do plano astral.
Gambit: Ma bella, voc� est� bem?
Vampira: Remy!!!!! Meu deus! Me perdoe, me perdoe por tudo. Eu estava fora do meu normal, me perdoe pelo soco, pelas ofensas, por te trair, por tudo!
Remy envolve Vampira com uma toalha e lhe abra�a com for�a.
Gambit: Por favor ma petit, n�o fale nada. N�s estamos juntos de novo, e dessa vez nada vai nos separar. Voc� quer ficar comigo, n�o quer?
Vampira: Quero, eu te amo Remy, te amo mesmo! E agora o meu filho pode descansar.
O casal se abra�a, os x-men apenas observam, felizes que tudo acabou bem. Eles merecia um final feliz, se � que esse � o final.
Narrador: M�stica entra no laborat�rio de Sinistro.
M�stica: Nathaniel, eu mudei de id�ia, n�o quero mais fazer isso!
Sinistro: Tarde demais, j� comecei o processo. Veja, j� est� quase completo.
M�stica: � verdade, mas n�o est� como combinamos.
Sinistro: Claro, no estado inicial, n�o me seria �til.
M�stica: Voc� me enganou! Quebrou o acordo.
Sinistro: A rec�proca � verdadeira!! Pois se foi voc� que acabou de chegar dizendo que mudou de id�ia?!
M�stica: Voc� � esperto Sinistro, mas vai pagar caro por me desafiar... nem que eu tenha que recorrer aos x-men.
Fim