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Notícias...
A memória de Mestre Cordeiro no Alqueidão
A Filarmónica das Cortes, no âmbito
das comemorações dos seus 125 anos, deliberou homenagear
um dos seus associados e filhos ilustres - o Mestre António
Cordeiro Gonçalves, propondo a realização de
um busto em alto relevo inserido numa placa evocativa para colocar
na casa onde ele nasceu em 29 de Julho de 1929, no Alqueidão
das Cortes. Essa proposta foi aceite sem reservas e a iniciativa
foi em frente.
Tal como indicámos na última edição,
essa homenagem teve duas fases.
A primeira constou de missa na igreja paroquial
no dia 29 de Julho, data do aniversário natalício
do Mestre Cordeiro e também da sua morte. Foi celebrada pelo
Pároco que se referiu ao evocado em tons elogiosos. O Coro
da Igreja deu o seu contributo com cânticos alusivos e a própria
Filarmónica das Cortes interpretou uma peça no final
da celebração. Estiveram presentes alguns familiares
do Mestre, especialmente o seu filho, Professor Vítor Cordeiro,
aliás actual Presidente da Assembleia Geral da Filarmónica
das Cortes, a esposa deste e outros responsáveis como o Presidente
da Direcção da Filarmónica, Gabriel Vieira,
a Presidente da Assembleia Geral da Federação Distrital
de Bandas, Dra. Esmeralda Faria, a Directora da Casa-Museu João
Soares, Dra. Ana Mercedes, e o Presidente da Junta de Freguesia,
José Alves, entre outros.
A segunda foi a homenagem propriamente dita, no
Largo dos Cordeiros, no Alqueidão. Foi no dia 2 de Agosto,
pelas 17 horas, numa tarde ensombrada pela vaga de incêndios
que varreram a zona serrana da freguesia das Cortes. Com os principais
responsáveis autárquicos da Junta, do Concelho e do
Distrito ocupados na gestão da crise levantada pelos incêndios,
foram os seus representantes ou delegados que estiveram no Alqueidão
para assistir ao descerramento da lápide e busto em alto
relevo evocativos de António Cordeiro Gonçalves, músico,
mestre, compositor, cidadão e cortesense ilustre. É
um trabalho artístico da autoria do escultor Fernando Marques,
da Abadia, que uma vez mais colaborou graciosamente com a Filarmónica
das Cortes.
No Largo dos Cordeiro formaram as duas Filarmónicas
que mais tempo tiveram o privilégio de contar com a colaboração
do Mestre Cordeiro - a das Cortes e a da Caranguejeira. Cada uma
tocou o seu hino e depois, as duas, cantaram uma peça da
autoria do Mestre Cordeiro. O Presidente da Direcção
da Filarmónica, Gabriel Vieira, acompanhado pelos representantes
da Câmara e do Governo Civil, descerrou então a lápide,
que estava coberta com a bandeira nacional, sendo o acto aplaudido
pelo público e bandas presentes, mais os representantes das
bandas dos Pousos, das Chãs e do Arrabal e ainda um representante
do Orfeão de Leiria.
Tiveram então lugar os discursos da praxe,
primeiro o do Presidente da Direcção da Filarmónica
das Cortes, Gabriel Vieira, que sintetizou a biografia de António
Cordeiro Gonçalves, enaltecendo os seus atributos de homem
e de músico e agradecendo ainda ao escultor Fernando Marques
a sua colaboração artística.
Outros teceriam ainda algumas considerações,
terminando a sessão com a intervenção do Professor
Vítor Cordeiro Gonçalves, filho do Mestre Cordeiro,
o qual agradeceu publicamente a homenagem e o marco que fica a perpetuar
a memória do pai naquela casa do Alqueidão onde nasceu.
Referiria ainda uma curiosidade importante: tinha consigo um CD
editado pela UNESCO com músicas de bandas filarmónicas
de todo o mundo, sendo que a banda portuguesa interpretava um tema
do Mestre Cordeiro designado "Os meus 82 [anos]". Disso
falaremos proximamente.
No Largo dos Cordeiros foram dispostas depois algumas
mesas onde teve lugar um pequeno lanche de convívio. Com
Mestre Cordeiro lá na placa, olhando placidamente estes que
agora o evocaram, certamente satisfeito por o seu trabalho ser reconhecido
e a sua memória ficar agora bem patenteada.
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