O
Reggae é um dos sons mais curtidos pela galera surfista,
skatistas
e moçada da geração saúde.
Através
de Bob Marley, o mundo descobriu o Reggae,
a
filosofia rastafari e a Jamaica conquistou o seu espaço no mapa.
Direto
das raízes, dos ritmos negros que estimulam
uma
batida mais primitiva, o Reggae tem aquela ginga,
que
exalta os ânimos sem agressividade.
Sem
se dar conta, você é levado pelo ritmo.
Quase
que hipnoticamente,
a
melodia convida a dar uma quebradinha nos joelhos e,
quando
menos se espera,
o
corpo já está no balanço do Reggae.
Liberdade
é a palavra de ordem, liberdade de corpo e da mente.
O
Reggae rola solto ou agarradinho.
Entregue-se
ao balanço, porque Reggae é isso aí.
Jah
Rastafari prá você!
Mais sobre o Reggae
História do Reggae
O
Reggae é uma potente força espiritual ouvida e
compreendida
em todo mundo.
É
capaz de envolver a alma completamente através de maravilhosos
arranjos
de melodia e ritmos provenientes de todos os lados do globo.
A
Jah Music energiza, pulsa, vibra,
liberando
ondas de energia que Inspiram e
auxiliam
na produção de sons criativos;
seu
timing é o mesmo da ausência do verdadeiro amor,
com
um poder que não conhece barreiras nem limites.
Essa
mágica harmônica rítmica traz um prazer especial às
músicas de
Reggae:
o mundo parece buscar através de seu interminável, uma maneira
de voltar-se para si mesmo e, dessa maneira, fortalecer todo universo interior.
As
ligações entre o reggae e o movimento (religioso, filosófico,
político)
rastafari
são profundas, amplas e complexas.
Ambos
representam um dos mais notáveis esforços humanos de reconstrução,
a
reconstrução da dignidade, do destino e da cultura de um
povo.
Se
para quem está de fora, o reggae parece belo, mas misterioso,
e
o rastafarianismo ingênuo, é porque ambos são frutos
de séculos de experiência vivida, sofrida, algo que não
se empresta nem se divide.
Ambos
são gestos de fé e, embora toda a razão do mundo possa
debater e
condenar
o objeto da fé, sua mais íntima natureza permanece secreta
e
maravilhosa no coração dos homens.
Nem
todo Reggae é rastafari.
Como
música, o Reggae segue um caminho tortuoso, mas contínuo,
que
começa quando uma das formas musicais nativas da Jamaica,
o
mento, deixa-se contaminar pelas emissões de Rhythym'n blues americanas,
via
rádio, nos anos 1940-1949, e adquire uma forma nova, de ritmo mais
complexo, incorporando metais, o Ska.
Nos
anos 1950-1959 e 1960-1969, o Ska segue seu próprio caminho evolutivo,
inclusive,
gerando a primeira banda superstar da Jamaica, os Skatalites.
A
influência da soul music dos anos 1960-1969, a ascendência
do
Instrumental
eletrônico, baixo e guitarra, e uma nova realidade social e política,
independente em 1962, a Jamaica começou a conhecer o êxodo
rural e
o
crescimento das favelas urbanas, com sua inevitável tensão
de desigualdade, serviram de caldeirão para a transformação
do SKA em rock steady.
No
final dos anos 1960-1969, com uma nova geração de músicos,
tentando
novos jeitos de tocar o rock steady,
com
a cabeça ou atenta aos cânticos rastafaris,
que
puxavam pelo lado africano, enfatizando a repetição rítmica
ou,
assumidamente,
ligada ao movimento, com a pressão social
em
alta voltagem, nas ruas, nasce, enfim, o reggae,
inicialmente
grafado Reggay, seu nome é critico.
BOB
MARLEY acreditava que queria dizer "Músicas dos Reis",
mas
os músicos mais velhos se lembram de que era uma gíria
muito
comum em Trench Town,
o
gueto principal de Kingston, Capital da Jamaica -
queria
dizer "coisa de rua", "sem importância" ou "íntima".
Como
nessa época, o rastafarianismo ganhava corpo na sociedade
urbana
e independente da Jamaica, foi quase natural que ele fizesse
o
Reggae sua manifestação pública e BOB MARLEY,
em
sua infatigável cruzada, levasse ao mundo os
princípios
deste misto de religião e atitude política.
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