Doen�as da Tire�ide

A preval�ncia de doen�as da tire�ide depende dos crit�rios utilizados para diagn�stico e da popula��o estudada, variando de 0,6 a 17,5%. Em rastreamento de fun��o tireoidiana em 25.862 mulheres americanas, a preval�ncia de TSH elevado foi de 9,5%. No nosso meio n�o existem estudos para determinar com certeza estes dados, por�m sabe-se que, em regi�es iodoprivas, esta incid�ncia tende a ser mais elevada. Os n�dulos da tire�ide s�o mais comuns na mulher e aumentam de freq��ncia com a idade. S�o encontrados � palpa��o em 5,3 a 6,4% das mulheres, por�m, em achados de necr�psia a incid�ncia aumenta para cerca de 50 a 60% .

GDNet http://www.aace.com/clin/guides/thyroid_guide.html http://www.aace.com/clin/guides/nodule.html http://www.thyroid.com Visita peri�dica Hipertireoidismo e hipotireoidismo. Como diagnosticar e tratar. Rev. Bras. Med. 1996; 53(6): 449-60 Burch, HB. Evaluation and management of the solid thyroid nodule. Endocrinol. Metab. North Am. 1996; 24 (3): 663-7. Diretrizes para tratamento de pacientes com hipertireoidismo e hipotireoidismo. JAMA 1995; 273:808-12.

Estudo dirigido Parte 1. Testes da fun��o tiroideana 1- Esquematize o mecanismo de produ��o, a��o e feed-back dos horm�nios da tire�ide.

2- Porque � melhor dosar o T4 livre e n�o o T4 total ? Apenas o horm�nio livre ou n�o ligado � dispon�vel para os tecidos. O estado metab�lico correlaciona-se mais estreitamente com a concentra��o de horm�nio livre, sendo a regula��o homeost�tica da fun��o tire�idea orientada para a manuten��o de uma concentra��o normal de horm�nio livre.

3- Que exame deve ser utilizado para screening de doen�as da tire�ide ? Em que popula��es ? Medida s�rica de TSH no estado basal, teste de 2� e 3� gera��es. Devem ser feitos em popula��es com suspeita cl�nica de doen�as da tire�ide.

4- Quando solicitar Capta��o de T3, T4 total e �ndice de tiroxina livre? Devem ser solicitados nos casos de TSH < 0,1 mU/ml e para avalia��o de tratamento de hipertireoidismo, nestes casos. Todos eles v�o estar altos.

5- Cite 8 situa��es em que a capta��o de iodo radioativo est� elevada ou baixa. Tireotoxicose Elevada Baixa Produ��o excessiva de TSH Tireoidite subaguda Doen�a de Graves Tireoidite cr�nica com tireotoxicose transit�ria Tumor trofobl�stico Toxicose por hamburguer Adenoma hiperfuncionante Estroma ovariano B�cio multinodular t�xico Carcinoma folicular funcionante

6- Para que utilizar a cintilografia da tire�ide ? A obten��o de imagens por cintilografia permite localizar os s�tios de ac�mulo de iodo radioativo ou de pertecnetato de s�dio. T�cnica �til para definir �rea de maior ou menor fun��o no interior da tire�ide e para detectar a presen�a de b�cio retroesternal, de tecido tire�ideo ect�pico, hemiagenesia da tire�ide e de met�stase funcionante do carcinoma tire�ideo.

7- Cite 3 situa��es em que o TSH pode estar elevado e 8 em que pode estar diminu�do. TSH elevado: 1- Resist�ncia hipofis�ria e perif�rica ao horm�nio tire�ideo. 2- Hipotireoidismo prim�rio. 3- Uso de medicamentos inibidores da forma��o de T3 (propranolol, amiodarona). TSH diminu�do: 1- Hiper�meses da gravidez. 2- Terapia com levotiroxina. 3- Adenoma hiperfuncionante. 4- B�cio multinodular t�xico. 5- Doen�a de Graves. 6- Tireoidite sub-aguda. 7- Estroma ovariano. 8- Carcinoma folicular funcionante.

9- Em que situa��es podemos detectar anticorpos dirigidos contra a tire�ide ? Podemos encontrar na doen�a de Graves, pacientes com doen�a de Hashimoto e em alguns parentes eutir�ideos de portadores da doen�a de Graves.

10- Qual a utilidade de bi�psia aspirativa com agulha fina e ultra-sonografia da tire�ide? A bi�psia por aspira��o constitui um m�todo confi�vel para diferenciar os n�dulos benignos dos malignos e a ultrassonografia � valiosa para demonstrar se os n�dulos s�o c�sticos, s�lidos ou se constituem numa mistura de ambos. Suspeita de n�dulo mal�gno � tireodectomia � exame citol�gico equ�voco = hist�ria de irradia��o pr�via da tire�ide, portadores de um ou mais n�dulos claramente palp�veis, bem como homens e mulheres jovens com n�dulos solit�rios frios, sobretudo qunado indolores, de consist�ncia dura e r�pido crescimento.

Parte 2. Hipotireoidismo 11- Cite causas de hipotireoidismo geralmente associadas a b�cio e n�o associadas. Associados a b�cio: 1- Tireoidite de Hashimoto. 2- Induzido por f�rmacos. 3- Disormonog�nese (defici�ncia enzim�tica). N�o associados: 1- Radia��o (I131, raios X). 2- Cong�nito (cretinismo). 3- Secund�rio (doen�a hipofis�ria ou hipotal�mica).

12- Cite 12 sinais ou sintomas do hipotireoidismo. S�o queixas comuns ? 1 - Pele p�lida, fria e intumescida; 2 - p�lpebras ca�das; 3 - edema periorbit�rio; 4 - face com edema n�o depress�vel (mixedema); 5 - l�ngua volumosa; 6 - redu��o do apetite; 7 - constipa��o; 8 - ascite; 9 - letargia; 10 - diminui��o dos processos mentais; 11 - impot�ncia; 12 - hipermenorr�ia.

13- Cite achados laboratoriais comuns em pacientes com hipotireoidismo. Eritropoiese diminu�da, anemia, oligospermia, redu��o do metabolismo dos ester�ides gonadais, balan�o nitrogenado levemente positivo, degrada��o tardia de insulina (com aumento da sensibilidade), n�veis elevados de colesterol e triglic�rides, diminui��o da degrada��o hormonal, redu��o da detoxifica��o de drogas. A PCO2 arterial pode estar aumentada.,

14- Cite algumas complica��es do hipotireoidismo. 1. Crian�as - cretinismo - baixa estatura, fei��es grosseiras com protrus�o de l�ngua, nariz largo e achatado, olhos afastados, cabelos escassos, pele seca, abdome protuberante com h�rnia umbilical, embara�o do desenvolvimento mental, atraso da idade �ssea, disgenesia epifis�ria e denti��o tardia, puberdade tardia, baixo rendimento escolar, atraso da uni�o das ep�fises. 2. Nos adultos - diminui��o da atividade motora e intelectual, obesidade, cabelos secos e alosp�cia, diminui��o da acuidade auditiva, apn�ia obstrutiva durante o sono, mixedema florido, aumento card�aco, megac�lon ou obstru��o intestinal, sintomas psiqui�tricos ou ataxia cerebelar, hipotermia e torpor (coma mixedematoso), depress�o respirat�ria e hiponatremia.

15- Quando e como tratar o hipotireoidismo ? (idade, drogas, doses, intera��es medicamentosas) O que � hipotireoidismo subcl�nico? Ele deve ser tratado? A exce��o do hipoteiroidismo causado por drogas, que pode ser tratado atrav�s da simples remo��o do agente respons�vel, a terapia de reposi��o � adequada como estrat�gia geral. Os horm�nios dispon�veis s�o os sint�ticos, levotiroxina (l-tiroxina), liotironina (l-triiodotironina) e liotrix (combina��o de ambos) e os de origem natural, o extrato de tire�ide. A levotiroxina � a preferida. A dose m�dia para lactentes de 1-6 meses � de 10-15 mg/kg/dia, enquanto a dose m�dia administrada a adultos � de cerca de 1,7 mg/kg/dia. Pode haver variabilidade na absor��o da tiroxina. A dose pode ser 1 x ao dia. As crian�as devem ser monitorizadas quanto ao crescimento e desenvolvimento normais. No hipotireoidismo de longa dura��o, em pacientes idosos e em pacientes com cardiopatia subjacente, as doses iniciais s�o reduzidas 0,0125-0,025 mg/dia durante duas semanas, aumentando-se de 0,025mg a cada duas semanas, at� obter-se um estado eutireoidiano ou at� observar-se a ocorr�ncia de toxicidade medicamentosa. No hipotireoidismo de origem hipofis�ria e hipotal�mica conhecido e fortemente suspeito, a reposi��o tire�idea so deve ser institu�da depois de iniciado o tratamento com hidrocortisona, porque o aumento da taxa metab�lica pode precipitar insufici�ncia c�rtica suprarrenal aguda. 16- Como acompanhar o tratamento ? O tratamento � acompanhado com a determina��o dos n�veis s�ricos de TSH (ensaios ultrassens�veis) e o �ndice de tiroxina livre � intervalos regulares. Nos pacientes com doen�a hipofis�ria ou hipotal�mica, o n�vel s�rico de T3 constitui o par�metro mais �til. � necess�rio um per�odo de 6-8 semanas para atingir n�veis sangu�neos em estado de equil�brio din�mico. Mudan�as nas doses devem ser efetuadas lentamente.

17- O horm�nio tireoideano deve ser utilizado para provocar perda de peso ? Porque ? N�o deve ser utilizado devido � complica��es que podem surgir de uma tireotoxicose artificial como: febre, rubor, sudorese, taquicardia, fibrila��o arterial, insufici�ncia card�aca, inquieta��o, del�rio e coma. Pode ocorrer morte por insufic�ncia card�aca e choque. Parte 3. Tireoidites 18 - O que � uma tireoidite, quais s�o suas causas, e quando desconfiar ? A tireoidite engloba dist�rbios de diferentes etiologias. Pode Ter causa imune, viral, bacteriana e, at�, protozo�ria (P. carinii) podem causar tireoidite em aid�ticos. Essas condi��es s�o not�veis pelas suas diferentes formas de evolu��o cl�nica, bem como pelo fato de que cada uma pode estar associada, em algum momento, a um estado eutire�ideo, tireot�xico ou hipotire�ideo.

19- Preencha o quadro abaixo: Classifica��o De Quervain Supurativa Evolu��o/patologia Cr�nica linfoc�tica Tiroidite subaguda Aguda Cr�nica fibrosa Freq��ncia Varia��o geogr�fica. 4-8% das gr�vidas Rara a mais rara Sexo � feminino --- Idade Qualquer --- Tend�ncia familiar ? --- --- N�o In�cio Agudo? Agudo Agudo Sub-cl�nica ? Sintomas leves Raramente Raramente Hipotireoidismo ? Freq�entemente tardio Tardio --- Presente Hipertireoidismo ? Tireotoxicose transit�ria Precoce --- N�o ocorre Caracter�sticas da tire�ide Consit�ncia firma, sim�trica, aumento ligeiro ou moderado Hipersensibilidade e nodularidade Menor capta��o de parte ou por��o Assim�trica, p�trea, aderente Dor ? N�o Presente Presente Outros sintomas Astenia pronunciada, mal-estar e dor referida Hiperssensibilidade e edema da tire�ide, rubor, calor da pele Compress�o, invas�o, disfagia, dispn�ia Outros achados Outras doen�as auto-imunes Pr�via IVAS Precedida de infec��o piog�nica Fibrose do mediastino e do retroperit�nio e colangite esclerosante T4 livre � � em fase inicial e � em fase tardia normal TSH � � fase inicial e� em fase tardia Normal VHS Normal ou ligeiramente elevado Elevado Elevado Anticorpos Quando presentes, baixos t�tulos N�vel baixo N�o Tratamento Propranolol e sedativos leves Aspirina e glicocortic�ide Antibi�ticos, drenagem SN Cir�rgico ou glicocortic�ide Como o pte. dever� estar em 5 anos ? Normal Normal Normal Parte 4. Hipertireoidismo 20 - O que � tireotoxicose ? O termo tireotoxicose refere-se aos achados cl�nicos, fisiol�gicos e bioqu�micos que surgem quando os tecidos s�o expostos a um excesso de horm�nio tire�ideo e a ele respondem. N�o � uma doen�a espec�fica e pode aparecer de diversas maneiras 21- Correlacione cada linha �s letras abaixo: GR- Doen�a de Graves JB- Doen�a de Jodbasedow AM- Uso de amiodarona AT- Adenoma T�xico SO- Struma ovarii TF- Tireotoxicose fact�cia TSA- Tireoidite sub-aguda HA- Tireodite de Hashimoto RR- causas raras

GR) 80% dos pacientes tem t�tulos detect�veis de TSH-R Ab. TSA) A tire�ide pode estar edemaciada e dolorosa. HA) Associa-se com outras doen�as auto-imunes: anemia perniciosa, diabetes, vitiligo. HA) Auto-anticorpos como ANA, antimicrossomal e antitireoglobulina presentes. GR) Caracteriza-se pela hiperatividade da gl�ndula e tem tend�ncia familiar. GR) Doen�a auto-imune caracterizada pela presen�a de anticorpos contra tire�ide. GR) � a causa mais comum de tireotoxicose. AM) Em pacientes com b�cio multinodular que ingeriram contraste ou amiodarona. GR) Mais comum em mulheres (8:1) e entre os 20 e 40 anos. TF) N�o � rar�ssima em obesas no Brasil. TSA) O tratamento � sintom�tico: propranolol e analg�sicos durante alguns meses. TSA) Paciente pode apresentar tireotoxicose e capta��o de iodo radioativo baixa. GR) Paciente pode apresentar tireotoxicose e capta��o de iodo radioativo alta. GR) Pode ser acompanhada por oftalmopatia infiltrativa e dermopatia HA) Pode ser sucedida por hipotireoidismo e anticorpos s�o detect�veis. AM) Pode ser sucedida por hipotireoidismo mas anticorpos n�o s�o detect�veis. Tumor trofobl�stico) Provocada pela afinidade do hCG pelo receptor para TSH. RR) Quando o n�dulo � �nico, a doen�a � denominada "Doen�a de Plummer" AT ou SO) Secre��o aut�noma de T4 por tecido tireoideano ect�pico com n�dulo t�xico. __) Somente com doses elevadas, T4 livre mais elevado que o habitual. Tumor trofobl�stico) Somente nos 4 primeiros meses de gravidez. JB) Tamb�m chamado "hipertireoidismo induzido pelo iodo" RR) Tireotoxicose com TSH normal ou elevado, produzido por adenoma da hip�fise. RR) Tratamento: ex�rese cir�rgica trans-esfenoidal. AT) �nicos ou m�ltiplos, geralmente n�o h� anticorpos contra a tire�ide.

22- Que sintomas do hipertireoidismo podem ser semelhantes aos do hipotireoidismo ? Edema periorbital, fadiga muscular e fraqueza, anemia, irregularidade menstrual, fertilidade diminu�da.

23- Que sintomas do hipertireoidismo podem ser opostos ao do hipotireoidismo ? Pele quente, olhar arregalado, aumento da resist�ncia vascular perif�rica, volume sist�lico, d�bito card�aco e press�o do pulso; ICC de alto d�bito; aumento dos efeitos inotr�picos/cronotr�picos, aumento do apetite, frequ�ncia aumentada do tr�nsito intestinal, nervosismo, aumento dos reflexos tendinosos profundos, aumento do fluxo sangu�neo renal e da taxa de filtra��o glomerular, eritropoiese aumentada, aumento do metabolismo dos ester�ides gonadais, aumento do metabolismo basal, balan�o nitrogenado negativo, diminui��o da degrada��o hormonal, necessidades aumentadas de vitaminas lipossol�veis e hidrossol, aumento da destoxifica��o de drogas.

24- Mencione outros sintomas e sinais do hipertireoidismo. Sudorese, intoler�ncia ao calor p�los finos e delgados, unhas de Plummer, dermatopatia pr�tibial, diplopia, arritmias, angina, dispn�ia, capacidade vital diminu�da, hipercinesia, labilidade emocional, hipercalcemia, osteoporose, poli�ria leve, hiperglicemia, aumento de �cidos graxos livres.

25- Cite uma complica��o do hipertireoidismo, especialmente em mulheres brancas e magras.

26- Qual a freq��ncia, causa e caracter�sticas da oftalmopatia de Graves ? Os sinais associados � oftalmopatia da doen�a de Graves podem ser divididas em dois componentes: esp�stico e mec�nico. O primeiro inclui o olhar fixo, o retardo e a retra��o palpebral, melhoram com o uso de antagonistas adren�rgicos e normalizam-se ap�s a corre��o da tireotoxicose. O componente mec�nico inclui proptose, com oftalmoplegia e oculopatia congestiva, caracterizada por quemose, conjuntivite, edema periorbit�rio e as complica��es potenciais resultantes de ulcera��o da c�rnea, neurite �ptica e atrofia �ptica.

27- Onde ocorre, como se caracteriza e qual a freq��ncia da dermopatia de graves ? Em geral, a dermopatia afeta o dorso das pernas ou dos p�s e recebe a denomina��o de mixedema localizado ou pr�-tibial. Cerca de 50% manifestam-se durante o est�gio ativo da tireotoxicose. A �rea de pele atingida fica mais elevada e espessa e exibe um aspecto de "casca de laranja" podendo ser pruriginosa e hiperpigmentada. As les�es s�o habitualmente isoladas, assumindo uma configura��o nodular ou em forma de placa, embora sejam confluentes em alguns casos.

28- Como e quando utilizar o propranolol em casos de hipertireoidismo ? Muitos dos sintomas da tireotoxicose simulam aqueles associados � estimula��o simp�tica, de modo que os agentes simpatipl�gicos, como beta-bloquers, guanetidina e reserpina constituem adjuvantes terap�uticos �teis. Os bloqueadores beta adren�rgicos s�o os agentes de escolha e , neste grupo, o propranolol tem sido o f�rmaco mais amplamente utilizado e estudado na terapia da tireotoxicose. � utilizado, na fase aguda da tireotoxicose, na dose 20-40mg por via oral, a cada 6 horas, ou 2mg por via intravenosa, controlando, assim a taquicardia, a hipertens�o e a fibrila��o atrial.

29- Quais as indica��es das tiour�ias no tratamento do hipertireoidismo ? S�o usados quando se visa o bloqueio da s�ntese hormonal (agente anti-tire�ideo), como nas crises tireot�xicas (tempestade tireoideana, tireotoxicose artificial).

30- Exames laboratoriais no hipertireoidismo: assinale V ou F e explique os "Fs": F) T4 total e T4 livre sempre aumentados. (T4 total pode estar aumentado devido � aumento das prote�nas plasm�ticas) F) T4 total aumentado = hipertireoidismo. (T4 total e T4 livre podem estar aumentados por toxicose por hamburguer) F) TSH sempre reduzido. (Hipertireoidismo secund�rio ou terci�rio) F) Capta��o de 131I sempre aumentada. (Nas tireoidites n�o est� aumentada) V) TSH-R Ab elevados em 80% dos casos de D. de Graves. V / F) VHS elevado sugere D. de Graves. (Sugere doen�a de Graves. Tireoidite que cursa com aumento de VHS) F) A cintilografia de tire�ide deve ser solicitada na maioria dos casos de hipertireoidismo. (H� outros exames primordiais, procura de tecido ect�pico funcionante)

31- Compare o metimazol e o propiltiouracil: Caracter�stica Metimazol Propiltiouracil Nome comercial Tapazole PTU Apresenta��o Oral, cp de 5 e 10 mg Oral, cp de 50 mg Posologia inicial 200 a 300 mg 6 - 8 horas 1/10 da posologia Posologia posterior 100 a 150 mg 6 - 8 horas 1/10 da posologia � a escolha em: Complica��es comuns a ambos Leucopenia, erup��es al�rgicas cut�neas, hipersensibilidade medicamentosa, hepatite, febre medicamentosa e artralgia Complica��es espec�ficas e suas frequ�ncias Complica��o a longo prazo Hipotireoidismo Acompanhamento a longo prazo

32- 131I: mecanismo de a��o, indica��es, contra-indica��es e complica��es.: O iodo radioativo (em met�stases e a procura de tecidos ect�picos) administrado mistura-se uniformemente com o iodeto end�geno no l�quido extra-celular e no estado de equil�brio din�mico, pode ser utilizado para determinar a percentagem de iodeto que, entrando e saindo do espa�o intra-celular, por unidade de tempo, acumula na tire�ide, � tamb�m utilizado no tratamento do hipertireoidismo e, como coadjuvante, na terapia p�s-operat�ria de casos relacionados de neoplasias da tire�ide. Contra-indicado em menores de 21 anos e gravidez. A principal complica��o � o desenvolvimento de hipotireoidismo, em at� 80% dos pacientes e tamb�m tiroidite.

33- Cuidados antes do 131I: Em pacientes (torn�-lo eutire�ideo) com cardiopatia subjacente ou tireotoxicose grave, bem como nos idosos, � conveniente recorrer ao tratamento com agentes anti-tireoidianos at� atingir estados eutireoidianos. A medica��o � suspensa 5 a 7 dias antes e os iodetos devem ser evitados, a fim de garantir a capta��o m�xima de I131.

34 - Indica��es para a cirurgia da tire�ide e suas complica��es a curto e longo prazo: As indica��es s�o neoplasias malignas refrat�rias a outros tratamentos, gl�ndulas muito volumosas e b�cios multinoduares. As complica��es imediatas s�o acidentes anest�sicos, hemorragia que pode gerar obstru��o respirat�ria e les�o do nervo lar�ngeo recorrente. As complica��es tardias incluem infec��o da ferida, hemorragia, hipoparatireoidismo e hipotireoidismo.

35- Drogas utilizadas no preparo para a cirurgia, indica��es e mecanismo de a��o: Propranolol: tireotoxicoses agudas, simpatcopl�gico Tiour�ia: aumento dos horm�nios tire�ideos s�ricos, agente anti-tire�ideo (bloqueio qu�mico da s�ntese de horm�nio) Ipodato: inibe a secre��o de T3 e T4 e inibe a forma��o perif�rica de T3. Indica��o: tireotoxicose urgente Lugol:involu��o da gl�ndula, inibe a libera��o de horm�nio da gl�ndula, efeito mais r�pido, usado em associa��o (tiour�ia). Indica��es: crise tireot�xica real ou iminente e controle de tireotoxicose por I131. Parte 5. C�ncer de tire�ide 36 - Qual o principal sinal ou sintoma do c�ncer de tire�ide ? E outros poss�veis ? Diversas caracter�sticas sugerem a presen�a de carcinoma. O crescimento recente de um n�dulo ou de uma massa na tire�ide, sobretudo quando r�pido e n�o acompanhado de hipersensibilidade e rouquid�o, constitui uma fonte de suspeita. Radiografia na lact�ncia ou na inf�ncia devemser pesquisadas, devido �s associa��es com doen�a tire�ideas, incluindo carcinoma, numa fase posterior da vida. 20% dos pacientes expostos desenvolvem doen�a nodular, at� 30 anos ap�s a exposi��o, na cirurgia cerca de 1/3 � portador de carcinoma da tire�ide. Sexo feminino. Acompanhamento e podem ser candidatos � terapia com levotiroxina. Presen�a de massa percept�vel ao olhar e linfadenopatia cervical podem existir. 37- Complete o quadro abaixo: Histologia Papilar Folicular Medular Anapl�stico Frequ�ncia (%) 70-85% 15% 5% Raro (regi�o end�mica de b�cio) % dos �bitos por Ca de tire�ide 90% sobreviv�ncia em 20 anos Malignidade (1-9) Mas benigno 9 c�lulas gigantes Met�stases (1-4) 2 linf�ticos cervicais 3 hematog�nica 4 (3� ou 4�) 4 Idade 2� e 3� d�cadas e mais avan�ados (7� d�cada) Idosos (5� ou 6� d�cadas) 6� ou 7� d�cadas Sexo M:H = 3:1 Mulheres 3:1 Hereditariedade Sim (componente familial forte) Diferenciado ? Sim ou n�o Sim ou n�o N�o Indiferenciado Sintomas N�dulos tire�ideos indolores de crescimento lento Massa tire�idea Diagn�stico de certeza Aspira��o por agulha fina Aspira��o ou bi�psia Bi�psia ou aspira��o Aspira��o ou bi�psia TSH, T3, T4 T3 e T4 aumentados T3 e T4 aumentados Tiroglobulina Produ��o aumentada Pode estar presente Calcitonina Marcador bioqu�mico Ausente 131 I Concentra ou n�o Concentra ou n�o N�o N�o concentra iodo Sobrevida 5 anos Alta Menor que 30% Menor que 6 meses

38- Complete o quadro sobre a suspeita de neoplasia diante de um n�dulo tireoideano: Evid�ncia cl�nica Baixo �ndice de suspei��o Alto �ndice de suspei��o Anamnese Crescimento por longos anos, dor, calor, tireotoxicose? Radia��o na inf�ncia, mulher, idade avan�ada Exame f�sico N�dulo(s) doloroso(s), macio(s), c�stico(s), n�o aderido(s), aus�ncia de adenopatias cervicais N�dulo indolores, solit�rios e duros. A fixa��o a estruturas adjacentes e o desenvolvimento de linfadenopatias constituem caracter�sticas tardias Laborat�rio Altera��o no TSH, T3 e T4 Pouco valor (calcitonina aumenta no c�ncer medular e a tiroglobulina aumenta no carcinoma bem diferenciado Bi�psia Benigna M�todo de escolha, maligna Capta��o de 131 I N�dulo quente Detec��o de met�stase e n�dulo frio ou quente Ultra-som N�dulo c�stico N�dulo s�lido Resposta � tiroxina Responde bem Responde mal ou n�o responde 39- Qual a conduta no n�dulo tireoideano considerado "benigno" pela PBAF ? Neste caso, a conduta � supress�o de LT4, reavaliar a cada 6 meses e repetir PBAF, ou melhor AAF pelo menos uma vez. Caso cl�nico

PIB, sexo masculino, 70 anos, cardiopata cr�nico, em uso de digoxina 0,25 mg MID, enalapril 10 mg BID, furosemida 40 mg MID e �cido acetil salic�lico 100 mg MID, apresenta h� cerca de dois meses des�nimo, sonol�ncia e hiporexia. Relata piora da dispn�ia h� cerca de 30 dias apesar da utiliza��o regular dos medicamentos. Refere b�cio h� longa data, cuja proped�utica h� 15 anos revelou tratar-se de b�cio multinodular. Ao exame apresentava-se desanimado, corado, hidratado, afebril, com edema pr�-tibial (+/4+). A pele era macia e quente, apresentava tremores finos nas m�os e aus�ncia de linfadenomegalias. A tire�ide era palp�vel, aumentada de volume, de consist�ncia firme, indolor e nodular. Apresentava ainda crepita��es teleinspirat�rias nas bases pulmonares, FR= 20 irpm, FC=120 bpm e PA=110x90mmHg em dec�bito e ortostatismo. Bulhas taquic�rdicas, com B3. Qual a impress�o diagn�stica ? Comente-a. Discuta a proped�utica e conduta, justificando-as.

GNT, sexo feminino, 40 anos, residente em Belo Horizonte, relata presen�a de n�dulo na regi�o anterior do pesco�o percebido casualmente h� cerca de 6 meses. Sem queixas sugestivas de disfun��es tireoidianas ou sintomas compressivos. Ao exame cl�nico apresenta n�dulo palp�vel, com cerca de 2 cm, no lobo esquerdo da tire�ide, fibroel�stico, m�vel � degluti��o, indolor. Comente sua impress�o diagn�stica, proped�utica e conduta.

DRU, 27 anos, parda, casada, do lar, procedente de SP, relata que desde 11/96 vem apresentando quadro de emagrecimento (18 kg), agita��o, ins�nia, labilidade emocional, aumento progressivo do volume cervical, palpita��es, dispn�ia e taquicardia, inicialmente aos m�dios esfor�os e nos �ltimos 3 meses aos pequenos esfor�os. Apresenta ainda fraqueza muscular, queda de cabelo, intoler�ncia ao calor, n�useas e v�mitos +/- 5 vezes ao dia, geralmente ap�s as refei��es. H� 5 meses apresentou quadro de oligomenorr�ia durante 2 ciclos, evoluindo para amenorr�ia nos �ltimos 3 meses. H� 4 meses procurou servi�o m�dico pelo quadro de emagrecimento e v�mitos, medicada com Cimetidina e Plasil. Sem melhora do quadro procurou outro servi�o m�dico em mar�o de 97, permanecendo internada durante 8 dias com diagn�stico cl�nico de hipertireoidismo, recebendo alta em uso de Propranolol 40mg de 12/12h e encaminhada ao servi�o de endocrinologia do HC para exames e terap�utica. Nega doen�as da tire�ide na fam�lia. Exame F�sico: Emagrecida, dispn�ica +/4+, afebril, acian�tica, anict�rica, corada, hidratada e com comportamento hipercin�tico. PA: 110 x 50 mmHg . FC: 100 bpm (deitada) Peso: 49,300 kg Altura: 1,60 m IMC: 19,2 kg/m2 Pele e f�neros: Quente e �mida, unhas quebradi�as, cabelos finos, secos e quebradi�os, pelos de distribui��o ginec�ide. Cabe�a e Pesco�o: Olhar fixo e brilhante, retra��o palpebral bilateral, lid lag e exoftalmo bilateral. Tire�ide aumentada de tamanho +/- 3x lobo D> E discretamente, de consist�ncia firme s/ nodula��es, presen�a de sopro cont�nuo em lobo D. AR: MV + e normal bilateralmente, SCP, presen�a de roncos esparsos. Ap. CV: BRNF 3T SS++/6+ Fo Mitral. Abd�men: Fl�cido, doloroso a palpita��es em epig�strio. M�sculo esquel�tico: Sem deformidades esquel�ticas, hipotrofia muscular generalizada. Sistema nervoso: Tremores finos de extremidades, reflexos tediosos aumentados, com diminui��o da for�a muscular. Discuta o caso acima, enumerando problemas, diagn�sticos poss�veis, tratamento e acompanhamento, assim como a fisiopatologia.



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