- Vamos logo Fernandinha. Dizia ele. E l� fui eu...
At� ent�o tava tudo bem... Ele mandou eu subir na cama e vieram duas maqueiras danadas das barbeira me levar pro Centro Cir�rgico. Voc�s n�o imaginam o tanto de batidas que minha cama levou... Toda hora, t�, t�, t�, parecia at� que era eu que tava conduzindo... Isso porque eram duas... E eu fazendo um tour de pancadas, sobe elevador, desce elevador... � hospital gigante !!! Tentava lembrar do enfermeiro gato pro medo passar, mas que nada... hehehe.
Cheguei l� no Centro Cir�rgico pronto... come�ou meu mart�rio...
Primeiro comecei a tremer incontrolavelmente, quanto mais ali eu ficava mais eu tremia e n�o conseguia parar. Chegou uma hora que parecia uma pessoa tendo convuls�o. E um frio t�o forte...
Apaguei com um imbecil furando mil vezes o meu bra�o. Eu tenho dificuldade em achar veias e quando acha perde f�cil f�cil, e a cada picada era como seu eu fosse pro inferno e voltasse tamanha era a dor. Todo mundo fica impressionado com o que fizeram com meu bra�o, t� uma coisa horrorosa, tudo t�o roxo que chega a ser azul. Uma manchona enorme no bra�o. Todo lugar que picaram com a agulha, e foram muitos, ficou um hematoma horroroso.
Bom, acordei acho que na UTI. Tava com aquele bagulhinho no dedo, um maldito aparelho no bra�o que toda vez que eu me mexia ele me apertava, e um respirador que me deixava sem ar. Me senti numa c�mara de tortura, juro por Deus. Ali eu me vi no maior dos meus pesaelos. Igualzinho aqueles meus pesadelos que eu sempre tive e s� de sonhar j� acordava apavorada. Sabe quando a gente est� consciente, quer falar um monte de coisa, quer se mover mas n�o consegue e ao inv�s de falar uma frase fala s� uma palavra? Um horror !!! E ainda uns enfermeiros infelizes l�, a maior dificuldade pra eu  dizer que tava com dor e vinha uma l� e dizia : - Infelizmente n�o posso fazer nada, voc� vai continuar sentindo dor. Eu pedia um travesseiro e eles diziam, j� vai, e esse j� vai era a mesma coisa que nunca... Desta hora at� o dia seguinte eu pensava comigo: Se arrependimento matasse eu n�o voltava mais pra minha casa. Confesso que me arrependi, e muito, de ter ido t�o longe sem dar mais uma chance pra eu tentar. Eu n�o comia tanto assim....
No segundo dia a dor diminuiu muito, principalmente a das costas que tava me deixando insana...
Mas em compensa��o come�ou o mart�rio das veias. Eu tava direto s� no soro, rem�dio, vitamina, tudo pelo soro.... S� que minhas malditas veias n�o aguentavam tanto tempo, era uma veia puncionada por dia, e cada furada era uma tristeza e um hematoma horr�vel. Em nenhum momento a opera��o em s� doeu tanto quanto o meu sofrimento com as veias. Nos dois �ltimos dias, o rem�dio come�ava a escorrer e eu chorava, chorava de tanta dor... N�o tinha como suportar mais aquilo.
A� veio o enfermeiro gato conversar comigo, pra tentar me convencer a puncionar outra veia. N�o sei como ele conseguiu me convencer, mas al�m de lindo e maravilhoso o cara ainda tem uma m�o santa. N�o doeu nada !!! Eu dei um show, mas foi frescura mesmo, hehehe. Ele ficou inconformado com o que fizeram no meu bra�o: - T� vendo, se eu tivesse l� voc� n�o tinha sofrido, disse ele.
N�o d� vontade de agarrar uma coisa dessa??? hahahahaha
A veia que ele puncionou at� que durou, mas depois teve que puncionar mais 3 vezes e eu chorava, chorava, chorava toda vez que as enfermeiras boazinhas vinham com soro.
Quando o m�dico falou que eu ia sair do soro, no dia em que comecei a tomar ch� e �gua e meu organismo aceitou bem, eu quase pulei da cama. Se eu pudesse, pulava mesmo... mas que nada, tiraram meu soro mas a infeliz da agulha ficou l� no meu bra�o, me torturando.Os m�dicos me visitavam 3 vezes ao dia, e o chato do doutor Elias (o meu m�dico) s� vinha pra me dar bronca, porque sempre me encontrava sentada ou  porque a cinta n�o tava t�o apertada. Mas juro que eu andei bastante, � bem melhor do que ficar s� sentada e muito menos deitada (peguei tanto �dio daquela cama que s� subia l� pra dormir meeesmo). Ele � assim, mas � maravilhoso. Duvido algum paciente dele ter problemas, ele � muito caprichoso e quer garantir que o servi�o dele foi bem feito.
Na v�spera de minha alta (sexta), o m�dico me encontrou em meio a uma crise, chorando desesperada por causa do soro. Me examinou e disse que ia me livrar do meu sofrimento suspendendo os rem�dios por soro e tirando aquela maldita agulha de mim. Que nada, isso n�o me livrou de mais uma dose de tortura na veia... ele falou mas mandou que as enfermeiras continuassem.
Mas na mudan�a de turno, eu fiz tanto drama, implorei tanto pra "enfermeira boazinha", a mais fofa das enfermeiras dali, pra ligar pro m�dico e implorar pra ele "realmente" suspender j� que eu teria alta de manh�. Gra�as ao meu bom Deus, daqui a pouco ela volta dizendo que eu me livrei mas que ia acordar com dor. Nada poderia ser mais doloroso que aquilo, pensei. E estava certa, acordei disposta, sem dor nenhuma e louca pra tomar meu banho de cadeira e ir pra casa.
Cheguei aqui s�bado de manh� feliz da vida! Com dores � claro mas s� de pensar que n�o ia mais sofrer tanto... Meu mart�rio do dia foi os bolos e coisas gostosas que estavam esperando as minhas tias que vinham me visitar e eu l�, s� na aguinha de coco, gatorade, yogurte com leite desnatado e ch� de carne (isso mesmo, ch� de carne). � uma sopa t�o rala, t�o rala que � como se fosse um ch�. Horr�vel, mas � o que me mant�m de p�, ent�o tenho que mandar pra dentro dois fundos de prato de sopa ao dia, ou posso ficar fraquinha e ter que tomar clara de ovo no tubinho da barriga (bleeergh).
N�o posso reclamar do card�pio, porque nem t� t�o ruim assim. O problema � a santa paci�ncia que tenho que ter, especialmnete na hora das sopas, de ficar horas, horas e mais horas sentadas comendo de 5 em 5 minutos, ou melhor, bebendo n�? Isso sim � um saco.
Depois que voltei pra casa o pior epis�do foi o da cama. Fui dormir no s�bado e quem disse que levantei no domigo? Tentei de tudo, parecia uma baleia encalhada.Fiquei ali com vontade de fazer xixi, sem tomar minhas centenas de rem�dios e escorrendo sangue (pois desceu pra mim justo agora n�?) at� minha irm� acordar �s 6 da manh� e me socorrer. Foi um sacril�gio, mas consegui levantar, tomei meu banho e passei o dia pensando como ia dormir.
Finalmente esta noite, arranjei um jeito de dormir e conseguir me levantar sozinha depois. Estou igual a um reloginho. Acordo � 1h, 5h, 9h, hor�rio dos rem�dios, sem despertador. E t� dormindo cedo, no m�ximo 22:30h e acordando cedo, 9h. Apesar das dorezinhas que nem s�o tantas assim, estou �tima agora. Mas agora dei pra enjoar. Acredita que at� o sabonete de beb� me faz querer vomitar? Tanto que fui obrigada a pedir pro meu pai comprar o Baby Boti, que � beeem suave, mas mesmo assim ainda enjoa um pouquinho.
Bom, acho que estou exigindo demais de mim j�, ficando aqui.
Estou derretendo em �gua (o que n�o pode acontecer pra eu n�o desidratar), mas t� repondo com a garrafinha aqui do lado.Ainda mais com essa cinta apertada.
Quarta feira vou retirar um dos drenos. Que coisas nojentas os drenos... Um n�o sei pra que serve, sai muito l�quido de l�... o outro serve pra me alimentar numa emerg�ncia (caso eu desidrate tem que injetar clara de ovo) e no meio uma cicatriz meio grandinha que apesar de ser horrorosa, todo mundo elogia, diz que est� linda , sequinha e super bem feita. � nessas horas que � bom ter um m�dico perfeccionista e chato, hehehehe.Bom, agora TENHO que ir. Canso rapidinho... Tenho at� um brinquedinho de bolinhas pra me ajudar a respirar, hehehe. Perco o f�lego f�cil agora...
Mas j� perdi 4 kg. Yes!
Beijos a todos.
Fefis
* Obs: valeu pelos coment�rios, continuem comentando, principalmente quem ainda n�o comentou.
Tchau, tchau!
P�GINA ANTERIOR PR�XIMA P�GINA
HOME
Hosted by www.Geocities.ws

1