Pré- requisitos

 

Para escrever  e contar sua história você deverá conhecer e entender:

- Da arte de escrever histórias:

Antes de mais nada, a paixão pelo assunto é indispensável para se escrever bem. Mas não basta. Bárbara Tuchman que é historiadora de sucesso nos Estados Unidos, descobriu que se aprende a escrever, escrevendo. Descobriu que um elemento essencial para se escrever bem é um bom ouvido. Devemos ouvir o som de nossa prosa. Em sua opinião, as palavras curtas são sempre preferíveis às longas. Quanto menos sílabas, melhor! Os monossílabos... são os melhores de todos! As palavras têm um poder autônomo, quase atemorizador, de produzir na mente do leitor uma imagem ou idéia que não estava na intenção do autor. O uso descuidado das palavras pode deixar uma falsa impressão que não se pretendia.

Para Bárbara, o problema está no fato de que a arte de escrever lhe interessa tanto quanto a arte da História. Ela vê a História como arte, não como ciência. Quando escreve, é seduzida pelo som das palavras e pela interação de som e sentido. As palavras constituem material sedutor e perigoso, a ser usado com cautela. .

.Bárbara é, em primeiro lugar, uma escritora, cujo assunto é a história, e cujo objetivo é a comunicação. Tem sempre presente o leitor como um ouvinte cuja atenção deve ser mantida, para que não se vá embora.

Tal como a Bárbara vê, o processo criativo tem três partes. Primeira, a visão extra com a qual o artista percebe uma verdade e a transmite pela sugestão. Segunda, o meio de expressão: a língua para os escritores, a tinta, para os pintores, o barro ou a pedra para os escultores, o som expresso em notas musicais para os compositores. Terceira, plano ou estrutura.

A estrutura é, principalmente, um problema de seleção, uma tarefa angustiante, porque há sempre mais material do que se pode usar. Não se pode colocar tudo; o resultado seria uma massa informe. O trabalho consiste em encontrar uma linha narrativa sem se afastar dos fatos essenciais, ou sem deixar de fora qualquer fato essencial, e sem deformar o material para que sirva às nossas conveniências.

Quando se trata de linguagem, nada mais satisfatório do que escrever uma boa frase. É um prazer realizar, quando se pode, uma prosa clara e corrente, simples e ao mesmo tempo cheia de surpresas. Isso não acontece por acaso. Exige habilidade, trabalho árduo, um bom ouvido e prática constante. As metas, como já disse, são a clareza, o interesse e o prazer estético. Sobre a primeira, é importantíssima a arte de tornar o sentido claro!

A comunicação é, afinal de contas, o objetivo para o qual a linguagem foi inventada. Para ela, há um critério tríplice: a convicção do autor de que tem alguma coisa a dizer; que vale a pena ser dita, e que pode dizê-la melhor do que ninguém. Dizer não para poucos, mas para muitos. Juntamente com a compulsão de escrever, deve estar o desejo de ser lido. Nenhuma página se torna viva, a menos que o escritor veja, do outro lado de sua mesa, o leitor, e busque, constantemente, a palavra ou a frase que levará a ele a imagem desejada e despertará a emoção que deseja criar nele. Sem a consciência de um leitor vivo, o que o autor escreve morrerá em sua página.

De todos os instrumentos, a crença na grandeza de seu tema é o mais estimulante. É assim que o autor deve considerar seu assunto. Isso faz com que nenhum leitor possa deixar seu texto de lado. O entusiasmo, que não é exatamente a mesma coisa, tem um efeito não menos estimulante.

Por que escrever? Para cada escritor há uma razão diferente2. Busque a sua!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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