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| Rio, 1 de Julho de 2002 | |||||||||||||||
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Chico Xavier, 92 anos, médium e escritor Indicado para o Prêmio Nobel com um manifesto com assinaturas de 10 milhões de brasileiros, escritor de mais de 400 livros psicografados que venderam 25 milhões de exemplares, Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, o mais famoso médium do Brasil, nasceu em Pedro Leopoldo (MG), em 2 de abril de 1910. Filho de operário e de lavadeira, ficou órfão de mãe aos 5 anos. Chico passou a morar com a madrinha, que o surrava quase diariamente. Nessa época, o menino começou a demonstrar sua mediunidade. Chico Xavier morreu ontem sozinho, aos 92 anos, em sua casa em Uberaba, no Triângulo Mineiro. O médium que há quatro anos deixou de realizar atendimentos por problemas de saúde já esperava a morte, e dizia não temê-la. Afirmava que ia morrer “como capim” e o Brasil já se preparava para viver sem ele. Chico Xavier, ainda menino, passava as tardes rezando no quintal, onde dizia conversar com a mãe morta. Ela o consolava dos maus-tratos e lhe dava conselhos de obediência e humildade. O pai, preocupado, resolveu levá-lo ao vigário de Matozinhos, que, após ouvi-lo, recomendou que o garoto não lesse mais jornais, revistas, livros. Chico passou, então, a se confessar, comungar e comparecer à missa e acompanhar as procissões. Apesar disso, não deixou de conversar com os espíritos e entrar em transe durante as noites. Primeira sessão espíritaaconteceu em 1927 Depois de sofrer por dois anos nas mãos da madrinha, Chico voltou a viver com o pai, que se casara novamente e tivera mais seis filhos. O médium só pôde estudar até a 4 série primária e ainda criança começou a trabalhar para ajudar sua família. Participou da primeira sessão espírita em 1927, quando uma de suas irmãs adoeceu. Segundo ele contou, pela mediunidade de um dos presentes sua mãe manifestou-se: “Meu filho, eis que nos achamos juntos novamente. Os livros à nossa frente são dois tesouros de luz. Estude-os, cumpra com seus deveres e, em breve, a bondade divina nos permitirá mostrar a você seus novos caminhos.” Em maio de 1927 foi realizada a primeira sessão espírita no lar dos Xavier, em Pedro Leopoldo. Em fins do mesmo ano, seu pai fundou o Centro Espírita Luiz Gonzaga, em sua residência. A nova sede do Grupo Espírita Luiz Gonzaga foi construída no local onde se erguia, antigamente, a casa de Maria João de Deus, mãe de Chico Xavier. Em 1932, Chico Xavier publicou o primeiro livro, “Parnaso de Além-Túmulo”, uma coletânea de 59 poemas assinados por poetas ilustres mortos. Na época do lançamento, o livro causou alvoroço dada a precária formação escolar do autor. Em 1950, Chico Xavier já havia recebido, pela sua psicografia, mais de 50 livros. Em 5 de janeiro de 1959, mudou-se para Uberaba, sob a orientação dos Benfeitores Espirituais, iniciando as atividades mediúnicas, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã. A partir de então, Chico passou a peregrinar pelos bairros da cidade, visitando lares carentes e acompanhado por grande número de pessoas. A cidade de Uberaba se transformou num pólo de atração de inúmeros visitantes de todo o Brasil e do exterior. Os direitos autorais das obras publicadas foram cedidos, gratuitamente, às editoras espíritas ou a quaisquer outras entidades. Chico Xavier sobrevivia do salário de datilógrafo aposentado do Ministério da Agricultura. Em 1981, o deputado Freitas Nobre entregou 110 quilos de documentação ao Instituto Nobel, na Suécia, que justificavam a indicação de Chico Xavier ao Prêmio Nobel da Paz. Os papéis faziam um resumo da trajetória do médium: 64 obras assistenciais ajudadas por ele serviam como amostragem das quase duas mil entidades que giravam em torno da renda gerada por suas campanhas beneficentes e por seus 183 títulos publicados até então. Cerca de dez milhões de brasileiros assinaram manifestos para que ele recebesse o prêmio Nobel da Paz. Em 1998, aos 88 anos e com a saúde debilitada pela angina, o médium deixou de atender pela primeira vez aos peregrinos que acorriam à Casa da Prece, lugar onde Grupo Espírita da Prece funcionava, em busca de bênçãos. No ano passado, quando se recuperou de uma pneumonia, depois de ficar 12 dias internado, Chico Xavier foi saudado no caminho de casa por moradores de Uberaba, que soltavam fogos para comemorar sua recuperação. Chico Xavier morreu de parada cardíaca, entre 19h30m e 20h de ontem. Milhares de pessoas se aglomeraram na casa do médium, que começou a sentir fortes dores no peito ainda pela manhã. O enterro do médium ainda não foi marcado, mas não deve acontecer hoje. Familiares e amigos do médium receberam mensagens de todo o Brasil. O velório vai durar 48 horas, na Casa das Preces, onde uma multidão foi velá-lo ontem. Rosemary Clooney, 74, cantora Baladista de voz suave, Rosemary Clooney era uma das cantoras mais famosas nos Estados Unidos na década de 50, “símbolo da boa música moderna americana”, nas palavras de Frank Sinatra. Nascida em 1928, em Kentucky, estreou como cantora aos 19 anos. Após dois anos, emplacou o sucesso “Come on a my house”. Como atriz, atuou em mais de 50 filmes, entre eles o clássico “White Christmas”, com Bing Crosby. Foi casada com o ator José Ferrer, com quem teve cinco filhos. As crises no casamento levaram-na à dependência química. Em 1968, teve um colapso e retirou-se da vida artística até que, em 1976, Crosby a convidou para um show, retomando assim a carreira. Fez uma participação no seriado “Plantão médico”, estrelado pelo sobrinho George Clooney, o que lhe rendeu indicação para o Emmy. Há dois anos, gravou o CD “Brazil”, com músicas de Tom Jobim e Baden Powell. Rosemary morreu sábado, de câncer no pulmão, aos 74 anos, em Beverly Hills. | |||||||||||||||
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