MINHA TERRA, MINHA VIDA                      


   

BEIJOS DE AMOR

 

Como são lindos os beijos

Quando dados com prazer

Revestidos de desejos

No desejo de viver.

 

Se duas bocas se vão unindo

Muitos beijos vão trocar

Um a um eles vão surgindo

À prova de quem sabe amar.

 

Um beijo dado no rosto

Para mim tem mais valor

Dado na boca eu aposto

Que há beijos sem amor.

 

Um beijo dado a preceito

Na testa do seu parceiro

É sinal de grande respeito

Se o amor é verdadeiro.

 

Sem termos culpa de nada

Agora no dia a dia

Dá-se um beijo à pessoa amada

Como em qualquer porcaria.

 

Beijar é sonhar acordado

É sentir o coração a palpitar

Um beijo é sonho renovado

É amar, amar e só amar.

 

Junho,  1985  Fernanda Dias

 
 
   
 

MEU IRMÃO TU JÁ PARTISTE

 

 

Meu irmão tu já partiste

Um dia para a Eternidade

Tu para mim ainda existes

Ficou em mim grande saudade.

 

Nunca mais tive alegria

Por ti se partiu o meu coração

Ficou triste nossa família

Quando tu partiste querido irmão.

 

Partiste para a Eternidade

Estavas farto desta vida

Levas-te contigo a saudade

Da nossa Mãe querida.

 

Foste para junto dela

Que triste estou meu irmão

Hoje acendo uma vela

E rezo sempre uma oração.

 

Por ti estou rezando

Para que tenhas lugar no Céu

Meus olhos estão chorando

Por não verem mais o rosto teu.

 

Meu irmão eu te amei

Mais que à minha própria vida

Muitas lágrimas eu chorei

No dia que vi a tua partida.

 

Março,  25- 1988  Fernanda Dias

 
   

MINHA TERRA É MONCHIQUE

 

Monchique terra bendita

Tu  me viste nascer

Sou tua filha acredita

Serei tua até morrer.

 

Tu és a Rainha das terras

No Algarve plantadas

Pela verdura das Serras

Que em ti estão encostadas.

 

Tua água tão cristalina

Das outras tão distinguida

Nas frutas és a mais fina

E a frescura que em ti habita.

 

Nasci  perto da Vila

No sitio da Mata Porcas

Saí para ganhar a vida

Mas disso tu não te importas

 

Teus filhos são Monchiquenses

Eu adoro o meu lindo nome

Tu tratas bem os visitantes

Não deixas ninguém com fome.

 

Tens casas tão velhinhas

Pela encosta da Serra

Fazem invejam  boas gentinhas

Que te deixaram querida terra.

 

Não há turista afinal

Que de ti não ouça falar

Quando chegam a Portugal

Todos te querem visitar.

 

Janeiro 1990                                      Fernanda Dias

 
 
   
 

NÃO QUERO LÁGRIMAS

 

 

Não quero lágrimas fingidas

No dia da minha morte

Não digam não teve sorte

Minhas palavras ficam escritas.

 

Quero que todos ouçam bem

Que respeitem bem o meu pedido

Partirei deste mundo tão sofrido

Não é preciso chorar por ninguém.

 

Partirei cansada desta vida

Gritarei aos Céus minha liberdade

Na vida fui mal compreendida;

 

Nem lágrimas nem choros de verdade

Sem lágrimas Ao verem a minha partida

Partirei feliz para a Eternidade.

 

 

Março, 1988  Fernanda Dias

 

 


 

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