MINHA TERRA, MINHA VIDA
 


 

OFEREÇO O MEU LIVRO A DEUS

 

 

 

Ofereço o meu livro a Deus

E por ele estou rezando

Que abençoe os sonhos meus

E sonhos lindos me vá dando

 

Em cada momento da vida

Há sempre uma estrela a brilhar

Será sempre bem sucedida

Se a soubermos aproveitar.

 

A pessoa que é persistente

Pode alcançar o que quer

E aos olhos de muita gente

Muito valor pode ter.

 

Fernanda Dias

 

1993





 

 





 

 

SONHEI COM DEUS

 

 

Numa noite eu sonhei

Que estava Deus chorando

De manhã quando acordei

Vi que estava sonhando.

 

Deus chorava de tristeza

Pelo seu Mundo tão martirizado

Deus estava triste concerteza

O seu coração estava magoado.

 

Este Mundo que Deus criou

Que os homens querem destruir

É verdade sim ! Deus chorou

Destruição Deus não irá permitir.

 

Chorando Deus me dizia

Que não queria no Mundo destruição

Tudo o que ele criou com alegria

Agora gemia o seu coração.

 

Sonhando também vi Deus a sorrir

Sensação que durou pouco tempo

Quando acordei parecia ouvir

Que Deus chorava no momento.

 

No meu peito guardei suas mágoas

Já não quero ver Deus chorar

Com um lenço enxuguei-lhe as lágrimas

Quando acordei vi que estava a sonhar.

 

Junho,   1961  Fernanda   Dias

 

 

 

 

EU CONHEÇO UMA VELHINHA

 

 

Eu conheço uma velhinha

Com a face toda enrugada

Mais linda que uma menina

Com a sua cara pintada.

 

Tem olhos da cor do Céu

Que já não tem esplendor

Mas no triste olhar seu

Continua a haver amor.

 

Tem os seus lábios ressequidos

De tantos que já beijaram

Que dão suspiros perdidos

De saudades que doutros ficaram.

 

Tem suas mãos defeituosas

De tantas que acariciaram

Aquelas que já são famosas

Porque o seu ninho deixaram.

 

As suas pernas já foram belas

Hoje estão cansadas doridas

Tantos olhares se prenderam nelas

Agora já estão esquecidas.

 

Com o seu corpo já curvado

Pela vida que levou

É a lembrança do passado

Que a mocidade deixou.

 

Há só um dia cada ano de vida

Que dedicam à terceira idade

Eu gosto mais de ti acredita

Que das amigas da minha idade.

 

 

Março, 1987   Fernanda Dias

   
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A SOLIDÃO ME DÁ FORÇA

 

 

Por cima dum Mar azul de águas mansas

Olhava o Céu azul na Imensidão

Tecido dum manto fino de algodão

Rasgado em farrapos de nuvens brancas.

 

Ouvi o grito da gaivota que docemente

Pousava ao pé de mim estava segura

Fez-me reflectir nessa aventura

O silêncio que eu estava no momento.

 

Depois o Céu ficou brilhante e prateado

Igual a água cristalina duma fonte

Na solidão eu vi que ali ao lado:

 

As  gaivotas pousavam ali de fronte

Olhando o Infinito já carregado

O Sol se escondia no horizonte.

 

Agosto,   !990  Fernanda Dias

 

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