CRIANÇAS

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A GUERRA E AS CRIANÇAS
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CRIANÇA QUE VIVES SÓ
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As crianças precisam de pão De amor, carinho e paz Mas isso pouca gente faz Viverem todos em união.
As crianças são a nossa alegria, A guerra é o nosso maior perigo As crianças são a luz do dia a dia Que há neste mundo tão sofrido.
A guerra pode destruir O sonho de muitas crianças Mas o homem tem que impedir Não vamos perder esperanças.
É preciso ter esperança Porque o Mundo está em guerra Para que haja paz na terra Precisa que não morra uma criança
A guerra pode destruir Todo o ar que respiramos Destruir a terra que vivemos As crianças não podem permitir.
Abril * 1961 * Fernanda Dias
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Criança triste, desamparada Que estás sozinha na estrada Da vida que Deus te deu; Tu comes migalhas de pão Que os ricos deitam pró chão Sem olharem para o que é seu.
Criança desprotegida Tu estás triste na vida Porque foste abandonada; O Mundo está em guerra Tu passas fome na Terra Na Terra por Deus criada.
Criança cigana, A ti, ninguém te engana Tu tens muita esperteza; Tu que andas suja na rua Mal vestida e quase nua E pedes pão por gentileza.
Criança branca ou de cor Tu és a mais linda flor Que existe em qualquer jardim; O tempo passa correndo Dia a dia vais vivendo E o teu mundo é sempre assim.
Outubro * 1984 ª Fernanda Dias
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NUNCA TIVE UMA BONECA
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HOJE ENCONTREI UMA CRIANÇA |
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Nunca tive uma boneca Para eu poder brincar Mesmo que fosse careca Eu gostaria de a recordar.
Minha boneca foi o trabalho Comecei de pequenina Mas eu até tenho orgulho Quem trabalha é gente fina.
Hoje sinto-me triste Ao recordar quando criança A lembrança ainda existe Mas no futuro tenho confiança.
Com esperança quero viver Para ter uma netinha Já que filha não pode ter Para lhe dar uma bonequinha.
Janeiro * 1989 * Fernanda Dias
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Hoje encontrei uma criança Estava sozinha na rua Pensei que seria por vingança Porque a criança estava nua.
A criança era pequenina Há pouco tempo nasceu Chorava muito pobrezinha Porque a fome a venceu.
A criança era menina De olhos azuis claros Sua pele era branquinha Seus cabelos muito raros.
Peguei nela com jeitinho No meu colo adormeceu Dei-lhe amor e carinho Como se fosse um filho meu.
Contei às minhas amigas Que encontrei uma menina Corriam como formigas Para verem a criancinha.
Todas lhe quiseram pegar Nos seus olhos havia esperança Que com ela deveria eu ficar Hoje sou feliz que encontrei Uma criança e com ela fiquei.
Janeiro * 1971 * Fernanda Dias
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