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Tive um sonho
encantador
Confesso que até
senti
No meu corpo o
teu calor
E p’lo teu amor
me perdi.
Teu calor que me
queimava
Sonhei tê-lo ao
pé de mim
Só não vi o que
sonhava
Quando os meus
olhos abri.
REFRÃO
Quero voltar a
sonhar
Sermos felizes
amor
Ao teu lado eu
acordar
E sentir o teu
calor.
BIS
Sonhei ser feliz
contigo
Foi um sonho
encantador
Para meu maior
castigo
Foi só sonho meu
amor.
Tua pele quero
sentir
E beijar teu
lindo rosto
Agora vou-te
pedir
Não me dês outro
desgosto.
Volta já para
quem te ama
Eu quero sonhar
contigo
Nosso amor já
tem fama
Vem depressa meu
amigo.
Março, 2003
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Fiquei tão
desesperada
Deixaste-me
abandonada
Traíste meu
coração;
Tu me deixaste
dormindo
Foste embora
sorrindo
Tu não mereces
perdão.
Confiei demais
em ti
Pois eu nada te
pedi
A não ser o teu
amor;
Andava
desconfiada
Mas em ti eu
confiava
Só tenho
tristeza e dor.
REFRÃO
De madrugada
Julgava-te ao pé
de mim
Mas depois então
eu vi
Que não tinha o
teu calor.
BIS
De madrugada
Já se via a luz
do dia
Quando eu vi que
te perdia
Foste embora meu
amor.
Eu era muito
novinha
E maldade eu não
tinha
Confiava sempre
em ti;
Estou disposta a
esquecer
Se ainda me
quiseres
Volta amor volta
p’ra mim.
Não quero mais
viver sozinha
Na minha pobre
casinha
Dormir só na
minha cama;
O calor dos teus
beijinhos
A ternura dos
teus carinhos
Volta amor p’ra
quem te ama.
Maio, 2003 |
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Dona Inês era
uma donzela
Tão graciosa tão
bela
E muito humilde
também;
De Castela veio
a pobre
Mas por ela não
ser nobre
Não interessava
a ninguém.
Veio servir uma
Princesa
Filha de Vossa
Alteza
Nosso Rei de
Portugal;
Duma beleza
contagiante
Apaixonou-se num
instante
E esse amor lhe
foi fatal.
Pelo Príncipe se
apaixonou
A pobre Inês não
pensou
Seu amor era
impossível;
D. Pedro era
leviano
Seu Pai um rei
tirano
Deu uma ordem
incrível.
O Rei e os seus
Ministros
Muito amigos
pelos vistos
Mandaram matar
Dona Inês;
Essa paixão
proibida
Pelo rei foi
destruída
Com destreza e
altivez.
A pobre Inês
inocente
Amava Pedro
loucamente
E tiveram dois
filhinhos;
Com palavras de
clemência
Mostrava sua
inocência
Invocou ao Rei
seus netinhos.
O carrasco foi o
povo
Não queria nada
de novo
E mataram a
pobrezinha;
Pobre Inês que
ali tombou
E D. Pedro a
coroou
Depois de morta
a fez Rainha.
Uma dama tão
delicada
Que só queria
sossego
Tanta lágrima
por ela deitada
Lá nos campos do
Mondego
Fez uma fonte
perfumada.
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Se vejo animais
mal tratados
Fico triste
muito triste
Há muitos por ai
abandonados
Onde amor e
carinho não existe.
Há furtivos
caçadores a matar
Quem não se pode
defender
Há homens com
ratoeiras apanhar
É uma realidade
podem crer.
Vejo cenas em
competição
Nas touradas e
corridas de cavalos
Tanta gente que
não tem coração
P’lo dinheiro
prefere até matá-los.
Eu nasci no
campo e me criei
A amar os
animais eu aprendi
A nenhum jamais
eu maltratei
E muitos
abandonados já recolhi.
Ao ouvir o canto
dos passarinhos
Meu coração vai
batendo de alegria
Aos cães e gatos
dou miminhos
Fazem parte da
família dia a dia.
Nunca se deve
mal tratar
Quem não se sabe
defender
Todos animais
devemos respeitar
Com eles também
podemos aprender.
Junho, 2006
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