A CRISE DA POLÍTICA

NOITES VERÃO

Os compadres sempre zangados
Noite e dia sem parar
De terra em terra empenhados
Aos Portugueses enganar.
 
O Santana não acredita
Que já caiu do poleiro
O Portas ainda grita
Eu é que sou verdadeiro.
 
Cheio de contentamento
Vai o Sócrates gritando
Palavra leva-as o vento
Portugueses vão lá votando!!!
 
O Loução é mais positivo
Não tem nada a esconder
O Jerónimo é mais passivo
Mas tem muito que aprender.
 
Parece uma lavandaria
Roupa suja vão lavando
Todos com sabedoria
Os Portugueses vão enganando.
 
Deixem passar as eleições
Que cada vez será pior
Vamos tirar as conclusões
Se outro Governo será melhor.
 
Janeiro, 2005
 Fernanda Dias

 

 

 

Hoje há festa na cidade

Há bailarico e canções

Há amor e amizade 

A encher os corações.

 

Há festa e romaria

Há luar e lua cheia

Baila o Zé e a Maria

Que vieram da aldeia.

 

Danço Tango e a Valsa

O Corridinho e o Bolero

Danço a morna e a Salsa

E a Lambada que mais quero.

 

Danço a Marcha e o Vira

E o bailinho da Madeira

E toda a gente delira

A dançar a noite inteira

 

O Fado mora em Lisboa

O Cavaquinho é da Beira

Com tanta musica boa

Portuguesa é a primeira.

 

Há bolinhos e petiscos

E a nossa boa sardinha

Há festivais de mariscos

E também boa pinguinha.

 

Nos bailaricos de Verão

Ninguém desarreda pé

Cada qual sua paixão

Pois assim mesmo é que é.

 

De Bragança a Portimão

De Braga a Vila Real

De Viseu a Olhão

Tudo dança em Portugal.

 

Fernanda Dias Maio 2003

 

UM MORTO POR ENGANO

MENSAGEM DE NATAL

Numa cama dum hospital
Um doente ali acamado
Sofria dum grande mal
Pobre doente coitado
 
Já nada podiam fazer
Nem médico nem enfermeiro
O doente estava a morrer
Seu destino era traiçoeiro.
 
Chamaram o cangalheiro
Este veio logo a correr
Cheio de fome e sem dinheiro
Quase não conseguia ver.
 
Depois da preparação
Como era habitual
Meteu dentro do caixão
Aquele que estava mal.
 
Estava apenas inconsciente
Aquele infeliz pobrezinho
Viu-se no caixão der repente
Já ia pelo caminho.
 
Levado p’ró cemitério
À sua morada certa
Todos viram aquele mistério
A cova já estava aberta.
 
 
Não vêem que não morri
Diz aquele pobre assustado
Porque me trouxeram para aqui
Se no Hospital fui bem tratado?
 
19-03-2007

 

 

Que todas as crianças tenham pão

Que os homens sejam como irmãos

Haja paz em qualquer coração

Que acabem as Guerras no Mundo inteiro.

E todas as desgraças que a Natureza

 Nos tem mandado, deixem de existir

Não voltem a reinar mais à face

 Da Terra Prometida.

Que de cada canhão saíam passarinhos

Voando e chilreando

E que de qualquer arma de fogo

Se possa ver uma rosa a florir ou outra flor qualquer

Que todos os mendigos tenham alimento,

E roupa para se aquecerem

Que todos os velhinhos tenham,

 Um pouco de carinho das suas famílias

Que em cada doente renasça uma nova esperança de vida

Que todos os reclusos se sintam arrependidos,

E que possam sair em liberdade,

E que todos os Políticos pensem um pouco

Nos mais desfavorecidos.

Se tudo isto se concretizar;

Então será para todos sim!

UM VERDADEIRO NATAL

 Fernanda dias 2005

   

 

        

 

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