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REVIVER COM AMOR |
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DEDICADO A PORTIMÃO |
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Foi sempre
este o meu lema
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Todos os dias com amor
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Pensando neste tema
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Fazer da vida o melhor.
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Ao sair da minha cama
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Eu rezo à Virgem Maria
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Minha Mãe e minha Ama
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Que me dê saúde e alegria.
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Depois durante o dia
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Eu rezo sempre a Deus
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Que realize os sonhos meus
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Que me dão tanta alegria.
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Depois quando me deito
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Na minha pobre caminha
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Como não posso doutro jeito
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Fico muito caladinha.
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A todo o lado onde eu vou
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Vou sempre rezando a Deus
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Eu sou assim como sou
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Quero ver felizes os meus.
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A fé move montanhas
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De quem vive na esperança
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Nestas pequenas façanhas
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A Reviver tornei-me criança.
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Fernanda
Dias
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23-01-2007
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Portimão,
encantadora
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Princesa do
Rio Arade
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És muito
acolhedora
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Ó minha
querida cidade.
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À beira mar
tu nasceste
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Pertinho do
Oceano
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Dos filhos
que já fizeste
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Nenhum
nasceu por engano.
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Das pescas
és a Rainha
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Das praias
sua Majestade
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Quem come da
tua sardinha
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Não se lhe
acaba a vontade.
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Nas escolas
és a primeira
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Das Artes já
és Doutora
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Portimão tu
és verdadeira
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Do desporto
és vencedora.
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Quem passa
por ti quer voltar
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Com saudades
de te ver
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Todos te
querem visitar
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E gostam de
aqui viver.
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Tens encanto
tens cultura
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Ó minha
terra adorada
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De todas és
a mais pura
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Eu te quero
bem estimada.
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Fernanda Dias
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MINHA
INFÂNCIA FOI AMARGURADA
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QUADRAS |
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Recordo quando era pequenina
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Nunca tive brinquedos de criança
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Nem sequer uma bonequinha
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Para brincar com alegria e esperança.
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Em minhas mãos puseram uma enxada
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Foi tudo o me puderam oferecer
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A minha infância foi muito amargurada
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Trabalhando é que aprendi a viver.
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Meus Pais não tinham para me dar
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A família era grande e como tal
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Todos tinham muito que ajudar
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Naquele tempo nada ficava mal.
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Tinha só seis anos de idade
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Comecei a tirar leite às vaquinhas
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Também eram seis e na verdade
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Elas gostavam das minhas mãozinhas
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A lida da casa também me pertencia
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Vinha da escola que grande confusão
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Comida para mim, no tacho não havia
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Passava fome para minha desolação.
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Ao fim do dia já mesmo a tardinha
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Tirava o leite às vacas outra vez
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Um copo de leite, enchia minha
barriguinha
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Quando sobrava bebia logo dois ou três.
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E assim foi minha infância amargurada
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Comecei a sofrer mal eu nasci
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Passou o tempo e ninguém deu por nada
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Dou graças a Deus por tudo que já vivi.
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Este
poema foi feito dentro da Ambulância
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que socorreu o meu marido a caminho de
Lisboa,
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Dia 2 de Junho de 2005
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Fernanda Dias
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Já era de
madrugada
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Ouvi um mocho
piar
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Eu não estava
enganada
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Tinhas outra
no meu lugar.
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Devagar se vai
ao longe
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E tu andas tão
à pressa
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A ambição
nunca foge
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E a tua é
mesmo essa.
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Das voltas que
das na vida
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Cada vez és
mais cruel
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Quem sabe se a
tua partida
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É mais amarga
que o fel.
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Não te rias de
quem chora
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E tu riste
sempre de mim
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Se a ti
ninguém te adora
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É porque és
muito ruim.
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A pessoa que é
honesta
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É sempre bem
respeitada
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Mas tu que és
uma besta
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De ti só fazem
risada.
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É fácil de
adivinhar
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O que vai ser
de ti
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Porque te vejo
a pensar
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E melhor nunca
te vi.
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Fernanda Dias
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17/ 03 / 06
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