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Tony Bellotto – O que é melhor: fazer cinema, TV ou teatro?
Fábio Assunção – O que me inspira a escolher um trabalho são bons personagens. Gosto de trabalhar nos três veículos. A técnica do teatro é mais desafiadora e onde me sinto mais à vontade. A técnica do cinema é mais charmosa, mais artesanal. Já a da TV é a mais divertida. No caso do Bellini, faria no cinema, na TV ou no teatro, porque foi um presente que você me deu. Espero poder corresponder.
Tony - Como foi interpretar Remo Bellini?
Fábio - Um grande desafio, porque, de cara, percebi que o personagem era um pouco mais velho do que eu – não exatamente de idade, mas de vivência. E o fato de a história ser contada pela ótica dele era uma responsabilidade muito grande. Mas graças à adaptação do Alexandre, à direção do Roberto e, principalmente, ao carinho da produção, pude fazer o filme com um bom embasamento.
Tony - Você acha que Bellini ainda está apaixonado por Beatriz?
Fábio - Nelson Rodrigues dizia que devemos sempre desconfiar de uma mulher honesta. Para bom entendedor, meia palavra basta.

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