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Trama policial à brasileira
Malu Mader e Fábio Assunção formam dupla explosiva em ‘Bellini e a Esfinge’
COM FIGURINOS nada comportados, Malu Mader é pura sensualidade na pele da prostituta
Fátima
Primeiro filme baseado em um livro do titã Tony Bellotto, Bellini e a Esfinge, que estréia hoje, tem tudo para cair no gosto do público. Além de contar com uma bela dupla encabeçando o elenco – Fábio Assunção interpreta o Bellini do título e Malu Mader vive a prostituta Fátima –, o longa do diretor Roberto Santucci Filho conta com outros artifícios para provar que o cinema nacional pode, sim, fazer bonito quando o assunto é trama policial.
Rodado em locações no submundo de São Paulo e de Santos, Bellini tem a atmosfera de filme noir, conseguida graças à fotografia sombria de Jacob Solitrenick. O roteiro de Alexandre Plosk envolve o espectador, apesar de alguns escorregos. E a direção de arte, a cargo de Paulo Flaskman, e figurinos, feitos por Carla Plombon, imprimem verdade. É preciso dizer, no entanto, que 20 minutos a menos dariam mais agilidade ao filme.
Bellini e a Esfinge começa com o detetive Remo Bellini (Fábio) recebendo da chefe, Dora Lobo (Eliana Guttman), um caso aparentemente simples. Um médico contrata o agente para encontrar uma garota de programa desaparecida. Na busca, Bellini passeia por inferninhos como o Coktail, onde conhece a prostituta Fátima (Malu, tão exuberante que fica difícil acreditar que uma mulher como aquela estaria ganhando a vida ali) e esbarra com tipos bizarros, como o traficante Stone (Cláudio Gabriel).
Quando o caso complica, Dora contrata uma assistente para Bellini, a misteriosa Beatriz (a ex-modelo Maristane Dresch, um tanto forçada). Aí... é melhor não contar mais. O filme está em 9 salas, da Zona Norte à Barra. É só escolher a mais perto de casa.
Rúbia Mazzini

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