FAXJORNAL.STP
Jornal de opiniões sobre
São Tomé e Príncipe
Edição Nº.: 5 – 28 de Setembro de 2002
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COM
UM ANO DE ATRASO, E 12 MILHÕES DE DÓLARES DEPOIS, FRADIQUE DE MENEZES
FINALMENTE RASGOU OS CONTRATOS DA ERHC....
SÓ FALTA DEMITIR OS RESPONSÁVEIS POR
ESTA DESGRAÇA PARA O PAÍS......
SOB O PESO DA ACUSAÇÃO DE
CONLUIO......
___________________ Pedro Baptista _____________________
Trabalhei
muitos anos com os Americanos. Sei como pensam, como comem, e acima de tudo,
como montam as suas estratégias.
A ERHC
Americana foi á algum tempo comprada pela CROWM OIL, com dinheiro Nigeriano,
que por sua vez
depende da última palavra dos ......Estados Unidos e não só.
Confuso, não é?
"Parece"
que finalmente Fradique acordou. Apercebeu-se que era
o fim da sua carreira, política e não só. As razões
apontadas, "contratos para exploração petrolífera ruinosos para São Tomé e
Príncipe, com de 25 anos de duração"!!! "Dizem-me vozes amigas"
que o Presidente contratou advogados americanos para esta batalha, um deles
é o advogado que defendeu a "famosa" secretária Mónica Lewinsky, no
processo contra Bill Clinton,
no famoso caso do charuto!!!...........
Mas será que Fradique de Menezes tem coragem de ir até ao fim, ou é uma
manobra de diversão, que visa sómente pôr outros
nomes nos contratos do petróleo?
Fradique de Menezes necessita de credibilizar urgentemente as suas políticas, porque ninguém
as entende. Escolher definitivamente os seus parceiros políticos de governação
e de coligação.
Banir aqueles
que tanto prejudicaram este Povo, este País, e esta
Nação que Deus abençoou.
Os RAFAEIS, OS
PRAZERES, OS GABRIEIS, OS DAMIÕES, OS MIGUEIS, etc , etc......
Aqueles que conspiram contra as políticas de desenvolvimento e progresso de STP, aonde o Estado ao longo dos anos se tornou o melhor sítio para fazer negócios, pela simples razão de que há uma irresponsabilidade moral na vida pública e uma imunidade política na vida privada, que se acumulam num regime corporativista que atinge além fronteiras, e urge sobreviver desde a data da independência de STP.
Fradique de Menezes deve formar
urgentemente uma nova equipa, e virar-se para a nova geração de excelentes quadros
Sãotomenses reconhecidos em todo Mundo. Abrir as
ideias a outros e convida-los a participar.
Ver-se livre
de poderes instalados, claramente traduzidos (para quem ainda tivesse dúvidas)
pelo discurso público de Miguel Trovoada à saída da última reunião no palácio
do povo com o PR Fradique de Menezes.
Se Miguel, tivesse um estagiozinho
democrático, saberia que governar não é uma visita guiada à imbecilidade. Todos
nós já percebemos que é eventual sócio da CROWM OIL, Miguel...............
GABRIEL BANBEZELLE
...
"O que nasce torto, tarde ou nunca se
endireita”.

O caso do
navio Forum Samoa é a imagem reflectida deste
Desgoverno, que não assegura o respeito pela ordem e pela lei.
Se o Primeiro Ministro Gabriel Costa tivesse o mínimo sentido de
estado e de cultura democrática, e acima de tudo um pingo de consciência, teria
posto o seu lugar à disposição, nesse mesmo dia.
Também o caso Banbezelle está esquecido pelo Governo, aliás como convém.
O impertinente jurista Gabriel Costa, apressadamente, emitiu na altura muitas
certezas sobre quem eram os responsáveis.
Pois o Governo
errou. O Governo tem responsabilidades e tem de indemnizar as famílias das vitimas.
Com efeito e
ao contrário do que o Primeiro Ministro afirmou
aquando do infeliz acidente do Banbezelle que vitimou
dezenas de pessoas, o Estado Sãotomense tem
responsabilidade solidária no acidente, e pode ser acusado no mínimo de crime
por negligência, entre outros.
O Estado, licenciou uma actividade, neste caso emitindo licença de
utilização de bandeira Sãotomense para a embarcação Banbezelle, sem criar as condições legais para o exercício
da actividade dentro dos parâmetros legais internacionais em vigor. Não
fiscalizou a embarcação, assim como não existia possibilidade de segurar o barco
em São Tomé e Príncipe à data do acidente, pelo que o Estado nestes casos
substitui a companhia de seguros. O ESTADO PAGA AS VERBAS COMPENSATÓRIAS ÀS
FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS. Esta omissão de legislação eficaz,
deve ser o ponto de partida para as famílias das vítimas, no sentido de
intentarem uma acção contra o Estado Sãotomense no
Tribunal dos Direitos do Homem. Esta irresponsabilidade,
tem de ter limites.
A culpa aqui
não pode morrer solteira, mais uma vez.
REPOR A
LEGITIMIDADE DEMOCRÁTICA E A AUTORIDADE DO ESTADO.
UM NOVO
GOVERNO.
Em certo
sentido, este Primeiro Ministro Gabriel Costa, é o
genérico de Miguel Trovoada.
Uma espécie de
imitação do chefe, sem habilidade nem sofisticação.
Quantas
figuras autónomas existem neste Governo? A resposta é óbvia, basta seguir
atentamente a carreira política de Gabriel Costa. Os Miguelistas têm cada vez
menos ideias e cada vez mais raiva de quem as tenha. O facto de Gabriel Costa
emitir um silêncio ruidoso, achar que não deve intervir e que não tem nada a
dizer, é o sinal mais infeliz que tem algo a esconder.
Para o
Presidente da República Fradique de Menezes, passou a
hora da manutenção dos interesses e arranjar uma equipa que realmente trabalhe
e defenda o Estado Sãotomense.
A escolha
é simples, 332 dias de mandato, ou o futuro.
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O REI DO CACAU
E NÃO SÓ.......
Os monopólios
nunca vingaram em democracias evoluídas.
Muito tem sido
cantado ao longo de todos estes anos sobre os empresários de sucesso
extraordinário que vivem em São Tomé e Príncipe. Como é sabido existem dois
tipos de empresários. Aqueles que lutam todos os dias para venderem
honestamente os seus produtos, que vêm os barcos irem ao fundo com as
suas parcas mercadorias, sujeitos à concorrência difícil do dia a dia. E os
outros, aqueles que gerem os monopólios, como sejam a exportação do CACAU e a
importação do CIMENTO.
Esses sugam as
riquezas do País, mantendo os pobres agricultores dependentes do preço que
entendem praticar para comprar o Cacau. Não posso esquecer que o preço do Cacau
está à vários meses a cerca de 2135 dólares a tonelada, mais de 18 Milhões de Dobras a
tonelada de cacau que é depois vendido, por estes "amigos" do povo e
em especial dos agricultores Sãotomenses.
Para quando,
uma entidade reguladora do Cacau em São Tomé e Príncipe, fiscalizada pelo
estado que fixe um preço baseado em preços de mercado.
Uma bolsa de
valores para o Cacau e Café entre outros produtos, para que o preço dos
produtos desta natureza, possam ser controlados pelos próprios agricultores,
que tanto sacrifício passam para produzir em São Tomé e Príncipe seja o que
for. Acima de tudo que a riqueza seja distribuída por aqueles que realmente
trabalham.
É determinante
uma mudança radical, que acabe com esta forma de ....ESCRAVATURA.
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